quinta-feira, 17 de julho de 2014

Miscelânea Poética



Miscelânia poética

Cambaleante.
Espectro calvo.
Chuvisco em névoa.
Frio, vento e escuridão.
Os conhaques guela abaixo.
Esquenta e sorri, tolo.
Verborralgia desconexa.
Espirro de idéias.
Idéias?
De
Ecos
Internos,
Aflorados,
Sem sens O
                      POSTO S
                                       ENIS


Poesia de Teresa Azevedo




Pintura de Paul Klee - pintor e poeta suíço naturalizado alemão. O seu estilo, grandemente individual, foi influenciado por várias tendências artísticas diferentes, incluindo o expressionismo, cubismo, e surrealismo.

Aldravia1

Seguindo a dica de Lucia Narbot sobre aldravia...

ALDRAVIA 1

horizonte
me
chama
não
resisto
entrego-me...

Poesia minimalista de 
Teresa Azevedo

Pintura de Henri-Julien-Félix Rousseau - pintor francês inserido no movimento moderno do pós-impressionismo.

sábado, 12 de julho de 2014

Tarde, mormaço


É tarde. Mormaço!
Anúncio de chuva. E agora?
Eu, sem guarda-chuva...

Fragmento de poesia de Teresa Azevedo – Cadeira 06 - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro


Pintura de Vincent Van Gogh - pintor pós-impressionista holandês do século XIX. As obras de Van Gogh são conhecidas por sua beleza rústica, honestidade emocional e cores ousadas. Van Gogh recebeu o reconhecimento de sua genialidade apenas após sua morte, e influenciou fortemente o mundo da arte no século XX, onde foi considerado um dos maiores pintores de todos os tempos..

Descortine-os

Pintores dão vigor a imagens estáticas,
Poetas captam sentimentos velados e os transformam em versos.
Todavia, cabe a você descortiná-los e explorá-los.

Fragmento de poesia de Teresa Azevedo – Cadeira 06 - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro

Pintura de Juan Gris, pseudónimo de Juan José Victoriano González (Madrid, 23 de marçode 1887 - Boulogne-Sur-Seine, 11 de maio de 1927)1 , foi um dos mais famosos e versáteis pintores e escultores cubistas espanhóis. Apesar de ter falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético.

Intocável


Intocável, improvável é alcançar seu ser.
Sua redoma é tão resistente e cruel.
Prefere esconder-se em seus medos.
Caminha tão somente para dentro de si.
Afugenta o mundo para não ser ferido.
Tire a máscara, saia do labirito de seus nós.
Crie coragem e me dê sua mão.

Fragmento de posia de Teresa Azevedo – Cadeira 06 - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro
Pintura de Gustav Klimt - pintor simbolista austríaco. Em 1876 estudou desenho ornamental na Escola de Artes Decorativas.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Entregar-te minh'alma, o coração meu.




Entregar-te minha alma, o coração meu.
Fazer-te minha, totalmente minha e mulher,
Com meus beijos alimentar teu ser
E em teus seios repousar nas noites.       

Fragmentos de poesias extraído dos livros: Faíscas da paixão, Peripécias de Poeta, Poesia com Brady e Ondulações de Teresa Azevedo


Pintura de John William Waterhouse - pintor neo-clássico e Pré-rafaelita do Reino Unido, famoso por seus quadros representando personagens femininas da mitologia e da literatura.

Sem ar, sem ar, sem ar...



Já não se pode respirar
Nem há como se amar.
Vive-se, tão somente, a vegetar.
Sem ar, sem ar, sem ar...

Fragmentos de poesia de Teresa Azevedo. Seus livros encontram-se no site www.clubedeautores.com

Pintura de Alfons Maria Mucha -  pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Para além dos olhos

Para além dos olhos

Para além dos olhos está a alma
Com ela, a alma, está à poesia.
A poesia que advém de todos os sentidos.
Sendo assim ao alcance de todos nós.
Para que, além das limitações humanas,
Haja luz para todos os povos e corações
Ressoe lindos sons pela terra nossa
Que não falte o paladar para o sabor do amor
Que não falte o tato para aquecer as criaturas
Lucidez para toda loucura de loucos e sãos
Que pássaros multicores inundem de alegria
Os pensamentos e reflitam em atitudes benéficas
Que reine a paz sobre todos os homens
E, pelo clamor da poesia saciemo-nos e
Derramemos nossas dores e alegrias.
Através da poesia, ela que nos concede.
A dádiva de podermos enxergar com os olhos de Deus.
Amém!


Poesia de Teresa Azevedo extraída da antologia do Instituto Campineiro de Cegos Trabalhadores - ICCT que pode ser adquirida através do e-mail rmcappi@yahoo.com.br


Pintura de Albert Lynch pintor peruano que viveu no período de 1851 a 1912.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Fontes de Inspiração

















Só faço um poema
para o dia que nasce,
quando em sua face
vem trazendo o tema.

Só faço poemas
para uma canção
se em meu coração
misturar os fonemas.

Porém faço poemas
quando estou indignado...
Aproveito-me, desse modo,
para soltar os problemas.

Também faço poemas
quando estou amando.
Aí fico viajando
por outros sistemas.


A.J. Cardiais
08/11/2012
imagem: google

segunda-feira, 16 de junho de 2014

A Aguia e o Jabuti

Versos Companheiros

















Tive minha fase de apaixonado...
 Mandei muito recado
 em forma de poema.

 Foram coisas pequenas
 que, para algumas pessoas,
 não têm valor.
 Foram versos simples,
 como é simples o amor.

 Não fiz versos rebuscados,
 conturbados, maquiados...
 Fiz versos de coração
 para coração.

 Fui moldando como um artesão
 na olaria:
 acariciando os versos,
 fazendo-os de companhia.

A.J. Cardiais
imagem: google

quinta-feira, 12 de junho de 2014

quarta-feira, 11 de junho de 2014

PORTAL DO POETA BRASILEIRO - Manifestações Poéticas sobre o MEIO AMBIENTE

Fragmento da poesia “Nós”



Envolvo-me em seus braços.
Sou presa em seus laços.
Dedicatória e memórias,
Meu epílogo e prefácio.

Fragmento da poesia “Nós” de Teresa Azevedo, participa da poesia coletiva do Portal dos Poetas Brasileiros "Enamorados" https://www.youtube.com/watch?v=mfAnrG4thqQ


Tela de Pierre-Auguste Renoir foi um pintor francês impressionista.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Destaque Literário - categoria conta - ALPAS SÉCULO XXI


Tiro perdido
 Teresa Azevedo


Uma coroa de flores.
Um lenço, um choro e um adeus.
Com ela deitada inerte, sem vida, sem olhar ou responder aos lamentos, vão-se os projetos para uma vida inteira. Pelo menos para ela.
Planos que se cumpririam durante sua vida. Ela ali, sem mais respirar, gelando, endurecendo e apodrecendo pouco a pouco.
Ele, numa abrupta interrupção do respirar tranquilo. Mãos frias, pressão baixa, corpo amolecido e fraco, prestes a desfalecer pela dor.
Ofegante, chora incessantemente. Não há consolo, não há conforto, nenhum abraço de carinho lhe basta.
As recordações dos dias vividos, as emoções do romance intenso. Os beijos, abraços, carinhos, e até as brigas eventuais farão falta.

Em um lugar qualquer, o causador de tudo.
Tiro perdido na multidão, uma caça aos inocentes, uma arma nas mãos que facilitou o fim do sonho de um casal.
Era um dia perfeito de grandes comemorações pela notícia da gravidez tão esperada após doze anos de casamento. Desde cedo os cuidados foram redobrados. Ela carregava seu herdeiro, os paparicos pareceriam poucos.
Sempre? Como, sempre?
Ela saiu ao portão para receber a encomenda e mal conseguiu assinar o protocolo. Um tiro perdido de um confronto desatinado, jovens enlouquecidos pelo vício, sem razões reais, apenas o ócio e bandidagem.
O tiro passou de raspão no entregador, mas acertou a moça fatalmente. Ouvindo o barulho ele corre de dentro de casa até a amada, mas já a encontra sem vida.

E, agora, o "sempre" acabou...

Destaque Literário - categoria conta - ALPAS SÉCULO XXI