segunda-feira, 31 de março de 2014

A TOALHA

Arte e formatação, da amiga Safira...

AMIZADE

Arte e formatação, da amiga Safira...

Quisera eu fosse assim




Fitilhos de cetim,
Beijos em boca carmim.
Pacto de sangue
Ao léu, no mangue.
Pedras brutas
No caos, em lutas.
Mãos seguras,
Coesas figuras.
Melado, doce
Quisera eu que assim fosse.
Melancolia, flores,
Magia em dores
Permeiam corpos,
Todos quase mortos.
Plurisensoriais
Descobertos, neurais.
Petelecos de farra
Sedução na marra.
Clareia a lua,
E ela nua.
Ele, boto
Não rosa, morto.
Jurubebas* e jamelões* curativos
Para livrá-los dos martírios.
Presunção de hoje,
Inquietude do amanhã.


Texto de Teresa Azevedo, extraído livro “Faíscas da Paixão”

Adquira os livros de Teresa Azevedo no site www.clubedeautores.com.br


*Jurubeba é uma planta medicinal de sabor amargo, a medicina popular recomenda o seu chá como tônico cardiovascular, estimulante do apetite, do fígado (colagogo) e do baço, contra problemas da digestão, diurética, hipoglicemiante, antianêmica, febrífugo e cicatrizante. Há casos de utilizações da Jurubeba em tratamento de afecções da pele, como a acne.

Jamelão é uma planta cuja casca na forma de pó de decocção, é, popularmente, usado contra: hemorragiasleucorreia e disenteria. O pó das sementes é usado no tratamento da diabete.

Fêmea minha, homem meu!



Ele:
Captarei seus ecos nesta noite seca.
E na escuridão sem lua quero vê-la nua,
Tocar seu corpo e sentir seu cheiro.
Cheiro de mulher, de fêmea minha.
E nas vertentes de nosso amor
Serei seu e você minha.
Seremos um, apenas nós.
Molha meus lábios com seus beijos,
E ainda será noite quando eu partir.
Não chore, por favor,
Pense apenas que sempre voltarei.
Não há no mundo nada que me prenda.
E quando o sol raiar e não estivermos juntos
Saiba que estarei pensando em você,
Pois nada mais me fascina.
Só você anima meu corpo.
Apenas em você sou eu mesmo,
Em você me completo
E me encontro a cada instante.

Ela:
Eu o vejo aqui,
O vejo em mim.
Desenhado em meus lençóis,
Nossas alcovas.
É meu amigo e companheiro.
Às vezes é apenas o travesseiro.
Em alguns momentos é um sonho
Em outros, realidade.
Mas nunca foi pesadelo.
É meu sol, minha lua
Meu ar, meu par.
Mesmo distante está aqui,
Tão próximo e tão meu.
E eu que sou tão e somente sua
Vivo cada dia a desejar
Que juntos possamos estar.
Cada um no que é seu.
Individualmente um,
Unicamente dois,
Nós apenas sós.
Venha ou deixa-me ir.



Texto extraído do livro “Faíscas da Paixão” de Teresa Azevedo adaptado para performance sob a direção da autora e apresentada na CENAPEC e na Câmara Municipal de Paulínia.
Ilustração:  "O beijo" quadro do pintor Vienense Gustav Klimt

Adquira o livro "Faíscas da Paixão" e outros livros da autora no site www.clubedeautores.com.br

O vestir e despir da vida


Fantasias de papel, de cordel e de cetim.
Não é pelo carnaval, é pela vida, assim.
Vão de preto, saem de branco
Cortam e costuram os dias
Curtem e atuam em magias.
Sonhos furta-cores
De amores são também dores.
Cumprem-se os risos e os choros.
Cores mil, brilhos sem fim, explosões
Caramelos, doces, sabores mesclados
Salgados, amargos e apimentados.
Danças, cadências, tendências
Espelhos de cristal, moedas de ouro, estouro.
Um fim, um sim, um cortejo de luto, luta.
Brocados, bordados, tramados, drapeados.
São dois pra lá, dois pra cá
Samba, bluesjazz, tango, valsa, bolero.
Um olhar perdido, sumido, caído

Um adeus, um olá.

Texto extraído do livro "Faíscas da Paixão" de Teresa Azevedo, que pode ser adquirido no site:
www.clubedeautores.com.br
Imagem do blog: amigosdefreud.blogspot.com

domingo, 30 de março de 2014

COLETÂNEA LITERÁRIA DO ESCRITOR ALBERTO ARAÚJO NO SITE DA FÊNIX DE PORTUGAL. CONFIRA.

Prezados amigos escritores. O Focus Portal Cultural, orgulhosamente apresenta  a coletânea Literária do escritor e jornalista  Alberto Araújo. No Site Fênix de Portugal. Para visualizarem corretamente todas as páginas da Coletânea, sugerimos clicarem no link abaixo:
 
 
- LIGUE O SOM -
 
 
(Obs: Instruções : Quando vocês conseguirem entrar na primeira página,
é só ir clicando no final, para somente então as próximas páginas abrirem, ok.)
 
 
Visitem todas as Coletâneas de Arte e Literatura em:
 


 

Faça a sua Coletânea Pessoal (GRATUITA)

 
- Agora com tradutor automático em todas as páginas -
 
***
 
CONTATO
 
Carmo Vasconcelos e Henrique Lacerda Ramalho
 
 
 
 

sábado, 29 de março de 2014

O amor é desalinho

O amor é desalinho
Desatino de rendição
Despropósito de correção.

É fascínio incontido
Fermento excedido
Exorbitância em dar-se.

É compensação mínima,
O criar de uma obra-prima

A permear o infinito.


Poesia extraída do livro "Faíscas da Paixão" de Teresa Azevedo
Pintura de Claude Monet "O terraço de Saint Andresse" - 1867

sábado, 22 de março de 2014

Sinopse e proposição do livro “Ondulações”

Você já observou a ondulação das marés? Percebeu que ao passo que uma onda avança, a outra vem atrás e a sobrepõe? Ouviu seu rugido indecifrável, mas incontestavelmente lindo? Compreendeu a existência de sua bela sincronia enquanto uma segue a outra e, juntas, seguem outras até todas formarem o mar, que se junta ao sol no horizonte na mais bela das paisagens?
É esta minha proposta: crescer, fluir, sobrepor, jorrar, misturar e formar a mais bela das paisagens poéticas a ser vislumbrada pelo universo real a ser transformado.
Venha comigo às ONDULAÇÕES.

Texto retirado do livro “Ondulações” de Teresa Azevedo
Imagem: Dalva Saudo



quinta-feira, 20 de março de 2014

Invenção do Amor (Curta Animação) (+playlist)

Reencontro



Nova jornada, reencontro.
Respeito, diferenças, evocação às emoções.
Busca de corpos, afagos diários...

Ex & ...


Autoria: Teresa Azevedo

Dedicado ao amado de minh'alma.

terça-feira, 18 de março de 2014

Poção lírica


A poeira abaixa.
Vai-se a traça.
Vira dia e noite.
E cá estamos nós
no mesmo caldeirão.
Ao fim, a mesma poção!

Texto de Teresa Azevedo - retirado do livro 



Imagem: Federico Fiori Barocci - Museu do Louvre - Paris, France




Beco dos solitários

Beco dos solitários


Congele minhas mãos como gélido frio do ártico
Abandone meu corpo como em sepulcro
Esqueça-me com amnésia profunda,
Mas no dia em que despertar sem mais quem
Pode voltar sedento e sonde-me,
Quem sabe não estarei tal qual me disse.
Vá por um caminho com reviravoltas
E quando chegar ao beco dos solitários procure-me.
Pode ser que eu lá me encontre também
E ali mesmo, nas paredes sujas pelos pichadores, quem sabe flores...




(E... em um circundar da vida, nova mescla de nós, um florescer ao acaso)

Texto: Teresa Azevedo, retirado do livro "Você, Meu Porto Seguro"
Imagem: catacralivre.com.br e f5.folha.uol.br

domingo, 16 de março de 2014

Obsoletamente imprescidível




Cintila a luz com teu ardor,
plagia meus mundos e eu, permissão.
Funde pleno em meu ser,
compacta em meus moldes, pulsante e erétil.
Procria e provoca, torna-te obsoleto.
Mas a distância de um braço, não mais...


Texto retirado do livro “Você, meu porto seguro” de Teresa Azevedo

Imagem antoniopaimvieira.blogspot.com

Dono dos meus caprichos




Vem satisfazer-me agora
deixe tudo e sobe no teu cavalo alado.
Pega carona com o vento,
Ou, como um navio mercante,
ancora no porto da minha vida
e traz o que de melhor tens para mim.
E, ao chegares, faz-te meu
como só tu sabe ser.
Toma a mim e me doma
como preciso ser domada.
Leva-me às maiores alturas e sejamos um
como já somos abençoados por Deus.
Respeita meu espaço e delimita o teu
para que não usurpamos um do outro em tragédia,
e não permitas que nos percamos no tempo,
no cotidiano vil, nem nas assolações da mesmice.
Inovemos em uma dança, tu e eu, eu e tu,
par perfeito, dançante e cantante na sinfonia da vida.
E, quando o inverno de nossas vidas chegar,
que possamos nos lembrar,
tu de mim, eu de ti,
para sempre nós,
eternamente um.


Texto Teresa Azevedo retirado do livro “Você , meu porto Seguro”

Pinturas de Frank Dicksee

sexta-feira, 14 de março de 2014

Fiquei enaltecida e compartilho

Recebi uma mensagem hoje e fiquei enaltecida por saber que o simples fato de compartilhar minhas próprias experiências como mera portadora de T.A.B.  fará parte de uma pesquisa. O que me leva a crer que valeu me expor como fiz e faço. Confiram o e-mail recebido:

Jéssica Araújo via Site do Escritor

16:46 (Há 4 horas)


para mim
***MENSAGEM DE VISITANTE ENVIADA PARA O SITE DO ESCRITOR***

De: Jéssica Araújo
E-mail: jeh.b.araujo@gmail.com
IP: 177.39.128.21

Assunto: Gostaria de pedir permissão para incluir seu blog em minha pesquisa


Mensagem:

Boa tarde,
Meu nome é Jéssica Araújo e sou graduanda de psicologia da UFMT. Realizo uma pesquisa intitulada ‘Entre altos e baixos ou transtorno afetivo bipolar? Os blogs como meios de expressão do sofrimento psíquico na contemporaneidade’e gostaria de incluir seu blog em meu estudo
 Caso tenha interesse, entre em contato comigo no e-mail jeh.b.araujo@gmail.com, que lhe enviarei um termo esclarecendo as condições da pesquisa e seus direitos.
Obrigada
(Se não quiser mais ser contatado através do seu Site do Escritor, acesse a página de Configurações da Escrivaninha e desative a seção de Contato) 


Desde que dei início ao site recebi muitos contatos de pares que compartilharam comigo sobre seus transtornos, dificuldades e vitórias. Toda essa troca é sensacional!
Abraço,
Teresa Azevedo

Membro Efetivo da ANLPPB - Cadeira 06
(Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro) e
(55-19)92759014/81569740

Acesse o link abaixo e leia meu novo romance "O outro lado de Sameli Mendes"

Valorize o poeta vivo!
Comunique aos seus familiares seu desejo em doar seus órgãos e tecidos após sua morte!

Livros e breve biografia de Teresa Azevedo

Até ontem publiquei várias poesias do livro "Poesia com Brandy". Hoje apresento-lhes todos os meus livros. Aproveitem o desconto de 25% até 21 de março para adquirir um exemplar de cada no link abaixo:
http://www.clubedeautores.com.br/authors/16727


Teresa Azevedo

Fragilidade

FRAGILIDADES.
 
De todas as flores que cultivei...

Uma me chamou mais a atenção.
Era uma florzinha singela que notei...
Nascida no beiral de minha janela!
 
Tão miudinha e franzina ela era...
Que jamais se formou dela um botão.
Mas com todo carinho eu a reguei...
Na esperança de vê-la um dia ser flor!
 
Todas as manhãs um beija-flor curioso,
Ou então malicioso, vinha à florzinha olhar!
Fazia o maior escarcéu para nela chegar,
Mas era tão miudinha que não a podia beijar!
 
Passaram-se as estações e ela ali estava.
Não se curvou ao tempo nem as tempestades.
Tão pequena e delicada que o orvalho da noite...
Trazia no silencio madrugada, o sereno a venerá-la.
 
Aurora se fez e uma abelhinha atrevida...
Sugou sem permissão roubou da florzinha o pólen.
Deixando-a agonizante de desejo assim como eu...
Agonizo no desejo de estar nos braços teus!
 
                                                                                               Baroneto.

Minha homenagem ao Dia da Poesia e aos 167 anos do nascimento de Castro Alves

INSPIRAÇÃO

A inspiração se escondeu.
Vou encontrá-la, prometo.
Não fico sem minha POESIA,
nem de noite e nem de dia.
É ela que me dá vida,
é meu desabafo e apego.

O LIRISMO

Se não há poesia, nada se cria!
Para qualquer inspiração existir,
há de o lirismo persistir.




Poesias retiradas do livro "Poesia com Brandy" de Teresa Azevedo
Imagens: colegioitaquera.com.br e casadacultura.unb.br

Rumo à Estratosfera

RUMO À ESTRATOSFERA




Içar velas rumo ao norte.
Navegar olhando as estrelas.
Sentir o vitaminar do sol da
manhã em seu corpo nu...

Refrescar-se com a chuva branda
e assustar-se com as tempestades.
Nas noites frias, aquecer-se
com a sede e o fogo da paixão...

Mas, nas noites quentes, mergulhar
nas mágicas águas do prazer.
Em devaneios, abstrair-se do tempo.

Temperar a vida com aromas, cheiros,
pimenta, cores, amores e sonhos.
Voar como um supersônico rumo à estratosfera.

Texto retirado do livro "Poesia com Brandy" de Teresa Azevedo
Imagem: notícias.bol.uol.com.br

quinta-feira, 13 de março de 2014

Ensurdeci

ENSURDECI



Convite pipocando no ar.
Bailar no encantamento,
rodopiar na emoção.
Entre pirilampos,
verdes campos,
borboletas azuis.
Estranhos modos,
montanha-russa,
brutos, pasmos, 
condescendentes.
Ensurdeci aos gritos!
Fugi no adeus...

Texto: retirado do livro "Poesia com Brandy" de Teresa Azevedo
Imagem retirada do google

quarta-feira, 12 de março de 2014

Atenção Blogueiros!



Aos deputados e senadores:

Exigimos que o Marco Civil da Internet no Brasil seja votado de forma integral, preservando os conceitos de neutralidade da rede, liberdade de expressão e a privacidade do usuário de internet brasileiro. Nós exigimos que V. Exas se mantenham firme contra o lobby das empresas de telecomunicações e garantam que nenhum usuário perca seus direitos por causa do lucro de empresas privadas. A internet é livre e precisa continuar dessa forma.
Leia o texto de Gilberto Gil na íntegra.



Apresentação do livro "Poesia com Brandy" de Teresa Azevedo


A bela Mariane posa para Scott em um dos jardins da casa de veraneio dos tios. A menina é sobrinha de sua esposa, mas ele a observa apaixonado enquanto a contorna na tela, e sente seu corpo ferver como se a estivesse tocando. Sua beleza e doçura despertam em Scott os sentimentos de um jovem, e Mariane parece corresponder aos anseios do romântico artista, além de estar sempre por perto quando o tio pinta ou mesmo fala sobre suas obras. Ao contrário da tia, a menina se sente envolvida pelos magníficos dons do tio ao piano e pela grandiosidade de suas obras, tão perfeitamente detalhadas.
Mariane escreve poesias com força e magia transcendentais, convida ao amor como se oferecesse o seu próprio. A despeito da repreensão da tia, a garota participa da hora do Brandy com os homens da casa, discute com maturidade sobre os mais variados assuntos e chega a desafiar conceitos, mas age com graça e segurança em situações adversas. Seu comportamento ousado, e ao mesmo tempo meigo, desperta nos homens desejos de estarem sempre ao seu lado. E a casa esconde amores velados e proibidos.

A autora.

Texto: Apresentação do livro "Poesia com Brandy" de Teresa Azevedo


Imagem: "Têtes de Suppliciês" - Obra de Theodore Géricault.

VENHAM GARGALHARES, AQUI E AGORA!


Não foi um trava-línguas que me deixou perdida,
enrolando palavras, confundindo a ordem da vida.
Não foi um travar de pensamentos e emoções.
Não compreendo ao certo o que houve e ainda há em mim,
só sei que estou crua, triste e fria como uma lápide.
Tento reaver os sentidos, mas estão abatidos,
há um sofrer, uma dor que não compreendo.
Sem motivos aparentes fiquei estagnada.
Quero seguir sorrindo, criar, cantar,
mas de falência múltipla me compus em um tempo.
Passe, tempo cruel, vá-se de mim,
vá para bem longe, não me condene.
Espantos e lamúrias, eu os rejeito já.
Venha, alegria plena de meu ser.
Venham a mim, cânticos e danças,
Esplendores e gargalhares, eu os espero.
Pois em mim há um Deus único, sem tamanho,
não existem motivos para tristeza, só alegria.

Texto: Teresa Azevedo do livro "Poesia com Brandy"
Pintura - Lady Godiva - Jules Joseph Lefebvre

Loucura II

LOUCURA II

Vieram os homens.
Arrombaram minha mente,
Destroçaram meus sentidos.
Condensaram minhas lembranças e
Retalharam meu ser original.

De mim restou apenas palha
Seca e sem vida.
Desidratada...



Texto: Teresa Azevedo retirado do livro "Poesia com Brandy"
Imagem: Veja.abril.com.br

terça-feira, 11 de março de 2014

Já é tarde... E daí?

Já é tarde


Basta-me o passar das horas.
Ficam as badaladas idas,
Horas extraídas do tempo.
Inclinações desmanteladas.
Já é tarde... O que fazer?



O trem passou e eu aqui.
A menina cresceu – e eu?
O velho morreu, chorei.
As forças são fracas. E aí?













Um espelho quebrado.
São as rugas,
Uma mão que estremece.

Já é tarde. E daí?




Já é tarde... E daí?

Já é tarde


Basta-me o passar das horas.
Ficam as badaladas idas,
Horas extraídas do tempo.
Inclinações desmanteladas.
Já é tarde... O que fazer?



O trem passou e eu aqui.
A menina cresceu – e eu?
O velho morreu, chorei.
As forças são fracas. E aí?













Um espelho quebrado.
São as rugas,
Uma mão que estremece.

Já é tarde. E daí?