domingo, 30 de novembro de 2014

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Projeto ondulações

O Portal do Poeta Brasileiro é um projeto idealizado pela escritora Aline Romariz com a finalidade de reunir, em um só local (portadopoetabrasileiro.blogspot.com.br), poetas e escritores (com livros publicados ou não) de todo o país. Iniciou suas atividades no ano de 2009. Desde então, organiza os Saraus mensais, como uma forma de confraternização entre seus integrantes, além dos encontros anuais em Bienais e Feiras de livros e literatura (que já contam com a presença de poetas do Brasil todo). Hoje possui mais de 5000 poetas cadastrados em sua página no facebook (https://www.facebook.com/portaldopoetabrasileiro2?fref=ts).

Em abril de 2011, a Editora Iluminatta foi fundada a fim de publicar seus poetas em antologias e livros de pequenas tiragens, alternativa acessível para autores iniciantes.

No dia 15 de dezembro de 2012 houve a cerimônia de formação e posse dos membros da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, da qual sou membro, ocupando a cadeira 06.


ACADEMIA NACIONAL DE LETRAS DO PORTAL DO POETA BRASILEIRO - ANLPPB
 
A Academia é presidida pela escritora Aline Romariz, incansável defensora da divulgação da poesia, e da luta pela valorização do poeta vivo.
Desde sua formação, muitos projetos de incentivo à leitura, poesia, interação poeta-escritor/leitor e tantos outros foram apresentados. Dentre eles, encontra-se o Projeto “Ondulações” idealizado e coordenado por mim.

PROJETO ONDULAÇÕES
“INTERAGINDO COM A DIVERSIDADE”

Idealização e Coordenação Teresa Azevedo
Há nestes jardins uma grande diversidade de cores e néctares. Surgem de todos os cantos as abelhas, cada qual com seu próprio mel – belo, impactante.
Objetivo Geral:
Transformar vidas através da arte.
Objetivos Específicos:
Melhorar a qualidade de vida dos assistidos;
Disseminar a poesia e outras formas de arte;
Mostrar a crianças, jovens e adultos de quaisquer classes sociais, clinicamente saudáveis ou não, livres ou presos de alguma forma, a repensarem suas vidas através da poesia e, desta maneira, utilizarem a arte como processo terapêutico. A cada participante será, ainda, sugerido o compartilhamento de sua experiência;
Preparar facilitadores que possam encabeçar o projeto na comunidade já assistida;
Contemplar com bibliotecas comunitárias as comunidades que estiverem aptas.
A poesia será levada a pessoas de diversos perfis – crianças em orfanatos, idosos em Casas de Repouso de curta ou longa duração, pacientes em clínicas de saúde mental e hospitais, moradores de comunidades carentes, pessoas institucionalizadas em presídios, etc – com o objetivo de expandir o alcance das formas de arte, promover a melhoria da qualidade de vida e ampliar horizontes dos assistidos, colaborar para uma sociedade melhor, além de disseminar a cultura e, desta forma, valorizar os artistas vivos.
Buscamos a valorização do poeta vivo e a disseminação da poesia de forma real, unidos em um único ideal: ocupar nosso espaço na sociedade enquanto poetas vivos.

Sendo o cronograma de final de ano o seguinte para o que conto com a sua participação:



·         02/12/2014 – 14:30h - Casa de Repouso Pousada da Maturidade Jardim Pauliceia – Rua Oswaldo Oscar Bartheison nº 313 – Jardim Pauliceia – Campinas/SP.

·         09/12/2014 – 14:30h - Casa de Repouso Pousada da Maturidade Jardim Pauliceia – Rua Mendonça nº 46 – Jardim Londres – Campinas/SP.

·         15/12/2014 –15h – Centro Corsini – O evento acontecerá no espaço cultural da Companha CENARTE – Av. João Jorge nº 166 – Vila Industrial– Campinas/SP.

·         18/12/2014 – 14H – Hospital Candido Ferreira – Rua Antonio Prado nº 430 – Souzas – Campinas/SP.

·         19/12/2014 –15h – Lar da Criança Feliz – O evento acontecerá no espaço cultural da Companha CENARTE – Av. João Jorge nº 166 – Vila Industrial– Campinas/SP.

·         23/12/2014 - 14:30h - Hospedagem de Idosos Nossa Senhora Aparecida, Av. Abolição nº 2432 - Campinas/SP (sentido Valinhos próximo ao Extra) na Festa de final de ano.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014


 

 


  “FAGULHAS DE UM AMOR”-

 

 

Vou subir as paredes íngremes

Da montanha dos pensamentos

Tentando encontrar a alma perdida

De um coração puro e sensível.

 

Vou tentar ultrapassar os precipícios

Onde luz e sombra escondem

As palavras perdidas nos confins da terra

Do coração amargurado e ferido.

 

Vou tentar ser eu mesmo

Tentando, no limiar da saudade,

Transpor todos os obstáculos

Que me levam direto a ti, minha amada.

 

Por isso e passo a passo

Trafego nos horizontes perdidos

À busca do amor sentido

E tanto buscado dentro de mim.

 

Por isso, vou subir cada vez mais

Até encontrar-te, amada

Esteja onde estiveres

Para juntos, vivermos felizes para sempre.

 

 

 

JC BRIDON

 

 

24/06/2014

 

 

17,09 hs.

 

 

 

 

 

 

 

       “La caricia de um soño” ( A carícia de um sonho)

 

Os anos passaram

No entanto aqueles momentos felizes

Não me saem da lembrança

Naquela noite enluarada.

 

Foi quando, pela 1ª vez,

Nossos olhares se cruzaram

E tive a sensação que almas gêmeas

Haviam se encontrado.

 

A vida é algo incompreensível

Que no transcorrer do caminho

Algo maravilhoso acaba acontecendo

E fazendo com que se cumpra o destino.

 

Os anos foram passando

O amor, crescendo como uma bela roseira

E no passar do tempo desabrochando flores

Que, hoje, embelezam o nosso viver.

 

És assim, a carícia de um soño

Que guardo com muito carinho

Dentro do meu coração

Que se mantém sempre apaixonado.

 

JC BRIDON

 

À você, Arlete, que a cada dia que passa torna meus dias mais felizes e meu caminhar mais tranquilo.

Obrigado por existires e viveres comigo esses últimos 45 anos de um matrimônio que a tudo enfrentou e que a tudo sobrepujou.

 

Saudades de tempos idos onde dois jovens enamorados fizeram desta longa caminhada, um eterno sonho de amor.










terça-feira, 4 de novembro de 2014

ECOS DA NOITE

Ecos da Noite

Amélia Luz

Eu pensei
Naquele instante
De suave ternura
De oração e meditação
Que Ele era comigo
E eu era com Ele..
Permaneci assim
E envolvida me senti
Pelo torpor sensível
Da presença Dele
Dobrei meus joelhos,
Humilde, derramei a alma.
Senti tocar o céu
Sim, eu tinha certeza,
Aquela paz que me tomou
Era a paz divina
Era a paz da esperança
Era a paz da vida...
Diante do trono
Eu divulguei a luz
E recebi a benção da fé!
Entoei de súbito
Meu cântico alvissareiro
Hosana nas alturas,
Era manifestada a graça do Senhor!


AUTOPSICOGRAFIA

AUTOPSICOGRAFIA (in Poemas Escolhidos - O Globo)


Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só as que eles não tem.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

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O poeta é um fingidor

Amélia Luz – Pirapetinga/MG

Disse-me Pessoa:
“O poeta é um fingidor”.
Gargalha se perde um amor
embriaga-se de versos sentidos e
sua máscara não mostra
a angústia sofrida
enganado-se no espelho da vida!
Se sou poeta fingidor, não sei...
Sou um fado triste nas ruelas
antigas da Mouraria
percorrendo trôpego
as trilhas da desilusão
guiado pela dor da sua ausência.
Há uma indefinição no ar
um cansaço de um passado que pesa
num presente que teima em me assustar...
Sim, eu serei o poeta fingidor
ou o fado triste, no canto dos amores perdidos?
Soluço silêncios nas horas que gotejam
amargas anunciando as madrugadas...
Resta-me somente um bandolim, uma canção
e um cálice de Vinho do Porto
para brindar a sua despedida

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Cama em chama

Cama em chama

Minha cama está fria.
Meu corpo não vive e reclama.
Minha cama te chama.
Meu corpo se sente frio como lama.
Minha cama me condena pela sua ausência.
Meu corpo se enrola em seus cabelos em trama.
Minha cama quer sua chama.
Meu corpo sente seu corpo em mim
Minha cama, sua chama
Meu corpo é seu calor.


Sequestrado

Seqüestrado.
Ela veio bem devagar e me convidou para tomar um chá.
Fazia frio e chovia naquela tarde como há muito não acontecia.
Ela olhava para mim e me abraçava.
Uma caneca de aço tremia acima da chama do fogão indicando ser retirada para uma mesa.
Comporta com toalha em flores primaveris, a mesa se fazia imponente naquele retangular espaço.
As xícaras em porcelana,  pousavam em pires chatos, quadrados com cantos arredondados.
Saquinhos desciam pelas suas bordas e eram banhados em água fervente.
Ela olhava para mim e apertada minhas mãos.
Duas colheres de mel deslizavam para o fundo das xícaras, deixando doce o que parecia amargo.
Ela me olhou e convidou-me para tomar um chá na minha casa.
Nossas mãos se aqueciam em volta das xícaras quentes que empurravam em nossas gargantas
Aquele que alimentariam nossos corpos por hora.
Lá fora o frio aumentava e ela me a abraçava como com olhos de quem estava perdendo o calor do seu chá.
Ela olhava para mim e me beijava com ternura.
O chá na xícara já havia findado e no fundo ainda marcava um doce gosto do mel.
Ela olhava para mim e me empurrava para o quarto.
Aquele gosto de chá com mel se espalhava pela nossa boca e adoçava nossa língua num beijo longo.
Ela me empurrou para meu quarto
Eu caí em cima da minha cama.
Ela olhava para mim e me beijava.
Ela me sequestrou para o meu quarto.
Lá fora estava frio e a cama quente.

Eu perdi meus sapatos.

Batem as asas do adeus





Batem as asas do adeus
Rompendo o céu do acaso
Faz-me compreender a ira
Engole-me em minha gula
E indo de longe me acena
Em um sol de retorno
Na lua de permanência
No preâmbulo da carne
No vil de uma jornada
Triste e fria, revoada
Ao sul com pares em formação
No norte apenas a canção
Batem as asas do adeus
Rompendo o céu do acaso.

Poesia de Teresa Azevedo.

Pintura de Ismael Nery pintor brasileiro de influência surrealista.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Arraial CIS Guanabara

Não percam Arraial Solidário na Estação Guanabara (CIS Guanabara)
Rua Mario Siqueira 829 - Botafogo - Campinas SP
Das 16 as 20hs



quinta-feira, 17 de julho de 2014

Miscelânea Poética



Miscelânia poética

Cambaleante.
Espectro calvo.
Chuvisco em névoa.
Frio, vento e escuridão.
Os conhaques guela abaixo.
Esquenta e sorri, tolo.
Verborralgia desconexa.
Espirro de idéias.
Idéias?
De
Ecos
Internos,
Aflorados,
Sem sens O
                      POSTO S
                                       ENIS


Poesia de Teresa Azevedo




Pintura de Paul Klee - pintor e poeta suíço naturalizado alemão. O seu estilo, grandemente individual, foi influenciado por várias tendências artísticas diferentes, incluindo o expressionismo, cubismo, e surrealismo.

Aldravia1

Seguindo a dica de Lucia Narbot sobre aldravia...

ALDRAVIA 1

horizonte
me
chama
não
resisto
entrego-me...

Poesia minimalista de 
Teresa Azevedo

Pintura de Henri-Julien-Félix Rousseau - pintor francês inserido no movimento moderno do pós-impressionismo.

sábado, 12 de julho de 2014

Tarde, mormaço


É tarde. Mormaço!
Anúncio de chuva. E agora?
Eu, sem guarda-chuva...

Fragmento de poesia de Teresa Azevedo – Cadeira 06 - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro


Pintura de Vincent Van Gogh - pintor pós-impressionista holandês do século XIX. As obras de Van Gogh são conhecidas por sua beleza rústica, honestidade emocional e cores ousadas. Van Gogh recebeu o reconhecimento de sua genialidade apenas após sua morte, e influenciou fortemente o mundo da arte no século XX, onde foi considerado um dos maiores pintores de todos os tempos..

Descortine-os

Pintores dão vigor a imagens estáticas,
Poetas captam sentimentos velados e os transformam em versos.
Todavia, cabe a você descortiná-los e explorá-los.

Fragmento de poesia de Teresa Azevedo – Cadeira 06 - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro

Pintura de Juan Gris, pseudónimo de Juan José Victoriano González (Madrid, 23 de marçode 1887 - Boulogne-Sur-Seine, 11 de maio de 1927)1 , foi um dos mais famosos e versáteis pintores e escultores cubistas espanhóis. Apesar de ter falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético.