
Chega um tempo
em que o impossível
bate à minha porta desguarnecida e triste.
E antes que eu possa dizer não,
um fio de esperança agarra-se em mim.
Faz do meu peito abrigo,
liberta minh’alma da quietude morna.
Assim, após um ritual catártico,
reconheço em mim o regresso da emoção.
Chega um tempo
em que a palavra torna-se urgente.
Exubere em verdes versos,
revelando a beleza da poesia
que, em silêncio, habita em mim.
Sandra Lamego
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*Intertextualidade com a obra:
OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO,
de Carlos Drummond de Andrade:
Ótimo. O tempo sempre chega e com ele, nos traz as novidades, que muito torcemos, para que sejam boas... E assim, vamos vivendo a poetar...
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