sexta-feira, 3 de junho de 2011

Que será?


Que me provoca esta dor?
Ver um mundo violento?
Criancinhas sem amor?
Barbáries a todo momento?
A falta de espiritualidade?
O excesso de maldade?
As pessoas assim fúteis?
As discussões inúteis?
A crise de respeito?
E tanto preconceito?
Uma vida idealizada
Dissolver-se no nada?


Imagem: Google

Respeite os direitos autorais.

Mardilê Friedrich Fabre

http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=4389

formspring.me

Pergunte algo...se quiser é claro. '-' http://formspring.me/Darkdija

If you had your own country, what would you name it?

Montris.

Pergunte algo...se quiser é claro. '-'

A presença da tua ausência...




A presença da tua ausência
Me convida a pensar
Re- afirma que te perdi
Confirma esse meu pesar...

Pedi para ires embora
Porque não sabia mais amar
No presente... aqui agora
Ah! Como te amei outrora...

Não se resgata antigos momentos
O passado os devora por inteiro
A lembrança desvanece na memória
Que devagar apaga nossa história...

A presença da tua ausência
Me convida a pensar
Alimenta minha tristeza
Que vai cegando meu olhar...

(o amor é assim...início, meio e fim)

ALICE LUCONI NASSIF

SEJA BEM VINDA NEUSA DORETTO !!!!

Neusa Doretto-* Campinas-SP Neusa é Poeta, Atriz e Dramaturga habilitada pela EAD/ USP ( 1983) . Coordenou Oficinas e Projetos de Leitura Dramática pela Secretaria de cultura de Campinas (1991 a 2010).Defende "visceralmente" a publicação da Poesia rápida e curta. Blog:http://sinceridadebrutal.zip.net


In


Me ame por enquanto

Me beije por enquanto

Ilusório

Infinitamente provisório

Ofegante e repetitivo

Outra vez, mais outra

Não sei quantas

Mas por enquanto mais vezes

Hoje e daqui a pouco

esfuziante e louco

desejo ou sorte

ou

qualquer coisa de morte

NEUSA DORETTO





* Querida, você já é uma de nós faz muito tempo,só faltava oficializarmos sua entrada.
   Receba o carinho de todos nós que fazemos o PORTAL DO POETA BRASILEIRO!!!

 Aline Romariz

POR ALINE ROMARIZ PARA GLÓRIA SALLES

Eu sei, querida...


A dor da partida dói feito ferida em carne viva...

Deixa a cicatriz da saudade tatuada em nós... Eternamente!

Não há palavra que nos console

Não há abraço que nos preencha...

É hora de nos encontrarmos conosco

De revermos nossa vida

E de superarmos a tristeza

Entendendo que um dia também viajaremos...

Para onde? Nós nem sabemos...

Só nos resta a esperança de encontra-los novamente

E reafirmamos os abraços, os sorrisos... E o amor que em vida vivemos.

É assim que sobrevivo e amenizo a minha dor

Conte sempre comigo!

Amor,

Aline Romariz

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Meu melhor pecado

Meu melhor pecado

Ao buscar-te em sonhos, desejei-te...
Afaguei teu rosto, beijei teus lábios,
Vi-me refletida nos olhos teus.

Desejo intenso de amor sublime,
Toca minh’alma com delicadeza.
Momentos de ternura de rara beleza.

Estás em mim, em sonhos e pensamentos.
Desejo-te a todo instante... és meu par constante.
És o meu melhor “pecado”, meu eterno namorado.

Sandra Lamego

www.sandralamego.com

Mulher Madura


Amores feitos, desfeitos,
Cicatrizes no coração.
Borbulha a vida emoção.

Há passado p´ra lembrar
Mas porvir a desvendar.
Entre os dois, uma história.

Imagem: Google

Respeite os direitos autorais.

Mardilê Friedrich Fabre

http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=4389

TALVEZ...

 Talvez o amor que sinto pela Poesia e pela vida que escolhi , não me conceda o direito de falhar.
  Talvez essa minha tristeza venha do meu egoísmo... De não me saber perdoar...
Talvez... Talvez... Talvez...
   Aline Romariz

PÉROLAS E PÉTALAS


















E do rosto caiu uma lágrima
Que rolou pelas pérolas
Misturando-se com as pétalas
Como se fosse ali morrer

E no dia dos fracos
Ela rendeu-se aos braços
Dos que caminhavam entre pedras
Segurando suas velas pra sobreviver

E no encanto dos sorrisos
Brotou um brilho no rosto pálido
Dentro da voz cálida
De quem não quis morrer

Entre o sono dos fortes
Acordou-se em pedaços
Revirou-se entre as pernas
E botou-se a correr



Helena Cristina

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Apenas o olhar do poeta.

Apenas o olhar do poeta.


Apenas o olhar do poeta
Repousa no firmamento.
Em busca da Lua e as estrelas,
Nesta piração: a inspiração.

Busca ouvir apenas o coração,
Onde nasce a mais bela canção.
O acariciar sextavando o sonho
Na magia da poesia, versos cria.

Tal qual hippie nos anos setenta
Nu, despojado. Não manipulado.
Envolto no seu mundo ilhado,
"Baseado". Curte seu barato.

De frente para o mar...
Respira sua inconstância.
Na ânsia da liberdade...
Sem maldade nem o material,
Algemas do mundo real.

Curtindo segundos de chuva,
Na pira do Sol... Apenas vive.
Na incerteza em poder ver...
Se irá curtir um novo arrebol.

Em silêncio...


De agora em diante,
Prefiro te amar em silêncio
Prefiro meu estado solitário
Via de mão única
Por me fazer sofrer menos...
Nem precisas saber que te amo...
Assim deixas de me agredir,
Deixo de me torturar,
Deixo minha vida fluir!


Ilza Nascimento

Verso essencial desentendido.

A Arte da viajosidade não quer ser entendida, mas que você sinta, tente e a reinvente. A reinvenção da arte é arte, maior ou menor, melhor ou pior, verso ou inverso, e vice versa.

Verso essencial desentendido.

A Arte não quer sentido,
Necessita é ser sentida.
Quem ensina é a vida
Com a arte do imprevisto.

Quem entende é bem quisto,
Quem sente desce na lista
Da verdade este dista
Ou carrega esta consigo?

Na arte do improviso,
A viagem é bem vista.

Tragicidade do riso,
Real idade do isso.

Traz no obscuro omisso
A essência que me resta.

(A não ser esta.
Ah! Sim, é esta)

Dija Darkdija in A Arte da viajosidade

Vou sempre lhe amar!


VOU SEMPRE LHE AMAR!
Dalva Saudo   


 Carnaval:  >Arte naif de Dalva Saudo
       
Você que me conhece na euforia da alegria,
No meu jeito urbano no clarão do dia
Ou oceano em maresia,
E me aceita mesmo assim,
como agitação que inebria um lindo dia e preamar,
Vou sempre lhe amar!
Me infiltro na cidade, na praia, no metrô,
Ônibus, poluição, passeata, agitação.
Lojas em liquidação, ruas e multidão!
Para não dar brechas ao coração...
E... morrer de solidão.
Preciso da energia do samba, da poesia e da cidade
Pra sentir felicidade!
Você, que admira minha fase maluca
De ser tão diferente
Do seu equilíbrio e moderação,
Não tenta me marear, se contenta em me olhar...
VOU SEMPRE LHE AMAR!
Talvez por sermos tão diferentes
Seja o perfeito ingrediente
Para meu coração que é exaltação.
Você me aceita mesmo assim,
Como a maré...fluxo e refluxo!
P’ra você,que aceita como sou
Com meu desenfrear ou cadenciar
Que explode de alegria, como um dia ao raiar
e se esconde na escuridão
Em noite sem luar...
vou sempre lhe amar!
Ofereço esta escrita poética a todos que me aceitam e me amam, assim mesmo como eu sou...nessa minha alma bipolar lunática!

Conjuminar

 
Surge o dia e não enfastia
A hora anda só e não embanda
Sol nasce e não fenece
É dada a prece sem benesse

A noite já é grande e alta
Num banco de praça assenta-se o resignado
Vem o grito aflito da esperança
Numa tênue paciência

Que se responsabilizara pelo destino
De fato, o pobre ser almejara
Compartilhar com a noite
De outras belas noites e dias por onde e como estivera

Wagner Marim – 20/05/2011

Haicai XXXI


Imagem Google

azedinho e doce
a vingança é vermelha
nos dentes, morango
 

Wagner Marim – 31/05/2011

POR ALINE ROMARIZ ( MEUS CORDÉIS)

    



*"Entre lagoas

A minha Alagoas

Entoa os

Mais lindos cânticos...

Magna e pequenina

Estrela guerreira

Festeira criança

Embalando reis, marinheiros...

Chegança!(...)"





  Rescordação




É são joão nas Alagoa

e eu me boto a rescordá

das festa da  minha terra
coisa boa de alembrá.

Na rua nóis fazia um cercado

com paia pra decorá

bandeira pra todo lado

no chão, pó de serra pisado

pra ninguém escorregá

Ensaiava quadrilha bunita

pra ganhá primeiro lugá

as moça vestida de chita

 e os home de carça cumprida

pra nois pudê farreá...

Todo mundo se ajuntava

pra mode anganriá

uns troco pro sanfoneiro,

qui num podia cochilá .

Do lado de fora a fogueira

tão grande que doía, só de oiá

o cheiro do mio assando

e as bombinha estourando

eu me boto a rescordá

Tinha pinga lá da Bica

da casa de seu Vadico,

angú,pamonha ,mio cozido

pipoca e mungunzá

nóis forrozava a noite inteira

e num pense que essa festeira

tinha dia pra acabá

enquanto no calendáro

junho ainda existisse,

num tinha gente no mundo

que nos fizesse pará

era São João todo dia

e os amigo se reunia

pra mode comemorá.

Hoje o cheiro bom do mio

só selve pra alembrá

chora nêgo,chora nêga

qui o tempo num vai vortá.

Mas mesmo assim nóis se reune

numa farra de lascá

na porta uma fogueira

uma sanfona forrozeira

ninguém deixa de dançá

é que os amigo do peito

num pode se separá

quando chega são joão

nóis fica tudo ouriçado

nóis qué vê paia arribá

E já tem tudo montado
nóis tem qui se incontrá

qué pra matá a sardade

dos tempo da mocidade

da nossa terra querida

dos junhos da nossa vida

coisa boa de alembrá

Aline Romariz