
Eu nunca deixei morrer
o animal em mim...
Sempre procurei manter
os meus instintos apurados.
Não ajoelho-me
aos engravatados
pois farejo maldades.
Não faço festas
aos perfumados
pois não cheiram às florestas...
Não observo suas vestes
seus bens e nem seus poderes.
Eu procuro suas almas...
Suas almas estão no olhar,
estão na falsidade da voz,
estão na avidez feroz...
E ao primeiro sinal de perigo:
Lá vamos nóóóós!
A.J. Cardiais
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