sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Eu"




“Eu”

Framentada, imprevisível,
Inconstante, preguiçosa,
Eufórica, depressiva,
 Indefinida, nítida,
Aqui para ser descoberta.
Oculta em medos por proteção.
Cantada, dançada, falida, cansada.
Em algum tempo: linear, fora de mim eu sei...
No espaço longínquo, quase inascessivel.

Texto de Teresa Azevedo

Pintura de Júlio Romero de Torres

Amor de Ilusão















A sua voz rouca
alicia-me em segredo.
Confesso que sinto medo
da sua mente louca.

O seu impulsivo desejo,
em mim logo se arvora...
E mal começa o beijo,
chegamos ao sexo na hora.

Paixão assim só demora,
o tempo de uma canção:
acabando a música, cai fora...

Não preza o coração
que, como um otário, chora
mais um amor de ilusão.

A.J. Cardiais
imagem: google

Invasão Poética
















Espero sempre escrever
com amor e com vontade.
Não quero que a vaidade
invada meu sentimento.

Espero sempre escrever
como quem toca um instrumento:
curtindo todo momento
sentindo muito prazer.

De nada vai me adiantar
saber demais,
e perder o paladar.

Eu quero é deitar e rolar...
Quero habitar na poesia,
sem os “acabamentos finais”. 

A.J. Cardiais
imagem: google

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Com a força dos temporais


Com a força dos vendavais,
Com a energia dos amantes,
No compasso de nossa música.
Venha hoje e sempre!

Fragmentos de poesias de Teresa Azevedo
Pintura de Wassily Kandinsky

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O amor do poeta é infinito




Vamos tocando a vida,
na corrida, na lambida do tempo.
Aquele que passa, não se laça,
nem se pode parar ou amarrar.


Vamos fazendo história,
na memória ou em glória.
Alguns de nós com glamour,
outros apenas com histórico estupor.


Vamos pintando quadros,
que para alguns são negros,
para outros furta-cores.
Para nós, os poetas, com muitas flores.


Vamos cozendo os rotos,
e delineando os rostos.
Fazendo da tristeza poesia.
Do choro e do amor sintonia.


Compondo as curvilíenas formas.
Dos andares de donzelas,
ou os musculares corpos
dos fortes amantes delas.


Das dores fazemos rimas,
alguns grandes obras primas.
No amor é que buscamos vida.
Poeta sempre ama sem medida.


Nem bem acaba um amor,
logo outro está na fila,
de forma ardente ele ama o desamor,
ama a tristeza, dos olhos não só a pupila;


A natureza, o amigo, o bom vinho.
Como trem encarrilhado.
Poeta ama o amor, o desalinho,
Tudo o que existe e até o que não foi inventado.


Poeta é ave que voa alto
vem longe e escuta além dos ouvidos.
Tem coração doce,
que pulsa de dar alaridos.





Extraído do texto de Teresa Azevedo da Agenda 2010 do Portal do Poeta Brasileiro
Pintura de Clement Pujol de Guastavino

terça-feira, 8 de abril de 2014

A Poesia Voltou

















Muito reclamei por ter
que levantar à noite
para escrever;
por ter que ruminar idéias,
remoer palavras
e estruturar versos.

Sempre o mesmo movimento:
deita, levanta, escreve...
Pensa, repensa, rabisca...
Isso não vai dar em nada!
Grita minha razão, desesperada.

Um dia foi-se:
cortaram o cabo, o elo, 
a inspiração.
Ficou só a preocupação...

Hoje ela voltou
iluminando novamente
minhas noites...
Ah, quanta emoção!

A.J. Cardiais
13.01.2003
imagem: google

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Pisando no Escuro

 


Não siga os meus “ais”...
Escrevo sozinho nas bandas
das madrugadas.
As palavras acordadas
são as mais usadas.

Não tenho o estudo das ideias mortas.
Só conto as sílabas
seguindo as palavras tortas.

Não podo os galhos dos poemas,
porque eles se abrem
à minha passagem...

Então não vejo necessidade
de cortá-los do meu caminho.
Eu sou como o espinho:
não me bula e eu não furo.

Gosto de pisar no escuro
para ver se clareio 
algum lugar vazio.


A.J. Cardiais
imagem: google

terça-feira, 1 de abril de 2014

Vai linda e solta, desnuda mulher

Vai linda e solta, desnuda mulher.
É tarde, a chuva parou por hora
E a mulher desnuda já se vai
Sem pompa, sem choro, sem desespero.

Vai ela de encontro à pausa
Seu ser está sem brilho, mas calmo.
Há um fôlego a se abrir e florir,
Há um tempo de se ouvir, de falar.

Tempo de se calar, deitar e descansar.
Desnuda mulher de preconceitos,
Caminha nua por todas as ruas, sem medo.
Veste-se apenas de amor e resplendor de alma.

Vive de atitudes, amiúde, sua chama.
Vá linda e solta, desnuda mulher!
Dê-me um beijo de chuva
Molhado de amor.

Com gosto de pura uva
Acetinado como a lua
Repleto de crateras
Recheado de quimeras.

Beije-me mulher, roce-me a nuca.
Vem com o mel de seus seios
Aninhar-me em seus meios
Aguçar-me de paixão.

E depois me dê sua mente e coração.
Ardo por seu corpo
Anseio pelo seu ser
Respiro seu viver.

Vem, desnuda mulher, que lhe aguardo!
Sou vampiro e anelo suas veredas.
Guarda seu medo de mim,
Não sou seu mal.

Sou apenas o bem que lhe falta.



Poesia extraída do livro de Teresa Azevedo “Faíscas da Paixão” que pode ser adquirido através do site www.clubedeautores.com.br

segunda-feira, 31 de março de 2014

A TOALHA

Arte e formatação, da amiga Safira...

AMIZADE

Arte e formatação, da amiga Safira...

Quisera eu fosse assim




Fitilhos de cetim,
Beijos em boca carmim.
Pacto de sangue
Ao léu, no mangue.
Pedras brutas
No caos, em lutas.
Mãos seguras,
Coesas figuras.
Melado, doce
Quisera eu que assim fosse.
Melancolia, flores,
Magia em dores
Permeiam corpos,
Todos quase mortos.
Plurisensoriais
Descobertos, neurais.
Petelecos de farra
Sedução na marra.
Clareia a lua,
E ela nua.
Ele, boto
Não rosa, morto.
Jurubebas* e jamelões* curativos
Para livrá-los dos martírios.
Presunção de hoje,
Inquietude do amanhã.


Texto de Teresa Azevedo, extraído livro “Faíscas da Paixão”

Adquira os livros de Teresa Azevedo no site www.clubedeautores.com.br


*Jurubeba é uma planta medicinal de sabor amargo, a medicina popular recomenda o seu chá como tônico cardiovascular, estimulante do apetite, do fígado (colagogo) e do baço, contra problemas da digestão, diurética, hipoglicemiante, antianêmica, febrífugo e cicatrizante. Há casos de utilizações da Jurubeba em tratamento de afecções da pele, como a acne.

Jamelão é uma planta cuja casca na forma de pó de decocção, é, popularmente, usado contra: hemorragiasleucorreia e disenteria. O pó das sementes é usado no tratamento da diabete.

Fêmea minha, homem meu!



Ele:
Captarei seus ecos nesta noite seca.
E na escuridão sem lua quero vê-la nua,
Tocar seu corpo e sentir seu cheiro.
Cheiro de mulher, de fêmea minha.
E nas vertentes de nosso amor
Serei seu e você minha.
Seremos um, apenas nós.
Molha meus lábios com seus beijos,
E ainda será noite quando eu partir.
Não chore, por favor,
Pense apenas que sempre voltarei.
Não há no mundo nada que me prenda.
E quando o sol raiar e não estivermos juntos
Saiba que estarei pensando em você,
Pois nada mais me fascina.
Só você anima meu corpo.
Apenas em você sou eu mesmo,
Em você me completo
E me encontro a cada instante.

Ela:
Eu o vejo aqui,
O vejo em mim.
Desenhado em meus lençóis,
Nossas alcovas.
É meu amigo e companheiro.
Às vezes é apenas o travesseiro.
Em alguns momentos é um sonho
Em outros, realidade.
Mas nunca foi pesadelo.
É meu sol, minha lua
Meu ar, meu par.
Mesmo distante está aqui,
Tão próximo e tão meu.
E eu que sou tão e somente sua
Vivo cada dia a desejar
Que juntos possamos estar.
Cada um no que é seu.
Individualmente um,
Unicamente dois,
Nós apenas sós.
Venha ou deixa-me ir.



Texto extraído do livro “Faíscas da Paixão” de Teresa Azevedo adaptado para performance sob a direção da autora e apresentada na CENAPEC e na Câmara Municipal de Paulínia.
Ilustração:  "O beijo" quadro do pintor Vienense Gustav Klimt

Adquira o livro "Faíscas da Paixão" e outros livros da autora no site www.clubedeautores.com.br

O vestir e despir da vida


Fantasias de papel, de cordel e de cetim.
Não é pelo carnaval, é pela vida, assim.
Vão de preto, saem de branco
Cortam e costuram os dias
Curtem e atuam em magias.
Sonhos furta-cores
De amores são também dores.
Cumprem-se os risos e os choros.
Cores mil, brilhos sem fim, explosões
Caramelos, doces, sabores mesclados
Salgados, amargos e apimentados.
Danças, cadências, tendências
Espelhos de cristal, moedas de ouro, estouro.
Um fim, um sim, um cortejo de luto, luta.
Brocados, bordados, tramados, drapeados.
São dois pra lá, dois pra cá
Samba, bluesjazz, tango, valsa, bolero.
Um olhar perdido, sumido, caído

Um adeus, um olá.

Texto extraído do livro "Faíscas da Paixão" de Teresa Azevedo, que pode ser adquirido no site:
www.clubedeautores.com.br
Imagem do blog: amigosdefreud.blogspot.com

domingo, 30 de março de 2014

COLETÂNEA LITERÁRIA DO ESCRITOR ALBERTO ARAÚJO NO SITE DA FÊNIX DE PORTUGAL. CONFIRA.

Prezados amigos escritores. O Focus Portal Cultural, orgulhosamente apresenta  a coletânea Literária do escritor e jornalista  Alberto Araújo. No Site Fênix de Portugal. Para visualizarem corretamente todas as páginas da Coletânea, sugerimos clicarem no link abaixo:
 
 
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(Obs: Instruções : Quando vocês conseguirem entrar na primeira página,
é só ir clicando no final, para somente então as próximas páginas abrirem, ok.)
 
 
Visitem todas as Coletâneas de Arte e Literatura em:
 


 

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***
 
CONTATO
 
Carmo Vasconcelos e Henrique Lacerda Ramalho
 
 
 
 

sábado, 29 de março de 2014

O amor é desalinho

O amor é desalinho
Desatino de rendição
Despropósito de correção.

É fascínio incontido
Fermento excedido
Exorbitância em dar-se.

É compensação mínima,
O criar de uma obra-prima

A permear o infinito.


Poesia extraída do livro "Faíscas da Paixão" de Teresa Azevedo
Pintura de Claude Monet "O terraço de Saint Andresse" - 1867