terça-feira, 28 de janeiro de 2014

TENTATIVA POESIA ALBERTO ARAÚJO

 
(CLICAR NA IMAGEM)
 

 
 
 

TENTATIVA









Tente ter a mão sagaz

Para bordar a noite

Nas linhas dos poemas...



Tente ter uma pressa
coerente


Para definir a
filosofia...




Tente ter os olhos
inteligentes


Para não criticar os
livros


Que ainda não leu...



Tente ter a sabedoria
dos Deuses


Eles nunca destroem o
ninho


Dos passarinhos...



Tente ter um sorriso

Ramificado de bondade

Para encontrar a paz...



Tente ter a alma
conquistada


Em todas as dimensões

Para encontrar o amor
pleno...
 
POESIA DE ALBERTO ARAÚJO
JANEIRO / 2014

 
 
 
 

SIMPLESMENTE AMOR

Arte e formatação, da amiga Maria Iraci...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Exposição dos Fatos


















Tenho coragem
de expor meu pensamento,
usando a linguagem
da poesia e do momento.

Não trago só flores...
Trago idéias embrulhadas em jornais.
Todas sujas de dores
e do sangue dos marginais.

São idéias batidas,
idéias exprimidas
com rimas banais.

São idéias vulgares,
idéias e olhares
baseadas em fatos reais.


A.J. Cardiais
imagem: google

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Sejamos Quixotes



Sejamos Quixotes. Ousemos desafiar as convenções, os hábitos, as rotinas e exerçamos o sagrado direito de cavalgar em nossas utopias até a última estrela da madrugada. 

Vençamos os tiranos do Mundo, amemos as nossas Musas, brindemos as conquistas, choremos as derrotas, sejamos atentos ao exercício da generosidade, do carinho e do afeto e, principalmente, não nos esqueçamos que os Sanchos de nossas vidas são os alicerces que nos permitem desafiar os gigantes fantasiados de moinhos. 

Por fim, não nos furtemos à poesia, à gargalhada e às esperanças que o Novo Ano haverá de trazer e saudemos de peito aberto a mágica do Natal, enquanto andamos em busca dos sonhos que nos iluminam.


Com os melhores votos de Feliz Natal e Próspero 2014 aos confrades e confreiras da ANLPPB.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Prazer de Escrever














Não quero perder
o prazer que sinto
ao escrever...

Não quero a frieza
de um cálculo matemático,
nem a destreza
de um escritor técnico.

Eu quero é a emoção
de libertar esta ação
em versos.

Gosto da embriaguez
que o ato de escrever
proporciona.

A.J. Cardiais
imagem: google

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Escrevo, Logo Existo


















No meio de tanta gente brilhando,
o que é que eu faço?
Uso palavras de aço
e continuo cortando,
ou cego meus modos
e vou copiando?

Leio... Sei que estou errado.
Mas não estou preocupado
em seguir um modelo...
Eu quero mesmo é dizer
as coisas, do meu modo.

Quero a liberdade de fazer
e deixar a coisa “rolar”.
Aconteça o que acontecer,
não quero é me preocupar.

Escrevo, logo existo.



A.J. Cardiais
imagem: google

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O almoço e a saudade

E lá estavam as duas grande amigas e companheiras, uma sentada a mesa iniciando a refeição. Dentro de alguns minutos uma delas deveria voltar ao trabalho; bem próximo de onde mora. Isso lhe permitia almoçar em casa todos os dias. Já a outra, a mãe, estava a beira da pia já adiantando a lida para se permitir um descanso durante a tarde, de um modo ou outro já tinha umas pernadas de vida a mais que a filha caçula.
Conversavam sempre, assunto sempre havia em base de respeito mútuo. E diga-se de passagem : ah, como havia uma conta de vida alheia no meio dessas conversas.
Enquanto uma cuidava das coisas sobre a pia a outra almoçava vagarosamente. A mais velha lhe perguntou o que estava acontecendo. A resposta foi certa, simples e objetiva. 'Saudade, mãe!'
-- E quando é que ele volta?
-- Dia vinte e sete.
-- Come tudo menina, se não já sabe!
-- Não se preocupe não, estou me alimentando direito, é que a minha cabeça vai longe e esqueço de por a comida na boca. Sinto fome sempre, mas a saudade a obscurece um tanto.
-- Será que ele vai te trazer presente?
-- Sei lá mãe! Pelo que conheço é capaz de aparecer com uma coisa que eu nem sei o que é, e vai me contar uma história tão comprida e cheia de floreios sobre o significado do lugar onde comprou, quem passou por lá nos séculos anteriores, etc. Sabe-se lá! Bem possível até de me aparecer com uma pedra que achou bonita no meio do caminho. Ah mãe, você sabe como ele é, e além disso foi com o dinheiro curto, bem possível gastar tudo em comida e bebida e se esquecer de me comprar algo... Não me importo, quero que ele volte logo.
--É verdade menina! Como é que pode beber e comer daquele jeito e não engordar? Quando vocês comem aqui no fim de semana eu fico olhando ele comer... Na verdade eu gosto qundo ele come daquele jeito, é que ele cozinha tão bem... se come minha comida assim é porque deve ser boa mesmo.
--Mãe, você está maluca? Sua comida é ótima, ele detesta feijão e a senhora nem sabe.
--Verdade? Mas por que ele sempre repete o arroz e feijão, sem pegar mistura?
--É que ele diz que seu feijão é mágico.
A mãe vendo a filha quase a terminar com a comida do prato tranquilizou-se e voltou a pia. De repente um silêncio. Volta-se para trás e olha para a mesa : a filha havia comido toda a comida com exceção de uma azeitona, para a qual olhava e chorava sem parar.
--Tudo bem filha, logo ele volta, come a azeitona pra mim lavar o prato.
--Não consigo mãe, ele sempre pede as azeitonas do meu prato.
--Essa você pode comer, não tem caroço.
--Como assim?
--Ele me disse uma vez que não gosta de azeitona sem caroço, não tem graça! Você não sabe disso?
--Sei sim mãe, mas quem come as azeitonas do meu prato é sempre ele, com ou sem caroço. Come a senhora, senão me atraso pra voltar.
E a 'menina' levantou-se fez sua higiene, despediu-se da mãe e saiu.
A mãe ficou olhando o prato, a azeitona e sentiu saudade do genro. Chamou o cachorro e deu a azeitona pra ele, lavou os últimos utensílios e pensou : 'Afinal, às vezes ele dava uma azeitoninha pro cachorro. Não ia se incomodar.'

originalmente publicado em : UmDiaEscrevoMais