sexta-feira, 7 de novembro de 2014


 

 


  “FAGULHAS DE UM AMOR”-

 

 

Vou subir as paredes íngremes

Da montanha dos pensamentos

Tentando encontrar a alma perdida

De um coração puro e sensível.

 

Vou tentar ultrapassar os precipícios

Onde luz e sombra escondem

As palavras perdidas nos confins da terra

Do coração amargurado e ferido.

 

Vou tentar ser eu mesmo

Tentando, no limiar da saudade,

Transpor todos os obstáculos

Que me levam direto a ti, minha amada.

 

Por isso e passo a passo

Trafego nos horizontes perdidos

À busca do amor sentido

E tanto buscado dentro de mim.

 

Por isso, vou subir cada vez mais

Até encontrar-te, amada

Esteja onde estiveres

Para juntos, vivermos felizes para sempre.

 

 

 

JC BRIDON

 

 

24/06/2014

 

 

17,09 hs.

 

 

 

 

 

 

 

       “La caricia de um soño” ( A carícia de um sonho)

 

Os anos passaram

No entanto aqueles momentos felizes

Não me saem da lembrança

Naquela noite enluarada.

 

Foi quando, pela 1ª vez,

Nossos olhares se cruzaram

E tive a sensação que almas gêmeas

Haviam se encontrado.

 

A vida é algo incompreensível

Que no transcorrer do caminho

Algo maravilhoso acaba acontecendo

E fazendo com que se cumpra o destino.

 

Os anos foram passando

O amor, crescendo como uma bela roseira

E no passar do tempo desabrochando flores

Que, hoje, embelezam o nosso viver.

 

És assim, a carícia de um soño

Que guardo com muito carinho

Dentro do meu coração

Que se mantém sempre apaixonado.

 

JC BRIDON

 

À você, Arlete, que a cada dia que passa torna meus dias mais felizes e meu caminhar mais tranquilo.

Obrigado por existires e viveres comigo esses últimos 45 anos de um matrimônio que a tudo enfrentou e que a tudo sobrepujou.

 

Saudades de tempos idos onde dois jovens enamorados fizeram desta longa caminhada, um eterno sonho de amor.










terça-feira, 4 de novembro de 2014

ECOS DA NOITE

Ecos da Noite

Amélia Luz

Eu pensei
Naquele instante
De suave ternura
De oração e meditação
Que Ele era comigo
E eu era com Ele..
Permaneci assim
E envolvida me senti
Pelo torpor sensível
Da presença Dele
Dobrei meus joelhos,
Humilde, derramei a alma.
Senti tocar o céu
Sim, eu tinha certeza,
Aquela paz que me tomou
Era a paz divina
Era a paz da esperança
Era a paz da vida...
Diante do trono
Eu divulguei a luz
E recebi a benção da fé!
Entoei de súbito
Meu cântico alvissareiro
Hosana nas alturas,
Era manifestada a graça do Senhor!


AUTOPSICOGRAFIA

AUTOPSICOGRAFIA (in Poemas Escolhidos - O Globo)


Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só as que eles não tem.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

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O poeta é um fingidor

Amélia Luz – Pirapetinga/MG

Disse-me Pessoa:
“O poeta é um fingidor”.
Gargalha se perde um amor
embriaga-se de versos sentidos e
sua máscara não mostra
a angústia sofrida
enganado-se no espelho da vida!
Se sou poeta fingidor, não sei...
Sou um fado triste nas ruelas
antigas da Mouraria
percorrendo trôpego
as trilhas da desilusão
guiado pela dor da sua ausência.
Há uma indefinição no ar
um cansaço de um passado que pesa
num presente que teima em me assustar...
Sim, eu serei o poeta fingidor
ou o fado triste, no canto dos amores perdidos?
Soluço silêncios nas horas que gotejam
amargas anunciando as madrugadas...
Resta-me somente um bandolim, uma canção
e um cálice de Vinho do Porto
para brindar a sua despedida

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Cama em chama

Cama em chama

Minha cama está fria.
Meu corpo não vive e reclama.
Minha cama te chama.
Meu corpo se sente frio como lama.
Minha cama me condena pela sua ausência.
Meu corpo se enrola em seus cabelos em trama.
Minha cama quer sua chama.
Meu corpo sente seu corpo em mim
Minha cama, sua chama
Meu corpo é seu calor.


Sequestrado

Seqüestrado.
Ela veio bem devagar e me convidou para tomar um chá.
Fazia frio e chovia naquela tarde como há muito não acontecia.
Ela olhava para mim e me abraçava.
Uma caneca de aço tremia acima da chama do fogão indicando ser retirada para uma mesa.
Comporta com toalha em flores primaveris, a mesa se fazia imponente naquele retangular espaço.
As xícaras em porcelana,  pousavam em pires chatos, quadrados com cantos arredondados.
Saquinhos desciam pelas suas bordas e eram banhados em água fervente.
Ela olhava para mim e apertada minhas mãos.
Duas colheres de mel deslizavam para o fundo das xícaras, deixando doce o que parecia amargo.
Ela me olhou e convidou-me para tomar um chá na minha casa.
Nossas mãos se aqueciam em volta das xícaras quentes que empurravam em nossas gargantas
Aquele que alimentariam nossos corpos por hora.
Lá fora o frio aumentava e ela me a abraçava como com olhos de quem estava perdendo o calor do seu chá.
Ela olhava para mim e me beijava com ternura.
O chá na xícara já havia findado e no fundo ainda marcava um doce gosto do mel.
Ela olhava para mim e me empurrava para o quarto.
Aquele gosto de chá com mel se espalhava pela nossa boca e adoçava nossa língua num beijo longo.
Ela me empurrou para meu quarto
Eu caí em cima da minha cama.
Ela olhava para mim e me beijava.
Ela me sequestrou para o meu quarto.
Lá fora estava frio e a cama quente.

Eu perdi meus sapatos.

Batem as asas do adeus





Batem as asas do adeus
Rompendo o céu do acaso
Faz-me compreender a ira
Engole-me em minha gula
E indo de longe me acena
Em um sol de retorno
Na lua de permanência
No preâmbulo da carne
No vil de uma jornada
Triste e fria, revoada
Ao sul com pares em formação
No norte apenas a canção
Batem as asas do adeus
Rompendo o céu do acaso.

Poesia de Teresa Azevedo.

Pintura de Ismael Nery pintor brasileiro de influência surrealista.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Miscelânea Poética



Miscelânia poética

Cambaleante.
Espectro calvo.
Chuvisco em névoa.
Frio, vento e escuridão.
Os conhaques guela abaixo.
Esquenta e sorri, tolo.
Verborralgia desconexa.
Espirro de idéias.
Idéias?
De
Ecos
Internos,
Aflorados,
Sem sens O
                      POSTO S
                                       ENIS


Poesia de Teresa Azevedo




Pintura de Paul Klee - pintor e poeta suíço naturalizado alemão. O seu estilo, grandemente individual, foi influenciado por várias tendências artísticas diferentes, incluindo o expressionismo, cubismo, e surrealismo.

Aldravia1

Seguindo a dica de Lucia Narbot sobre aldravia...

ALDRAVIA 1

horizonte
me
chama
não
resisto
entrego-me...

Poesia minimalista de 
Teresa Azevedo

Pintura de Henri-Julien-Félix Rousseau - pintor francês inserido no movimento moderno do pós-impressionismo.

sábado, 12 de julho de 2014

Tarde, mormaço


É tarde. Mormaço!
Anúncio de chuva. E agora?
Eu, sem guarda-chuva...

Fragmento de poesia de Teresa Azevedo – Cadeira 06 - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro


Pintura de Vincent Van Gogh - pintor pós-impressionista holandês do século XIX. As obras de Van Gogh são conhecidas por sua beleza rústica, honestidade emocional e cores ousadas. Van Gogh recebeu o reconhecimento de sua genialidade apenas após sua morte, e influenciou fortemente o mundo da arte no século XX, onde foi considerado um dos maiores pintores de todos os tempos..

Descortine-os

Pintores dão vigor a imagens estáticas,
Poetas captam sentimentos velados e os transformam em versos.
Todavia, cabe a você descortiná-los e explorá-los.

Fragmento de poesia de Teresa Azevedo – Cadeira 06 - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro

Pintura de Juan Gris, pseudónimo de Juan José Victoriano González (Madrid, 23 de marçode 1887 - Boulogne-Sur-Seine, 11 de maio de 1927)1 , foi um dos mais famosos e versáteis pintores e escultores cubistas espanhóis. Apesar de ter falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético.

Intocável


Intocável, improvável é alcançar seu ser.
Sua redoma é tão resistente e cruel.
Prefere esconder-se em seus medos.
Caminha tão somente para dentro de si.
Afugenta o mundo para não ser ferido.
Tire a máscara, saia do labirito de seus nós.
Crie coragem e me dê sua mão.

Fragmento de posia de Teresa Azevedo – Cadeira 06 - Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro
Pintura de Gustav Klimt - pintor simbolista austríaco. Em 1876 estudou desenho ornamental na Escola de Artes Decorativas.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Entregar-te minh'alma, o coração meu.




Entregar-te minha alma, o coração meu.
Fazer-te minha, totalmente minha e mulher,
Com meus beijos alimentar teu ser
E em teus seios repousar nas noites.       

Fragmentos de poesias extraído dos livros: Faíscas da paixão, Peripécias de Poeta, Poesia com Brady e Ondulações de Teresa Azevedo


Pintura de John William Waterhouse - pintor neo-clássico e Pré-rafaelita do Reino Unido, famoso por seus quadros representando personagens femininas da mitologia e da literatura.

Sem ar, sem ar, sem ar...



Já não se pode respirar
Nem há como se amar.
Vive-se, tão somente, a vegetar.
Sem ar, sem ar, sem ar...

Fragmentos de poesia de Teresa Azevedo. Seus livros encontram-se no site www.clubedeautores.com

Pintura de Alfons Maria Mucha -  pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Para além dos olhos

Para além dos olhos

Para além dos olhos está a alma
Com ela, a alma, está à poesia.
A poesia que advém de todos os sentidos.
Sendo assim ao alcance de todos nós.
Para que, além das limitações humanas,
Haja luz para todos os povos e corações
Ressoe lindos sons pela terra nossa
Que não falte o paladar para o sabor do amor
Que não falte o tato para aquecer as criaturas
Lucidez para toda loucura de loucos e sãos
Que pássaros multicores inundem de alegria
Os pensamentos e reflitam em atitudes benéficas
Que reine a paz sobre todos os homens
E, pelo clamor da poesia saciemo-nos e
Derramemos nossas dores e alegrias.
Através da poesia, ela que nos concede.
A dádiva de podermos enxergar com os olhos de Deus.
Amém!


Poesia de Teresa Azevedo extraída da antologia do Instituto Campineiro de Cegos Trabalhadores - ICCT que pode ser adquirida através do e-mail rmcappi@yahoo.com.br


Pintura de Albert Lynch pintor peruano que viveu no período de 1851 a 1912.