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segunda-feira, 25 de abril de 2011

A DOR EXTINTA!


Dia virá em que não sentirei saudade,
Pois os teus braços, enfim me abraçarão.
E os meus lábios, sedentos, te beijarão
Como a curar minh’alma dessa enfermidade.

E dentro de minha vulnerabilidade
Libertarei minha voz da alienação.
Verei sangrar a dor - sem cicatrização
Para que se extinga nessa tempestade.

As chagas dessa saudade ainda abertas
Serão as portas de uma nova descoberta
Posto que a febre dessa paixão me destrói.

E cada noite findará este tormento
Verei o fim de todo o meu abatimento
Por tua ausência - que ainda me corrói!

(Milla Pereira)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

PAIXÃO!


P*A*I*X*Ã*O


Paixão - é chama que queima
É brasa, é lenha,
Fogo a crepitar

Paixão - é o forte esteio
É dos fins, o meio,
Para te encontrar.

Paixão - é alma lavada
É flecha atirada
Para me acertar.

Paixão - é esta contenda
Dos olhos, a venda,
Que me vem cegar.

Paixão - é esse passeio
Da mão, sem rodeio,
A me entranhar.

Paixão - é o louco arrepio
De gata no cio
Que faz delirar.

Paixão - é sentir a lua
Ao mergulhar - nua,
Nas ondas do mar.

Paixão – é o doce meneio
Que provoca o anseio
Em seu marulhar.

Paixão – é quando o pecado
Mora bem ao lado
P’ra gente pecar.

Paixão – é este sufoco
O pudor, tão pouco,
Que me faz gritar.

Paixão é o calo, é o nó,
As notas em dó
Que eu posso cantar.

Paixão é o meu soneto,
Versos que eu cometo
Só p’ra te agradar!


(Milla Pereira)