terça-feira, 25 de junho de 2013

ação contínua


vejo algo esvair-se 
um desejo a morrer 
uma lágrima sólida 
escura e dolorosa

o cair do pano 
aplausos de praxe 
práxis, plexus 

ajoelho, renasço
sem desejo 
simplesmente refaço

terça-feira, 11 de junho de 2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Livros, Literatura & Leitores

imagem: aj cardiais

Minha maior preocupação é escrever textos que tenham “utilidades”. Textos que sirvam para despertar alguma coisa no leitor. Não estou tão preocupado com a “qualidade”. Preocupo-me sim, com a gramática, pois escrever corretamente é muito importante.  Mas infelizmente parece que até isto está sendo deixado para trás por alguns escritores, porque tenho lido alguns livros e textos em que não há esta preocupação com a pontuação e etc. Mas como não tenho nada com a vida dos outros, sigo o meu ideal.

O que é preciso dentro da literatura (e das artes em geral) é acabar com a “discriminação”. O que é que faz um livro ser “bom”? É o número de vendagem ou a informação? E o que é que faz um livro vender muito? É a estratégia de marketing ou o conteúdo? Tem gente que fica à cata de best-sellers, simplesmente para comentar que já leu, e não para adquirir algum conhecimento. Sinceramente, eu só leio o que me interessa. Não leio algo só para “dizer que já li”. Quando, por acaso, algum “best-seller” chega às minhas mãos (Eu sou difícil comprar. Já não compro os que me interessam por falta de grana), eu leio a primeira página, a segunda... Se não der para “engolir”, abandono a leitura. Eu gosto de ler o que me dá prazer em ler. Algo que, de alguma forma, me satisfaz. Já li livros difíceis de serem “digeridos”, mas eram assuntos que me interessavam. Às vezes eu tinha que ficar “ruminando” um assunto, para ser bem digerido.  Não estava lendo simplesmente para ficar comentando na internet e etc.

Vou dar um exemplo: eu comprava muito livro “do balaio”. Quando eu passava pela porta das livrarias e via aquele monte de livros no balaio, a preço de banana, eu tinha que dar uma olhada para ver se algum me interessava (são meus objetos de consumo: discos e livros). Numa dessas “investidas”, comprei um livro intitulado “A Cidade de Alfredo Souza”, de José Angeli. Quando comecei a ler, não consegui passar da segunda página.  Foram várias tentativas e desistências. Resultado: deixei o livro de lado. Oito anos depois, não tendo nada o que ler, resolvi enfrentá-lo: forcei a barra. Quando consegui passar da segunda página, a história ficou maravilhosa... A leitura estava tão boa, que resolvi levar o livro para o trabalho para devorá-lo. Quando estava voltando para casa, encontrei com um amigo, o poeta Figueiredo. Vendo o livro, ele falou: rapaz, eu tenho um livro desse. Já tentei ler, mas nunca consigo passar de segunda página.
Então eu falei: tem uns oito anos que comprei este livro, e também não conseguia passar da segunda página. Ontem resolvi forçar a barra e descobri uma leitura  deliciosa. Agora estou devorando-o. Hoje mesmo acabo de lê-lo. Resultado: depois de devorar o romance, fiquei querendo outro que tivesse “o mesmo sabor”.

AJ Cardiais

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Da Efemeridade

Somos eternos enquanto perdura a esperança, mas efêmeros quanto à manifestação da realidade.

Wagner Marim - 29/11/2012

Recanto das letras
código do texto:T4307330

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Porto Seguro




Nem que fosse só por um minuto
Já valeria a pena
Ver a luz do teu olhar
Teu sorriso aberto, singular...
E sentir teu abraço,
Teu carinho nunca escasso
Pronto pra me abrigar.
Chegar neste porto seguro,
Eu juro, é alegria, é amar
E amar por dentro e por fora
Sem vontade de ir embora,
com vontade de ficar...

Ilza Nascimento
Curitiba, abril de 2013

sábado, 4 de maio de 2013

Poema da Vez

imagem: google

As pessoas dizem para
ficarmos sempre informados
do que está acontecendo,
para não sermos “enganados”...

Mas do que adianta
ficarmos informados,
se nós nunca podemos
mudar os resultados?

De que adianta ficarmos sabendo
que nós fomos  roubados,
e que os ladrões estão sendo julgados?
Eles podem até serem condenados,
mas o roubo nunca é devolvido.

Eles sempre serão liberados...
E o roubo, será que é dividido
entre os “magistrados”?

AJ Cardiais

Poemas de Utilidades

Imagem: google

Espero que meus poemas
sirvam de escada
para alguém subir.

Espero que meus poemas
sirvam como estrada
para alguém seguir.

Espero que meus poemas
sirvam de piada
para alguém sorrir.

Espero que meus poemas
sirvam como espada
quando precisarem agir.

AJ Cardiais

Esbanjado Poesias

imagem: google

No meu castelo de areia,
todos os poetas são pobres.
Mas vivem como nobres,
esbanjando poesias.

AJ Cardiais

Poesia Perdida

imagem: google

Abraço a manhã com o sol nascente.
Vem um café quente
exalando seu sabor.

Uma fumacinha de poesia,
começa a enfeitar  o dia
com as cores do amor.

Confusões externas
interferem em meu poema.
São as desafinações da vida.

Desafinado eu sigo...
Fingindo que não ligo,
traço uma poesia perdida.

AJ Cardiais