sábado, 13 de agosto de 2011

A PAZ DO POETA


A PAZ DO POETA
CARMO VASCONCELOS


Vive o poeta na angústia permanente
De não ter sábios dons de bruxo ou mago,
Que lhe outorguem poder omnipotente
Pra consertar no mundo tanto estrago!

E num dilema mártir ouve os gritos
Dos que em tortura sofrem mil carências,
Minguando na miséria atroz, aflitos,
Vítimas de brutais incongruências!

E revolta-se o verso escrito a sangue,
E gela-se-lhe a mão pela impotência
De prover a cada alma e corpo exangue,
A humana e natural sobrevivência!

Enquanto houver desprezo, fome e guerra,
Às mãos cruentas dos aios de Satanaz,
Haverá de encrespar-se o mar e a terra,
E há-de lutar o Poeta pela Paz!

***
Lisboa/Portugal
19/Fevº/2011
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011



No absoluto espaço, em que o olhar se perde.
Transbordando brilho de perpétuo esplendor!
Absoluta senhora sobre as nobres estrelas.
Lua prata, singra o céu, em doce mistério.

Paira um instante de profundo silencio...
Quebrado pelo jorro das gotas de orvalhos,
Que em serena cascata beijando as madrugadas!
Rouba dos anjos, a boêmia e seus fados!

Desabrochando como as pétalas das rubras rosas.
Que já foram botões, antes de serem perfumadas flores.
Roubando o encanto da lua, consolando as estrelas.

Meus pensamentos tal qual ditosa lua.
Indiferente á tristeza que persiste em me torturar...
Singra minha alma em busca da presença tua!


BARONETO.

Intensidade

Sou intensa...
Quando choro,
Transbordo...
...Se choro,
Derramo a dor,
Quando sou feliz,
Faço barulho...
Com ardor,
...Se feliz,
Grito a todos,
...Arrulho...
Sem medo,
De espantar os passarinhos.

Elizabeth Oliveira

Promessa da Lua cheia


A lua que é senhora da noite,
__________Diz
              O amor verdadeiro,
           Que ainda não veio...
Vem te dar calor,
Te dar valor...
Chega de sofrer, chorar...
Ele vem te salvar,
Te amar,
Não vai demorar.


Elizabeth Oliveira

ERÓTICO



ERÓTICO
CARMOVASCONCELOS

Sei que no sono voa a alma a libertar
Aprisionados sonhos e ocultos desejos,
E nesse etéreo esvoaçar vão meus ensejos
Ao teu encontro para ter-te e te abraçar!

No leito jaz meu langue corpo sem sentidos,
Mas Eros, pelo mar, já minh’alma levou,
E na tua cama, enlouquecida, me deitou,
E nos possuímos, na volúpia os dois unidos!

A noite traz-te a mim, inteiro, como anseio,
Posso palpar, até, tuas veias fervescentes
Ao roçar d’ávidas mãos nesse amar sem freio...

E fervem sangue e bocas em beijos ardentes,
Vãos e membros se encaixam, loucos, sem rodeio,
E ao despertar, o sonho esfaz-se em sucos quentes!

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14/Fevº/2008
In E-Book "Sonetos Escolhidos II"
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MEU PRIMEIRO AMOR



MEU PRIMEIRO AMOR
CARMO VASCONCELOS


Ah! Meu primeiro amor, quanta cegueira,
tornou, depois de ti, meu rumo incerto…
Outros banais amores, só canseira
trouxeram ao meu peito a descoberto.

Fugazes devaneios, inconsistentes,
fogos-fátuos, inábeis pra aquecer
minhas veias, ora gélidas, dormentes,
ausente o teu calor que as fez ferver.

Neles sempre busquei tua ideal imagem,
sequestrada no tempo pla voragem
que me arrastou por ventos de ilusão…

Guarda este meu poema onde estiveres
pra que lembres, amor, sempre que o leres,
que cativo é de ti meu coração!

***
Lisboa/Portugal
04/08/2011
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EVASÃO




EVASÃO
CARMO VASCONCELOS


No silêncio e na paz da natureza,
de toda a sensação eu me desligo,
extasiando-me apenas na beleza
deste divino mundo onde me abrigo.

Mergulhada no verde onde me deito,
sou pedra, folha morta abandonada,
e d’alma em evasão eu me deleito,
por ser no todo imenso um quase nada.

E é neste bem-estar doce em quietude,
que, saudosa, relembro a mansuetude
o sacrossanto lar primevo e antigo…

Basto-me do ar que sorvo e está comigo,
e qual erva que símplice brotou,
nada mais quero ou peço… Apenas sou!

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Lisboa/Portugal
30/Julho/2011
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PORTAL DO POETA BRASILEIRO: CICATRIZ

PORTAL DO POETA BRASILEIRO: CICATRIZ: "* sobre o I ENCONTRO DE POETAS BRASILEIROS NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO (São Paulo) Prenúncio de primavera O velho Tietê co..."

PAI

Pai!

Pouco tenho pra falar de ti,
Eu era tão pequenina...
E você tão gigante,
Éramos como o Sol e Lua,
Vivíamos no mesmo teto
E ao mesmo tempo distantes.

Sabe Pai!
Quantas vezes eu pequenina...
Tentei me aproximar de ti,
Eu já tinha este coração melado...
Não sabia o que era amor,
Mas sonhava com seu abraço.

Sabe Pai!
Você foi embora muito cedo,
Cresci seu sua proteção, tive medo.
Rodei sozinha por este mundo afora,
Lutei, briguei com vida, me formei...
E sempre me lembrei de você dizendo,
Filha agora não pode,
O pai não tem condição.
Não demorou a vida em ti definhou.
E eu era tão pequenina!

Hoje Pai!
Meus cabelos já estão brancos,
Trago dentro de mim um cansaço,
Resultado de lutas e sofrimentos
Mas também de realizações...
Fui mãe e dei a ti um lindo neto,
Hoje homem trabalhador
E aqui pai... Dentro do meu peito,
Bate um coração cheio de saudade
De uma pequenina que ainda
Sonha com o teu abraço

CICATRIZ





* sobre o I ENCONTRO DE POETAS BRASILEIROS NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO (São Paulo)






Prenúncio de primavera

O velho Tietê como testemunha,

letras denunciando poetas

causadores do furdúncio...

A alegria do encontro

estampado na cara,

o abraço apertado

do querer muito,

o beijo marcado,

sêlo do amor

que sentimos,

cicatriz de afeto...

Um encontro de amigos

novos e velhos,

uma marca singela!

Um momento que ficará

guardado como flor

em livros de espera.





Aline Romariz

 Final de agosto 2010
 
 
Poeta,
 
O prazer do encontro é indescritível. Venha vivenciar conosco esta alegria!!!!
 
 
II ENCONTRO DE POETAS BRASILEIROS NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO ( RIO DE JANEIRO)
 
03/09/2011 Estande M 23 Pavilhão Verde, a partir das 18:30 hs.
 
 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

LANÇAMENTO LIVRO IDENTIDADE SOL



SÁBADO DIA 13 DE AGOSTO, SERÁ O LANÇAMENTO DO MEU LIVRO NO MAC- ÁS 15 HORAS, ABRAÇOS DO ALBERTO ARAÚJO

ALTERNÂNCIAS


ALTERNÂNCIAS
CARMO VASCONCELOS 


Vens pra mim, ora em prantos ora em riso,
E eu choro ou rio, vibrante de emoção;
Arbusto sou prostrado plo granizo,
Ou girassol em vénia ao astro-verão.

Se vens montado em vagas alterosas,
Contigo, então, mergulho até funduras;
Se emerges em espumas bonançosas,
Entrelaço-te em ondas de ternuras.

E quando as asas se alçam no teu peito,
Espero o teu regresso em beatitude,
Que amor não desnorteia pela altitude…

Sei que virás, voo raso, até meu leito!
E é nesse roçar de asas que declamam
Os versos imortais, todos que se amam!

***
Março/06/2009
In E-Book “Sonetos escolhidos II”

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SEMÁFORO DO AMOR



SEMÁFORO DO AMOR
CARMO VASCONCELOS


Na rota ambígua do amor,
És pisca-pisca, vaivém,
Semáforo tricolor,
Que ora impele ora detém.

Foco verde iluminado,
Dás passagem, campo aberto,
És caminho autorizado
Ao rumar do sonho certo.

Devagar, empalideces,
Amarelado, te impões,
E marcha lenta ofereces
A iludidos corações.

E breve, o vermelho hasteias,
E a fila deixas parada,
Ensimesmada nas teias
Dessa mente emaranhada.

Nessas sedutoras lides,
Semáforo em mutações,
Na vida não te decides,
Camaleão de emoções!

***
Lisboa/Portugal
Maio/20/2011

***

O ÚLTIMO GRITO


O Último Grito!
Carmo Vasconcelos

Hoje apetece-me gritar!
O tempo já se vai fazendo curto para soltar os meus ecos,
limitado para esvaziar tantos gestos recalcados,
exíguo para extravasar tanto amor,
urgente para toda me entregar.
Não tentem sufocar-me, senhores!
Não mais calarei os meus ardores.
Direi "amo-te" a quem amo, direi "quero-te" a quem quero,
beijarei a boca que me chama,
enlaçarei o corpo que me inflama.
Preguem-me os letreiros que quiserem!
Apelidem-me de tonta, idiota, ridícula, se preferirem,
estou-me nas tintas!
Recuso-me a vestir essa farpela,
não condiz com a genética da minha pele.
Já abortei muitos abraços, embalsamei o corpo,
deixei morrer à fome filhos-beijos,
congelei cios e desejos,
e matei, à nascença, inocentes palavras de amor.
Basta! Mais assassinatos, não!
Pouco me importam os epítetos!
Tenho as costas largas, um peito imenso,
dilatado de tantas emoções contidas.
Não posso protelar tudo para outra encarnação...
A minha alma está em fim de gestação;
placenta a rebentar de nados-mortos.
Sonhos que calei,
passos que não dei, amores que não vivi...
Corre-me nas veias um rio de desafectos.
Não me enjeitem os beijos, não me amarrem as mãos,
não me devolvam carícias,
não aceito devoluções!
Deitem no lixo se vos forem de sobra!
Haverá sempre os subalimentados que catarão delícias
nos contentores dos rejeitados.
Não me impeçam de gritar o amor
enquanto a matéria vibre e tenha sangue e tenha voz!
Porque o amanhã pode não passar de hoje,
e ser chegado o tempo de me levar de vós!


***
Lisboa/Portugal
Janeiro/2007

PRENDA


Bem devagar, cai do céu um poema,

vem mansamente, um anjinho, tão lento,

paira embalado ao carinho do vento

e traz consigo, nas asas, seu lema:



“Sorver do amor e emanar paz suprema!”

Vem a bailar, em sutil movimento,

colhe na brisa, em frescor, o alimento

para cuidar de uma flor, do meu tema.



Esse poema que vaga nos ares

e se aproxima, a sagrar meus altares,

tem, dentro em si, a mais doce encomenda.



Devo ampará-lo, suave, no colo,

para impedir queda brusca no solo,

pois ele traz o meu bem, minha prenda!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

BEM VINDA: ERI PAIVA !!!!!




Eri Paiva-* Rio Grande do Norte   Eri reside atualmente em Natal.Graduada em Serviço Social com especialização na área de Comunidade. Sempre esteve a serviço de comunidades e populações pobres do meio rural. Concursada pela UFRN é, hoje,Professora universitária aposentada.Sua relação com o mundo da Poesia teve inicio na adolescência,ora rabiscando algo dela , ora recitando Olegário Mariano, Carolina Wanderley, Pethion de Vilar e outros, em festividades cívicas ou religiosas da sua cidade e da sua Escola Primária.Com o advento da aposentadoria e sua inserção em Sites e grupos poéticos virtuais passou a escrever com mais frequência,entusiasmo e dedicação. Tem hoje uma produção considerável, circulando em grandes e pequenos sites e prepara-se para publicar seu primeiro livro de Poesias. Ama a Vida! De forma amorosa, tranquila e respeitosa, busca interagir poeticamnete,com todas as suas formas de manifestação.


ESCREVER


Eri Paiva



É uma bênção, para quem escrever, pode!

Um privilégio, para quem escrever, sabe!

Saber-se possuidor de talento tão nobre,

A Deus Criador um agradecimento cabe.



Servir à vida escrevendo, quem se atreveria

Não reconhecer um jeito bom de contribuir,

Para suscitar mais amor, mais paz e alegria

E um novo mundo ajudar a nascer e florir?



Ao escrever registramos nosso pensamento!

Cuidemos que nossas idéias e sentimentos

Possam reanimar vidas, gerar boas emoções;



Despertar em quem nos lê, o desejo de servir,

De fazer o bem, dando um pouco mais de si,

E da riqueza acumulada em seus corações!...
 
 
Seja bem vinda!! Receba o carinho de todos os Poetas do PORTAL DO POETA BRASILEIRO
 
Aline Romariz
Teresa Azevedo
Mariela Mei
Teco Seade
Flá Perez

Calar

Decidido...
Vou calar minhas
Besteiras...
Silenciar
Asneiras...
Sarar...
A boca larga,
Sufocar...
Paixão amarga,
Quero, curar a dor.
Seguir a trilha...
Ser salva,
Por um lindo amor de maravilha.

Elizabeth Oliveira