Leve-me consigo
em busca da paz
que persigo.
Ensina-me tua
serenidade.
Teu alheamento*,
como disse Drumonnd.
Que meu pensamento
seja limpo, seja bom;
e que minha certeza
sobreviva a toda
correnteza.
Que eu, como tu,
mantenha ex amores
no peito;
e que de algum jeito
lhes conviva,
junto com amor
que passa no
momento.
E que tal se faça,
sem a maldade
das tolas afirmações.
Que eu, como tu,
acredite na vida
e na luta sem trincheira,
pois se o Mundo
é só barreira
que se leve a paz
a toda fronteira.
Que se tenha
a quase ingênua
bravata de todo
Sancho Pança,
ao se ater
a um só fio de
Esperança.
Que eu me liberte,
assim como tu,
de todo ciúme
e de todo queixume,
por saber que é na
resignação
que a vida se resume.
Que eu, assim como tu,
erga-me presto
das desilusões,
pois se todas passaram
e outras passarão,
só me resta
viver
até outra vida
acontecer.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Felizmente infinito
Estou a cada dia que passa
Mais convencido em render-me
Ao meu imenso prazer
Ainda serei escritor
Eu mesmo
Que se dane se não sou bom
Não sei disso e não quero saber
Se ruim não me importo
Escrevo é pra mim mesmo
Por prazer
Por entorpecimento
Por encantamento
Não quero reconhecimento
E nem sentar nas cadeiras
De Machado
Coitado!
Ai que dor,
Omitir dois versos que gostaria
Que aqui estivessem.
Coitado do Machado
Que era,
É!
Um grande escritor
Criador, sabedor, inventor, entendedor
Coitado do Machado
Se um dia me vir lá sentado.
Eu quero é só escrever em paz
Sem ter que estudar gramática,
Concordância, semântica, sintática.
Eu quero brincar de ser Deus
Criar meu Adão e minha Eva
Para que cresçam e se multipliquem
Desejo que Ele me permita
Viver este meu domínio fantástico
Que crio a todo o momento
Espero que Ele me perdoe
Por escrever esta estrofe.
Não gosto de contos, crônicas, romances.
Têm que ter personagens
Criar psiquismos
Traçar destinos
Maltratá-los, enganá-los
E matá-los.
Fazê-los pensar que são felizes.
Coitados.
Nunca escreverei uma história de amor
Não preciso escrever estas coisas,
Colocá-las no papel.
Eu quero é VIVER uma delas!
Finais felizes, não nas minhas histórias
Deixo-os para os filmes
E chorar de emoção e felicidade
Se eu escrever um final feliz
Será idiota,
Ridículo como uma carta de amor
E nada original.
Será sempre um delicioso beijo na boca.
Este é o melhor final feliz que consigo imaginar.
Eu quero mesmo é escrever
O tempo todo
A vida toda
Qualquer coisa
Pois é assim que meu final feliz é infinito.
Mais convencido em render-me
Ao meu imenso prazer
Ainda serei escritor
Eu mesmo
Que se dane se não sou bom
Não sei disso e não quero saber
Se ruim não me importo
Escrevo é pra mim mesmo
Por prazer
Por entorpecimento
Por encantamento
Não quero reconhecimento
E nem sentar nas cadeiras
De Machado
Coitado!
Ai que dor,
Omitir dois versos que gostaria
Que aqui estivessem.
Coitado do Machado
Que era,
É!
Um grande escritor
Criador, sabedor, inventor, entendedor
Coitado do Machado
Se um dia me vir lá sentado.
Eu quero é só escrever em paz
Sem ter que estudar gramática,
Concordância, semântica, sintática.
Eu quero brincar de ser Deus
Criar meu Adão e minha Eva
Para que cresçam e se multipliquem
Desejo que Ele me permita
Viver este meu domínio fantástico
Que crio a todo o momento
Espero que Ele me perdoe
Por escrever esta estrofe.
Não gosto de contos, crônicas, romances.
Têm que ter personagens
Criar psiquismos
Traçar destinos
Maltratá-los, enganá-los
E matá-los.
Fazê-los pensar que são felizes.
Coitados.
Nunca escreverei uma história de amor
Não preciso escrever estas coisas,
Colocá-las no papel.
Eu quero é VIVER uma delas!
Finais felizes, não nas minhas histórias
Deixo-os para os filmes
E chorar de emoção e felicidade
Se eu escrever um final feliz
Será idiota,
Ridículo como uma carta de amor
E nada original.
Será sempre um delicioso beijo na boca.
Este é o melhor final feliz que consigo imaginar.
Eu quero mesmo é escrever
O tempo todo
A vida toda
Qualquer coisa
Pois é assim que meu final feliz é infinito.
CONTAGEM REGRESSIVA!!!
Faltam 3 dias para estarmos juntos na Bienal do Rio de Janeiro!!!
II ENCONTRO DE POETAS BRASILEIROS NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO
Sábado a partir das 18:30 no estande M23 PAVILHÃO VERDE.
Venha participar deste grande abraço lírico!!!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Enquanto passavas
Enquanto por mim passavas
Distraída, eu quase inexistente
Aos teus lindos olhos de cor
Comum, castanhos e sóbrios
Por de trás das lentes
Em tudo me concentrava
No poema de Cesário e
No som ritmado de teu caminhar
Elegante, tranqüilo e de uma
Sutileza infinitamente distante
De um andar insinuante.
Queixo elevado, sem nariz empinado
Postura tida em auto-estima
Sem soberba alguma
Tudo isso te misturou à Milady
Dos Deslumbramentos de Cesário
Eu, não vejo perigo em contemplar-te
Já que não impões toilettes complicadas
E nem gestos de neve ou metal
Mas tudo o que lia
Enquanto passavas
Vestiu-se como luva
Ao momento e à minha admiração
Fala-me de teus defeitos
Não sejas a perfeição que vejo
Tropeça ao menos uma vez
Para que possa fazer-me de cordial
E estender-te em arremedada gentileza
Minha trêmula mão
Que quer tocar no que mais
Seduz-me em teu corpo
Tuas delicadas mãos, que têm
Mais elogios do que dedos.
Nelas não há sequer um engano
São a beleza em carne e osso
E em ti, sempre um segredo
Guardado nestas mãos,
Tuas mãos
Que enquanto passavas
Nem se quer me tocaram,
Mas me encantaram.
Distraída, eu quase inexistente
Aos teus lindos olhos de cor
Comum, castanhos e sóbrios
Por de trás das lentes
Em tudo me concentrava
No poema de Cesário e
No som ritmado de teu caminhar
Elegante, tranqüilo e de uma
Sutileza infinitamente distante
De um andar insinuante.
Queixo elevado, sem nariz empinado
Postura tida em auto-estima
Sem soberba alguma
Tudo isso te misturou à Milady
Dos Deslumbramentos de Cesário
Eu, não vejo perigo em contemplar-te
Já que não impões toilettes complicadas
E nem gestos de neve ou metal
Mas tudo o que lia
Enquanto passavas
Vestiu-se como luva
Ao momento e à minha admiração
Fala-me de teus defeitos
Não sejas a perfeição que vejo
Tropeça ao menos uma vez
Para que possa fazer-me de cordial
E estender-te em arremedada gentileza
Minha trêmula mão
Que quer tocar no que mais
Seduz-me em teu corpo
Tuas delicadas mãos, que têm
Mais elogios do que dedos.
Nelas não há sequer um engano
São a beleza em carne e osso
E em ti, sempre um segredo
Guardado nestas mãos,
Tuas mãos
Que enquanto passavas
Nem se quer me tocaram,
Mas me encantaram.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
CONTAGEM REGRESSIVA!!!
FALTAM 05 DIAS PARA O
II ENCONTRO DE POETAS BRASILEIROS NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO
NO RIO DE JANEIRO
VOCÊ É O NOSSO CONVIDADO ESPECIAL...
VENHA PARTICIPAR DE NOSSO GRANDE ABRAÇO LÍRICO!!!
RIOCENTRO ESTANDE M23 PAVILHÃO VERDE EDITORA IN HOUSE
NO DIA 03/09/2011 SÁBADO 18:30hs
domingo, 28 de agosto de 2011
SENHOR DOS MONTES

O que pensa e sente,
Tão distante e tristonho?
O que passa em sua mente,
Austero e dominador?
Senhor dos montes,
Sua silhueta se delineia.
Caminhante intrépido.
Vertentes e riachos
Caminhos de arvoredos
Não sente, não percebe.
Indiferente, prossegue.
Senhor dos montes,
Usufrua de sua trajetória
Rosana Nóbrega
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Rosto
Ah! como eu queria saber de você!
o que anda fazendo...
se está só, se algum momento
sente minha falta.
Ainda trago na lembrança
o brilho dos teus olhos,
viajo pelo tempo à
procura do seu rosto,
por isso cada pensamento e
gesto seu é real
uma força.
Guardarei no baú da memória
momentos que juntos passamos!
Yvi Brasil
Intocável
Quando você partiu,
meu tempo parou.
Ausente de amor fiquei,
sem dar chance a ninguém
me sentindo deslocada,
solitária e
rejeitada por você.
Vazia, enfim.
E você se mostrando
intocável
Eu? esperando e submissa a você!
Yvi Brasil
Cicatrizes
Será que já não bastam,
suas trapaças,
mentiras e traições?
Até aquele seu olhar de
desdém.
Nota zero para você,
em nossa convivência,
muita ofensa transbordou,
deixando para trás
cicatrizes e pavor...
Chega, leva com você essa droga
de amor,
fútil e inconsequente.
Somente horas evasivas e fugidas,
ficarão em minhas lembranças
Esse é meu grito de glória
e que sabe!... um novo amor?
Yvi Brasil
Ausência
Pé descalço caminhava
pela areia.
O sol pairando no céu,
olhava de um lado para outro, a
procura...
Tudo estava vazio,
marcando tempo,
da ausência que
restou.
Yvi Brasil
Pai
Estatura média
Rosto perfeito um sedutor
saindo de Minas Gerais
deixando dois filhos e esposa.
Chegando em Campinas
encontra uma imigrante da Itália,
jovem de apenas 15 anos.
Uma nova privacidade
estava em gestação
Morando em cortiço,
vidas difíceis se passaram.
Castigado pela fé,
foi se destruindo,
agarrou-se à bebida,
buscando vidas promíscuas.
as pressões que a vida impunha,
aquele pai oprimido na baixa estima ficou.
A conciência não o deixava dormir,
veio a falecer.
Hoje, relembrando os seus gestos,
posso dizer com toda certeza:
que no fundo do seu interior,
não passava de um pai amoroso
gritando seu amor por nós.
E o que mais queria era...
Yvi Brasil
Insatisfação
O ser humano constrói
arranha-céus
Vê-se num âmbito dos seus
sonhos
Não há dúvida,
mas ele dúvida.
Não encontando paz,
ensiste no
descontentamento.
Fica acerbo a
insatisfaçôes.
Num átimo se envaece,
se vê perdido.
Vem a opulência, isola-se
castigando o pensamentoYvi Brasil
Aurora
Hoje deparei com seu retrato,
na parede.
Tentei dialogar, falar alguma coisa
baixinho.
Sem resposta, pedi perdão
pelo único pecado na infância:
não ter tido a concepção da
beleza sublime e
Universal estampada em seu
rosto.
É tarde, muito tempo passou...
Saudade presente
ficou
Falo com veêmencia essa,
perda por qual passei.
Tenho suscitando na memória,
sentada na cadeira de balanço,
fazendo crochê,
Era a flor que florecia a
cada manhâ
A força e a perseverança
pela vida,
mesmo diante das adversidades.
Hoje, só teu nome: Aurora,
seu apelido Lolinha
trago comigo:
Mãe...
Yvi Brasil
Vida a Dois
Enfim sós,
na parede da sala um quadro
enfatizando um escrito:
"Um cantinho teu amor e nada mais".
Felizes e cumplices, nos envolvendo em troca de energias e planos,
compartilhando os momentos íntimos,
passando pelos caminhos da vida,
agitando-se ao vento.
Entre o sonho e a realidade,
sentindo-nos aprisionados,
uma tristeza indescritível.
Um casamento feliz, agora
envolvidos com o sofrimento
Vem a discórdia,
ciúmes, e a insegurança.
Aí então, o amor descarrega.
Grita, insulta e magoa.
Atropelando a convivência
Nos deixando na solidão
e triste o coração, UFA!
Yvi Brasil
Força Oculta
Por volta de 1965, na cidade de Campinas,
morava em um cortiço uma família,
oprimida pela sociedade.
De repente, um êxito vindo do céu,
um olhar panorâmico, real.
Usava um véu branco que cobria sua túnica
branca e azul,
misturando-se entre as nuvens,
surgindo o mais belo rosto já presenciado,
enfatizando o céu.
Um gás neônio a envolvia.
Abriu os braços para aquela criança
esquecida no quintal.
Fixou-a, ingênua, diante de seus olhos e
pôde ver um semblante de um rosto santo,
angelical, num gesto intempestivo, desapareceu.
Até hoje não sei por qual motivo
fui agraciada por essa aparição,
tão bem detalhada.
Bem, de uma coisa tenho certeza,
lá em cima, alguém nos observa.
E que a morte não é o fim e,
precisamos da transformação
para a regeneração da alma.
Deixo aqui minha reticência
do mundo real.
O tempo passou, mas guardo na memória
essa realidade inconteste.
Yvi Brasil
Mares
Caminho das ondas
mostre-me a casa
da Sereia do Mar.
Deixe-me ouvir
seu canto,
quedar-me em
seu feitiço,
esquecer-me
do Santo Ofício
e viver essa
paixão pagã,
como se não
houvesse amanhã.
Mostre-me Delfim
dos Sete-Mares
todos os lugares
que me abriguem
dos males e azares;
e que me protejam
dos horrores
que os Homens
ensejam.
Permita-me
Poseidon Possante,
seguir mais adiante
em busca da
Ninfa do Mar,
no pleno exercício
de se dar.
Deixe-me ir,
Rainha das Águas,
pois eis que
da Gávea já vejo
o suntuoso cortejo
de Lua prateada
em Noite estrelada
que segue Cristina,
a minha doce amada.
Permitam-me, Seres do Mar,
a delícia de aqui ficar;
agora já sei o quão
pouco custa ser Rei:
Só esse Sol,
só essa Lua;
e a amada
vestida nua.
Para Cristina,
mostre-me a casa
da Sereia do Mar.
Deixe-me ouvir
seu canto,
quedar-me em
seu feitiço,
esquecer-me
do Santo Ofício
e viver essa
paixão pagã,
como se não
houvesse amanhã.
Mostre-me Delfim
dos Sete-Mares
todos os lugares
que me abriguem
dos males e azares;
e que me protejam
dos horrores
que os Homens
ensejam.
Permita-me
Poseidon Possante,
seguir mais adiante
em busca da
Ninfa do Mar,
no pleno exercício
de se dar.
Deixe-me ir,
Rainha das Águas,
pois eis que
da Gávea já vejo
o suntuoso cortejo
de Lua prateada
em Noite estrelada
que segue Cristina,
a minha doce amada.
Permitam-me, Seres do Mar,
a delícia de aqui ficar;
agora já sei o quão
pouco custa ser Rei:
Só esse Sol,
só essa Lua;
e a amada
vestida nua.
Para Cristina,
Dança de acasalamento

Desponta o sol em fogo ardente.
Incandescente vulcão se agiganta.
Prepara-te para boa luta de corpos nus...
Numa dança de acasalamento perene...
Molhe a chuva as superfícies.
Congele o ar e os ventos.
Vire em outono saboroso.
Ou no romantismo primaveril.
Teresa Azevedo
Portal do Poeta Brasileiro
Eu faço parte desta história!
Foi Tão De Repente!
Seus olhos se encontraram em perfeita harmonia
No silêncio que tempo escondia coração diferente batia
Suas mãos versificar já não podia porque tremendo
As letras se escondiam na emoção que vivia
Sem entender sua alma respondia em versos
Nas entrelinhas... Para estrela falava o que seus lábios
Murmuravam! Da promessa ela lembrava palavras meditava
Em pranto ela gritou nas nuvens se deitou depois pensou
E tudo que ocultou em segundos se mostrou
Mas não acreditou na Mulher que ali estava
Porque como um sonho acordava...
Quem era aquele que em Deus falava
Seu nome exaltava e sua palavra pregava?...
Alguém que nunca imaginou de repente se encaixou
Em cada pedaço que lhe faltou simplesmente
Contemplava de joelho com Deus conversava
Santidade implorava quando pensamento abraço desejou
Na tristeza que lhe tomou em seus olhos confirmou.
Bom ânimo foi o que escutou e surpresa lhe deixou na História
Que de repente mudou... “As coisas que o olho não viu...
“Nem ouvidos ouviram” Inexplicável parecia porque
De amor escrevia, mas seu peito não sentia
Foi tão de repente! Os astros se abraçaram
Vento forte em brisa se tornou cada coisa para
Seu lugar voltou o brilho do sol na luz do dia entrou
Um novo horizonte apresentou como uma árvore cortada
Estava... Ao cheiro das águas brotava.Transformava!
No amor que chegava.
V.M.
Deus é Poeta!
Como Natureza versificar sem do Autor falar...
Do principio relembrar e Poeta não glorificar?
Maravilha poder citar na luz que chamou
Depois dia e noite separou ao sol determinou...
Levantar ao amanhecer e deitar no anoitecer
Quando a treva por noite presenteou
Lua e estrela o céu iluminou!...
Para terra Ele olhou os animais criou
Vegetal abençoou em detalhes pensou
Ah! Natureza perfeita se formou...
Quando da sua imagem o homem levantou
Da costela mulher tirou no sexto dia concretizou
Do seu amor planeta girou... Diversificou!
Nunca imaginou ver mundo transformado
Tudo acabado! Destruído! Exterminado!
Hoje natureza em suplica clama... Socorro!
Humano tem que escutar extinção parar...
Pássaros precisam cantar melodias que faço rimar
Os rios percursos continuar oceano abraçar...
Ah! Preciso sonhar na linha do horizonte deitar
Gaivotas verem voar... O céu azul da cor do mar
Essência inalar quando as flores do campo exalar
Liberdade! Alguém suspirou vento forte levou...
Tempestade vai passar e terremoto aplaudira!
O tratado que homem assinar a paz vai voltar
Natureza confessar lagrima que chorou...
Em musa se tornou e luso abraçou! Sonhou!
Cada estrofe que Poeta diversificou sua obra
Exaltou! Contou! Apresentou e assinou.
“Eu Sou” Criador, Santo e Senhor.
Deus!
V.M.
OLHA O MOTE!!!! POESIA COLETIVA
Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.
Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento..."
Cecília Meireles
Aqui está meu ser,
Perdido nas águas do imenso mar
Oceano desconhecido a navegar
Aqui está meu dizer,
Palavra esquecida de falar
Desejo imenso de gritar...
Atanágoras Sena ( São Paulo)
Aqui está meu escrito,
Esta página marcada pelo grito,
desenhando rota.
Aqui está meu desabafo,
navegando raso
em terra remota.
Silvia Trevisani ( Campinas )
e esta areia tão clara
tomada sem licença
e com ajuda desta conhca
colocada numa ampulheta
que conta implacável o tempo
os dias, anos, semanas
Guilherme Coutinho Tomaz ( Campinas)
Aqui está minha vida
Com muitas coisas a fazer...
Tarefas cumpridas
Eu era barro teimoso
Fui me moldando
Me superando
Me esculpindo
Existindo... Resistindo
Arlete Trentini ( Gaspar-SC )
Aqui está a minha esperança
esta casa que me abriga e te acolhe.....
Neusa Doretto ( Campinas)
Aqui está meu mundo,
derradeiro, morimbundo.
Aqui está meu afã,
esgotado de mim.
Um adeus!!!
Teresa Azevedo ( Campinas )
Joguei minha existência nas águas.
Na concha pude ouvir...
Sinos tocam, fundo do mar.
Correntezas levam...
Voltam em sussurros, latente.
Ondas que batem na areia...
Silenciados tesouros !
Ana Lago de Luz ( Rio de Janeiro )
Aqui está o meu mapa lúdico
palavras singelas jogadas ao vento,
livres sons e sentimento.
Sou uma ave resssonante,
voz lunar em síntese e contentamento.
Alberto Araújo ( Piauí )
Pé descalço,
caminhando pela areia.
O sol pairando no céu.
Olhando de um lado para outro
a procura...
Tudo está vazio,marcando o tempo,
da ausência que ficou.
Yvi Brasil ( Campinas)
Aqui, onde já fui ventania
e hoje me vejo mansidão
Aqui, onde ainda faço parte de mim
sendo a luz que irradia um olhar
Sendo o tempo que foge sereno,
sendo Eu, Este, Aquele
Sem deixar de ainda sermos Nós...
Charlyane Mirielle ( Londrina )
Leve-a é sua, não a machuque,
É muito frágil, mas grandiosa.........
Magda Pinheiro ( Campinas )
Translúcido como a água
Transitando em mundos fora de mim
Avistando o cais ao longe
e nadando com tudo para logo chegar
Aqui estou eu, lutando,
com a mente sempre em foco
para a vitória alcançar.
Márcio Martelli ( Jundiaí )
Deixo minhas pegadas ...
O vento sopra de mansinho...
Como cantiga... numa concha fosse...
Minha voz ecoa baixinho...
... ninando meus passos e sonhos!
Betina Marcondes ( São Paulo )
Esta sombra tão fria sem luz a ocultar
saltitados de tempo.
Aqui está uma foz
esta mágoa baldia bebendo ilusão
envolta em seu próprio rebento.
Delmo Biuford ( São Paulo )
entre os pares,
esgueiro-me entre ondas
neste mar de ilusão.
Andrade Jorge ( Diadema )
Aqui está o meu sentimento,
Este mundo de sensações a se expressar
e me fazer enxergar por dentro.
Aqui estão os meus olhos,
Estas objetivas que captam e tem o dom
de apreender imagens com abrangimento.
Rosana Nóbrega ( São Paulo )
Aqui está minha veia.
Esta que jorra sangue ao te deixar
sem um ponto ao menos.
Isso foi o que sobrou de nós,
esta pele seca, escamas de amor
limão, vinagre e orégano
End Fernandes ( São Paulo )
romanescas de meus devaneios.
Tão etéreos, tão livres,
amantes, aéreos...
Sulcando a estrada íngreme
de minhas andanças.
Eis a fronha embebida,
das lágrimas acirradadas,
que contam absortas,
a minuta da minha vida...
Glória Salles ( São Paulo )
Faca cravada no peito, espinho de doer
sem direito a lamento.
Aqui está meu querer,
este coração vazio, que sobrou sem cor,
sem amor, só sofrimento.
Angela Ramalho ( Nova Esperança - PR )
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Estranho
Paradoxo
ortodoxo:
só a Morte
não morre.
Sombra dos Homens
que caminha conosco.
Gado ao Matadouro,
seguimos dóceis.
Tememos mais o
aguilhão,
que os "Sete Palmos"
na vagina
do chão.
Chão e louco varrido,
onde algum deus
tentará
novo Homem
sem
Sentido.
Runas e Ruínas,
Profecias e Oráculos:
alguém recolherá
os cacos.
ortodoxo:
só a Morte
não morre.
Sombra dos Homens
que caminha conosco.
Gado ao Matadouro,
seguimos dóceis.
Tememos mais o
aguilhão,
que os "Sete Palmos"
na vagina
do chão.
Chão e louco varrido,
onde algum deus
tentará
novo Homem
sem
Sentido.
Runas e Ruínas,
Profecias e Oráculos:
alguém recolherá
os cacos.
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