segunda-feira, 30 de abril de 2012

Solidão (Frase)

A solidão é a vida caminhando por fora de seus sonhos.

Wagner Marim – 29/12/2012 

Convite: Participação da antologia "Cumplicidade das letras"

Oi amigos do Portal do Poeta Brasileiro,
Reconhecendo a importância desse espaço para aglutinar o mundo da poesia num mesmo sentimento de unidade e fomento poético, venho convidá-los, oportunamente, a participar do certame literário promovido pelo Projeto de Inclusão Literária, Nova Coletânea, por meio de uma Coletânea de poemas, denominada "Cumplicidade das letras". A participação com publicação gratuita atende ao objetivo do projeto que é de facilitar ao autor acesso às vias de publicação, participando do eixo da economia criativa do livro junto ao PNLL, nesse ano, homenageando o grande intelectual e poeta Affonso Romano de Sant'Anna.
Contamos com a participação especial de Eduardo Tornagui e Paulo Bentancur além de muitos poetas que se destacam nas vias literárias. O objetivo é homenagear a Affonso Romano de Sant'Anna.
Não há limite de versos, mas covem não passar de uma lauda.
Envie-nos por esse e-mail: brunoescritor@yahoo.com.br
Quanto ao prazo, esperamos até a próxima semana.
Tema livre.
Conto com todos vocês.
Atenciosamente,
Bruno Ramos

BEM VINDA!!!

Vera Lucia Fávero Margutti ( Vera Margutti)-* Castelo-ES 31/07/1960 Vera reside em Maringá/PR desde 1989. Psicopedagoga,escritora e poeta. Possui graduação em Letras Português/Inglês erespectivas literaturas pela FAFIMAN Mandaguari Pr. Pós Graduação em Psicopedagogiapelo CESUMAR em Maringá PR. Publica com regularidade na CBJE CâmaraBrasileira de Jovens Escritores, com mais de30 Antologias desde 2010.É membro associada da AssociaçãoInternacional dos Escritores e Artistas: LITERARTE onde Participa da ColeçãoAntológica “Histórias para você dormir”. O livro de n. 3 com o seu conto “Opeixinho Dourado” é bilíngue: Português e Francês. O livro 4 com o conto“Uma Princesinha e uma Bruxinha” tem suaedição bilíngue em Português e Inglês. Integra ainda a Antologia “Palavras semFronteiras II” com o conto “Cupido Sol que nos Flechou”.Premiada com o PRÊMIO LITERÁRIO DE CULTURA 2012 pela LITERARTE;Semifinalista do Concurso Cultural(2012) pela Literarte com o livro infantil: “Tuga, a Tartaruguinha Hiperativa".É associada da REBRA Rede deEscritoras Brasileiras. Blog:www.alemdopoema.blogspot.com Contato:veramargutti@hotmail.com
"Oh meu Brasil,Mãe alegria!
Tu és terra mãe,generosa que a todos acolhe,
Sem distinção deraça ou de cor!
Miscigenação deculturas formou a sua bela cara de amor
Esse mix que deutão certo é lindo de se ver de perto.(...)" Vera Margutti
* SEJA BEM VINDA AO PORTAL DO POETA BRASILEIRO!
Aline Romariz



LEMBRANDO-TE

Quando de ti me afastei...
Em toda a minha andança,
Eu nunca mais encontrei...
Aquele afago de ternura!

Afetos que nos transportavam...
A um mundo florido cheio de fantasias...
Eu e você em um vale de encantos.
Brincando ao vento, livres e soltos!

Duas crianças a bailar pelos campos.
Lançava perfumadas pétalas ao ar,
Levadas pela magia inocente do amor.

Livres como pássaros pelos vales a deslizar,
Sem leis ou preconceitos a nos escravizar...
Éramos a conjugação perfeita, no verbo sonhar!

                                                 Baroneto.

domingo, 29 de abril de 2012

Sonho De Nós Dois


Sonho de nós dois

Queria que nunca
Parasse de me olhar,
De me sorrir,
De um jeito todo seu...
Queria que nunca se fosse...
Ou me levasse
O toque das tuas mãos,
A me afagar...
Queria parar o tempo
Pra quando a saudade
Apertar o peito
Meu coração mergulhar
Nas doces lembranças,
Que guardo da gente...
Onde os sonhos florescem
Regados de Amor...
Onde cada encontro fosse
O doce dos lábios sorrindo
Sonhos de nós dois...


Dolce Bárbara e Sirlei Passolongo

Interior Perdido...


Interior perdido


Entre lágrimas e risos que meus são não,
mas me rodeiam...
Silenciosamente ecoa em todo amor que desalinha
Os meus Sentidos...


 
Dolce Bárbara



sábado, 28 de abril de 2012

Véu de Ilusão



Teço sonhos de esperança
E costuro um véu vaporoso.
Se bate a brisa da saudade,
Ele ondula quase imperceptível.
Quando sopra o vento forte da desilusão,
Recolho-o com certa dificuldade
E guardo-o entre aromas de euforia.
Desse modo protegido, fica incólume.
Então uso-o de novo como proteção
Para recomeçar, movida pela leveza
De quem pode divagar em paz,
Pelo infinito, na trilha da luz.


Mardilê Friedrich Fabre
Consulesa Poetas Del MundoSão Leopoldo – RS

Imagem: Google

Respeite os direitos autorais.

ESQUIVEI-ME DA SEREIA

                                                   Bela arte, da amiga Safira...

ELA ME AGUARDAVA

 
                                               Bela arte, da amiga Marsoalex...

COM UM SORRISO

AQUELE BEIJO

                                          Bela formatação, da cara amiga Marsoalex...

Seus Olhos

Seus olhos são como raios de luz
Que penetram por alguma fresta
Em meu coração, alumiando-o totalmente.
Além de as inocências deles estarem
Em frêmitos por amor,
Parecem estáticos e intrínsecos aos meus.
Sei que algo querem dizer, mas não ousam.
É preciso dar um jeito de conhecer-nos melhor.
Tente pelo menos balbuciar meu nome nos seus sonhos
Ou sussurrá-los entre as flores,
Quem sabe uma brisa suave ou um pássaro,
O trará por entre as nuvens dos desejos,
A doçura dos seus lábios
E o significado do seu olhar.



Wagner Marim – 28/04/2012

Chegamos à bela capital portuguesa e já fomos recepcionados no aeroporto pela Luísa, que seria a nossa guia por todo o nosso tour nos países subseqüentes; Espanha, França e Itália.
Lisboa é a mais importante cidade de Portugal que abrange o estuário do Tejo ao norte da Península de Setúbal, fazendo desta a região a mais rica de País.

Após nos instalarmos, fizemos ainda no mesmo dia da chegada, um passeio pela cidade, visitando alguns pontos turisticos, finalizando com um belo café em um dos locais mais agradaveis da cidade, no bairro do Chiado.

No segundo dia partimos para a Praça Marquês do Pombal, Avenida da Liberdade, Praça dos Restauradores, do Rossio, da Baixa Pombalina e a do Comércio, uma das mais bonitas da cidade. Seguimos depois para o bairro de Belém, aonde vimos o Monumento dos Descobrimentos e a calçada em mármore, com os desenhos dos percursos de todas as caravelas que dali partiu para os mares em busca de novas terras. Em seguida fomos ao famoso Mosteiro dos Jerônimos, onde estão supultados os heróis da pátria, Vasco da Gama e Camões.

Lisboa possui inúmeras atrações turísticas, mas a do Bairro Alto é um lugar por onde afluem milhares de visitantes, porque lá se encontra uma casa de fados de extrema beleza e encantamento. Trata-se do Café Luso, situada na sétima colina de Lisboa, a mais alta. Ali funcionavam antigas adegas e a cocheira do Palacio Brito Freire.

Foi nesse antigo local que se instalou a casa de espetáculos, cuja estrutura arqueada confere uma acústica sonora, propiciando uma reverberação muito adequada para o som das guitarras e o canto do fado.

Conforme explicações de nossa guia, foi nesse bairro, somando-se ao de Mouraria, Alfama e Madragoa, que nasceu o fado. 

Em um desses arcos do Café Restaurante, notei uma incrição em uma placa, que nos trouxe uma nostagia emocionante, ao ver, que ali esteve por várias vezes a maior fadista de Portugal, a Amalia Rodrigues, somando-se a outros nomes de expressão maior, perpetuando, assim, esses artistas.

Foi a mais carismática das fadistas, sempre com uma grande presença em cena e com uma natural noção do que é o espetáculo, levou o Fado além-fronteiras e a ela, se deve a perpetuação que segue até os dias de hoje, o clássico vestido preto com xale.

Os artistas do passado chegavam a se trajar assim, simbolizando o silêncio da noite, com o mistério que a envolve que se deve ouvir, com uma "alma que sabe escutar", esta canção que nos fala de sentimentos profundos da alma portuguesa, é isso que faz chorar as guitarras…

O fadista canta o sofrimento, a saudade de tempos passados, de um amor perdido, a tragédia, a desgraça, a sina e o destino, a dor, amor e ciúme, à noite, as sombras, os amores, a cidade e as misérias da vida.

E assim, com uma atmosfera particular, ouvimos o apresentador anunciar:

Afinem-se as guitarras.

Diminuam a luz.

«Silêncio se vai cantar o fado».

É assim começou o show: fadistas se apresentaram com seus trajes típicos, houve também danças folclóricas, tudo com um belo jantar à luz de velas que, ao som dessas melodias, trouxe uma experiência única e inesquecível, ficando no consciente da memória, que o fado é e será o repositório das alegrias e tristezas do povo Português.

Castelo de São Jorge, a Cidadela Medierval


Viajando por lugares distantes acabamos por conhecer outras crenças e estilos de vidas até então desconhecidos.

Essa premissa e concepção modificam nossos pensamentos porque se abastecem de novas sensações, fatores preponderantes para adquirir novos conhecimentos e solidificar a nossa cultura. Assim sendo conhecer outros países é experiência única recomendável a todos os seres viventes do planeta.

Dentro desse contexto conheci em Lisboa Portugal o castelo de São Jorge, trata-se de um Monumento Nacional que integra a zona nobre da antiga cidadela.

Antes de adentrar as instalações deparei-me com uma imagem de São Jorge (foto) que é o padroeiro do castelo e que se encontra com uma proteção de vidro no caminho da entrada da fortaleza.

Naquele momento fiz uma oração para que o meu Corinthians que tem nele também o seu protetor mostrasse o rumo das vitorias no campo esportivo para ser o campeão do ano (2011), uma vez que vinha embalado na primeira colocação conforme as noticias que chegavam do Brasil. Não deu outra, ficamos campeões.

Cheguei então às bilheterias para adquirir os ingressos e falei em nosso idioma com uma das atendentes:

- Quero dois bilhetes, e ela respondeu:

- Em que idioma o senhor quer o folheto explicativo? Respondi: Pode ser em nosso idioma mesmo.

Fiquei então me perguntando, será que não entendeu o que eu havia falado?

Ao entrar pelo portão principal, ficamos impressionados com a monumental fortificação construída por muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam no local.

Após a conquista de Lisboa em 1147 por D. Afonso primeiro rei de Portugal, o castelo conheceu seu período áureo, os antigos edifícios da época islâmica foram adaptados e ampliados para acolher o Rei e sua Corte daquela época.
 
Foi transformado então pelos reis no século XIII e escolhido para receber personagens ilustres nacionais e estrangeiras para aclamarem-se Reis ao longo dos séculos XIV, XV e XVI.

Mas é após o terremoto de 1755 onde foi parcialmente destruído é que começa uma renovação mais aprimorada com o aparecimento de muitas construções novas que vão escondendo as ruínas mais antigas.

Entre 1938 a 40, redescobre-se o castelo e os vestígios do antigo paço real. Em meio às demolições e adaptações às antigas construções são resgatadas. O castelo readquiriu a imponência de outrora sendo devolvido aos seus cidadãos.

Em virtude de sua excepcional localização em uma das sete colinas da cidade, possui um monumental conjunto de torres totalizando em seis, que se transformaram em miradouros que os visitantes podem avistar majestosas paisagens da cidade, destacando-se o esplendor do rio Tejo e a moderna ponte Vasco da Gama.
 
A ponte faz a ligação entre Montijo e Alcochete a Lisboa e Sacavém, próximo ao Parque das Nações onde se realizou a Expo 98. Foi inaugurada em 04 de abril de 1998, é a mais longa da Europa e a nona mais extensa do mundo com os seus 17,3 km de comprimento dos quais 12 estão sobre as águas do estuario.

Voltando ao castelo vejo o bonito panorama da torre de Menagem como sendo a mais importante e a mais robusta, estando preparada para resistir a um ataque cerrado, servindo também como posto de comando privilegiado. Era nesta torre que se hasteava o estandarte real símbolo do alcaide o governador e depois ao Rei.

Entrei também na torre do Paço conhecido como casa dos leões, assim designada por guardar naquela época, dois leões que acabei não sabendo por que, talvez para inibir a entrada uma vez que no século XVI passou a guardar o Arquivo Real.

Mas como a curiosidade era muita alcancei o outro lado da torre, e para meu espanto, notei lá dentro dois falcões que estavam bem instalados, e de modo arredio, bateram asas e soltaram alguns trinados, fazendo com que eu saísse muito rápido descendo as escadarias.

Procurei mais uma vez alguma informação sobre aquelas aves e o zelador não soube informar dizendo apenas que era o tratador das aves.

Analisando mais detalhadamente a situação creio que quiseram manter a tradição com dois falcões, uma vez que com leões deve ser mais complicado. Assim sendo, estão lá os dois falcões, para aguçar as pesquisas dos historiadores.

O local está transformado em um grande centro turístico com uma bela estrutura gastronômica, muitas tabernas antigas com comidas magistrais portuguesas, sempre regadas com belos vinhos elaborados na região. Em um local muito aprazível sob uma tenda refrescante e com musica ao vivo desfrutamos saborosas sardinhas na brasa a moda lisboeta, com belas taças de vinho branco gelado, ainda no veranico europeu.

sexta-feira, 27 de abril de 2012



Água Fluente



Tal como água
Fluo
Mato a sede
Apago o fogo
Inundo

Mas também
Deságuo
Dissipo
Evaporo

E broto novamente da terra...

Às vezes
Grande lagoa
Outras tantas
Pequeno ribeirão

Às vezes
Chuva fina
Outras tantas,
Tempestade com trovão

Mas nunca água represada.

E assim sigo escoando,
contornando os obstáculos em rumo ao Grande Oceano...


Grito Silencioso




Os pensamentos sobrevoam espaços vazios
e pousam demoradamente em seu olhar ávido
que, complacente dos dizeres nunca ditos,
sela silenciosamente nosso acordo tácito.


Os passos percorrem labirintos de devaneios
e findam cansados em uma utópica gruta
de onde nada mais se escuta
que o próprio silêncio a gritar...



Geraldo Trombin-*                   Geraldo é publicitário, membro do “Espaço Literário Nelly Rocha Galassi” – de Americana/SP (desde 2004).Lançou em 1981 “Transparecer a Escuridão”, produção independente de poesias e crônicas, e em 2010 “Só Concursados - diVersos poemas, crônicas e contos premiados”. Tem mais de 260 classificações conquistadas em inúmeros concursos realizados em várias partes do país e trabalhos editados em mais de 90 publicações. Contato:gtrombin@terra.com.br
 
 
"Outro lado da moeda, anverso.
Povo brasileiro, diverso.
Ontem oposição, hoje inverso.
Politiqueiro, perverso.
Acidente de avião, reverso.
Contra a corrente, controverso.
Sem fronteira, universo.(...)" Geraldo Trombin

quarta-feira, 25 de abril de 2012

És filha do mar




sim, sou filha do mar
não tenho raízes na terra
sou a que as ondas carregam consigo
e jogam contra os rochedos
para após retomarem como sua
esbatida e nua
sou dos recomeços
das ondulações
das espumas e aragens
não sou das margens
nem dos limites
se em ilhas me detenho
me redesenho itinerante
evito o naufrágio
por um breve instante
e volto ao mar
- delirante -
atiro-me à imensidão
o mar está perto do céu
vivo nesse carrossel
até o dia
de ser abandonada
em alguma praia
como arraia que perdeu
na pescaria
largada na areia
corroída pela maresia
- concha vazia

Helenice Priedols


terça-feira, 24 de abril de 2012

Quando eu me apaixonar ...


Quando eu me apaixonar, tenho certeza, acontecerá numa manhã de outono.
E, deverá ser, exatamente no dia em que o céu estiver pintado de um azul tão intenso, que jamais outro dia igual  irá acontecer.
Quando eu me apaixonar, vai ter que ser pra sempre ou eu jamais me perdoarei por ter sucumbido às tramas ardilosas de um amor tênue, frágil e transitório.
Serei então visitado por um sentimento incondicional, trazido pela suavidade de uma brisa fresca, oriunda de uma terra distante, que sussurrará em meus ouvidos palavras e juras, contando histórias e experiências de uma paixão que aconteceu há muito e que eu jamais haverei de conhecer.
Nesse dia, vou me extasiar com o calor de olhos profundos olhando nos meus, e me enconrajar em dizer coisas que a timidez nunca me permitiu falar
Vou precisar apertar as delicadas mãos da pessoa amada e levá-la a lugares escondidos, conhecidos apenas pela fertilidade da minha íntima e egoísta imaginação.
Quando eu me apaixonar, vai ser de forma simples e clara, apenas denunciada por uma voz trêmula, por um riso nervoso e pelas batidas apressadas e descompassadas do meu pobre e inexperiente coração.
Quando eu me apaixonar, vou ter atitudes de um tolo, me esconder por trás das árvores da praça, e ali, incógnita, desfrutar do privilégio de admirar aquele amor desfilar diante de mim e sentir o seu perfume, mesmo sabendo que estarei com ela daqui a poucos instantes.
Vou entender que ela é a única da espécie e fazer-me acreditar que, qualquer poesia já escrita, é muito menos significativa do que a satisfação de poder dizer, de frente e sem hesitação, do tanto que me preparei e me guardei para esse amor.
E aí, vou dizer do infinito prazer de poder sofrer a dor de amar e me consolar nos delicados gestos da criatura que, de longe, sem saber, me faz tanto fraquejar.
Ah ... !!! Quando eu me apaixonar ...


Dalva Saudo > ANALOGIA

RESUMO >  FRAGMENTO DE UM TEMPO PASSADO, RECORDADO EM FORMA POÉTICA NO TEMPO PRESENTE


          Quando penso nas montanhas
          Logo me veem à mente, idéias de:
          Força e estabilidade.
          Era o que sentia em ti.

          Impressionavas-me com tua grandiosidade.
          Tranquilizávas-me com tua paz!
           
          Ficavas isolado, calado como as montanhas.
          Entre nuvens e nevoeiros.
          Eu afora, a água vertente... dependente de ti,
          Com som ritmado como os versos  que faço agora!

          Tu eras meu santuário. Dependíamos da chuva
          Ela cessou. Tu partiste. Eu sequei.
          Fiquei sem meu habitat.

          Não me surpreenderia
          Se soubesse que retornaste às montanhas
          Admirando deslumbrantes cataratas, belos lagos
          Tentando me encontrar como fazias no mar.

          Assim como o sol penetra entre as árvores,
          Gostavas de sentir o silêncio
          E a paz da natureza envolvendo-te
          Porque era assim que gostavas de viver!

          Se soubesse que na montanha voltarias...
          Com certeza a escalaria para te reencontrar
          E novamente te amar um dia!
       

POESIA NO TREM



ATENÇÃO POETAS DE ALAGOAS E REGIÃO!

No dia 28/04, o núcleo do PORTAL DO POETA BRASILEIRO em Alagoas cuja responsável é a POETA CLEIDE BARBOZA realizará o PROJETO POESIA NO TREM com o tema POESIA ALAGOANA. Os Poetas da Região que quiserem mais detalhes escrevam para: cleidevanderley64@hotmail.com
Vamos prestigiar e propagar a POESIA!!

PORTAL DO POETA BRASILEIRO

VALORIZE O POETA VIVO!!

BEM VINDOS!!!

Germano Ribeiro-* Rio de Janeiro-Rj      Germano foi criado em Niterói. É amante do mar e da linda cidade que adotou.Tem formação superior na área de Ciências Econômicas e Contábeis.Vive em Campinas há 17 anos, transferido pela Empresa que trabalhava, onde atuava na área de petróleo.Tem tres filhas lindas e duas já casadas. Contato:garcla@bol.com.br
 
"Se me veio no alto da tarde
E num livro trouxe belos sonetos
Simulava estar bem à vontade
Escondeu seus sentidos de medo(...)" Germano Ribeiro
 
                                                              
Maria Helena Alves Lamanna-* Povoado São Pedro do Taguá- Rio Preto-MG Maria cursou o ensino médio,começou a escrever poesias em 11/11/2002.Tem três poesias editadas em Antologias e vários concursos conquistados.Contato:marialamana@hotmail.com
 
" Uma semente caiu dentro do meu coração
 Dela...Nasceu a poesia
Brotou com tamanha força
Não sei como a definiria(...)" Maria Lamanna


Recebam o carinho de todos nós que fazemos o PORTAL DO POETA BRASILEIRO!
Aline Romariz

 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

SINFONIA DO AMOR

RECOSTO

BEM VINDOS AO PORTAL DO POETA BRASILEIRO!!

  Dé Santa Fé- * São Paulo 25/07/1984 Dé diz que "nasceu na poesia". É formado em Turismo e Geografia. Tem como referências pessoais:Oswald de Andrade, Ayrton Senna, Lula, Lobão, Muhammad Ali, Vó Dita (Finada Avó Materna), Chico Mendes e Fernando Henrique Cardoso. Blog:www.thenacionales.blogspot.com Contato:thenacionales@gmail.com
"(...) Me diz a cor das violetas
Me conte o segredo do João de Barro
O grão de orvalho, a gota de chuva
O amor que não finda em qualquer rua " Dé Santa Fé
 
                                                           
 
Flávia Souza-* Votuporanga-SP Flávia é casada e mãe de um casal de adolescentes, atualmente mora em Blumenau - SC.Já teve blog, já escreveu em site e hoje escreve somente em folhas perdidas.Escrever é uma forma de aliviar a vida.Não consegue ficar sem escrever. Contato:fla.38@hotmail.com
"Quanto mais eu ando
Mais me perco
Num caminho sem volta
Despisto a pista
E não sigo conselhos
Ando a esmo
Perdida em mim (...)" Flávia Souza
 
                                                         
 
Helenice Priedols-* São Paulo 1957 Helenice vive atualmente em Vinhedo, no interior paulista, com a família. Formada em Tradutor e Intérprete, trabalhou na área de tradução técnica por quinze anos. Atualmente é funcionária pública do judiciário paulista. Leitora voraz, dedicada às artes e artesanatos, apaixonada por música e por gatos. Poeticalmamente é seu primeiro livro publicado, reunindo escritos e poemas sobre temas que vão do bucólico à metafísica, do amor à crítica social. Contato:helenpsouza@gmail.com
"amigo
estou farta
dos arames farpados
enrolados
sobre os muros da tua casa
eu queria te dar um abraço
trouxe-te rosas
as únicas a quem se permitem farpas (...)" Helenice Priedols
 
                                                            
                                                          
Luciana Dimarzio-* Campinas Luciana é formada em Publicidade e Propaganda pela PUCCAMP, com especialização em Marketing pela ESPM – SP. Casada há 15 anos, mãe de 3 filhos.Faz parte do Grupo Griots - contadores de histórias (http://www.griots.org.br) e é voluntária no Hospital Boldrini.Apaixonada por poesia desde criança decidiu, há cerca de um ano, se dedicar à literatura. Fundou o Grupo “Pensamentos, Citações e Poesias” na Rede Social Facebook, atualmente com milhares de membros. Blog: http://lucianadimarziopoesias.blogspot.com
Contato:luciana@grupodimarzio.com.br
“Poesia é a palavra vestida de arte. É oferenda da alma envolta em símbolos”. Luciana Dimarzio
                                                              
 
Regina da Conceição Madeira Gôda( Estrela Radiante)-* Engenheiro Paulo de frontin-RJ 01/06/1959 Regina reside atualmente em Miguel Pereira no Rio de Janeiro ,é professora e poeta por oportunidade.Gosta de ler, escrever, conversar com as pessoas, passear e ver bons filmes. Usa o computador e a internet como ferramentas para o trabalho e para diversão. A comunicação é um alimento para ela.A poesia é um complemento importantíssimo em sua vida. " Hoje sem ela eu não vivo.." Estrela Radiante Contato:pinhogoda@uol.com.br
"A minha vida confundiu-se com poema,
Escrever muito é o que faz valer a pena,
Viver em paz, dia a dia, sem temor,
Doces palavras vão saindo às centenas,(...)" Estrela Radiante
 
 
 
Rogério Bezerra da Silva-* São Paulo 26/03/1978 Rogério é filho de mineira com pernambucano.Aos seis meses de idade foi morar na cidade de Sumaré,interior de São Paulo. Aos 11 anos, após a perda do pai, vai com a mãe e os dois irmãos residir novamente em São Paulo, na zona leste.Em 2000 foi aprovado no vestibular em Geografia na Universidade Estadual deCampinas (UNICAMP). Conclui o Curso em 2005. Já no ano seguinte ingressa no curso de mestrado em Política Científica e Tecnológica na mesma universidade, concluído
Em 2009 inicia o doutorado também em Política Científica e Tecnológica na mesma Universidade, o qual deve ser concluído em 2013.Nessa sua trajetória acadêmica foi docente em cursos de graduação, especialização e extensão da UNICAMP, tendo tratado de temas relacionados à Política de Ciência eTecnologia e Tecnologia para a Inclusão Social.Além da academia, sempre teve a poesia como meio de compreensão do mundo. Pois na poesia se tem ciência do mundo. Contato:rogerio.silva@ige.unicamp.br
" Nora, entristecido
Noutrora, acalento.
Num mar, enfurecido,
Noutro, sem vento.(...)" Rogério Bezerra da Silva
 
* SEJAM MUITO BEM VINDOS E RECEBAM O CARINHO DE TODOS NÓS QUE FAZEMOS O PORTAL DO POETA BRASILEIRO !
Aline Romariz
 
 
 

LIVROS: HUMANO CANTO

LIVROS: HUMANO CANTO: UMA VIAGEM AO CENTRO DO EU: A BUSCA DA LIBERDADE Em todas as Tradições a morte é colocada como elevação. Não é o fim, mas o come...

domingo, 22 de abril de 2012

Masoquismo


Tem uma faca na boca
e com ela me sangra
- mas depois de cortar,
me estanca -

Essa faca tem força,
busca sempre o pescoço
me esvai e cega,
expõe nervo e osso.

depois desce assim pelo corpo
misericordiosa e precisa.

Sem perguntar
trata-me como fruta madura

e me cauteriza.

(poema do meu livro LEOA OU GAZELA, TODO DIA É DIA DELA)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

APRENDI

A MAIS BELA POETA


Índio brasileiro
Pataxó de nascimento
Penacho na cabeça
Corpo avermelhado
No dia do descobrimento

Suas terras foram tomadas
Sem dó e nem piedade
Pela volúpia do homem branco
Em um tempo de incertezas

Nas reservas e isolados
Perderam suas identidades
Seus costumes, raízes e cultura.
Não vivem mais da caça e da pesca

Transformaram-se em artesões
De roceiros a curandeiros vendendo ervas nas ruas

Hoje recebem esmolas dos homens brancos
Que compram suas bugigangas
  
Vendem a sua imagem
Aparecem na foto
Sorriem pelo dinheiro recebido
E o turista envaidecido
Mostrará o retrato atual do índio brasileiro



A VIDA EM VERSOS: Dia do Índio

A VIDA EM VERSOS: Dia do Índio:




Dia do Índio

De quem é o direito? Quem as regras deveriam ditar?
Já que o índio já estava aqui quando o branco aqui chegou
Sem pedir licença... Desembarcou e começou a se instalar
E em nome de certo “progresso”, assim o índio hostilizou

A sua cultura e costumes o homem branco não respeitou
Decidiu-se em nome de “deus” aos que restaram catequizar
De quem é o direito? Quem as regras deveriam ditar?
Já que o índio já estava aqui quando o branco aqui chegou

Hoje falam em leis e direitos que aos índios se devem dar
Pois alguns se corromperam pela sociedade que não respeitou
O direito que todos eles tinham... De não se contaminar
Com esse homem branco que um dia por aqui chegou
De quem é o direito? Quem as regras deveriam ditar?


Marcelo Bancalero