quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

______MENINO DE RUA______




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Ei-la  aqui  vagando  pelas  ruas,
Tão moribundo sem pão sem guarida,
Sem lenitivo nas horas dormidas
Prostrado a um banco feito um vagabundo
...
O  desengano  ladeia  seus  dias,
E   auroras frias vive na lembrança;
No rosto ríspido  de uma crianças
Ver-se  esvair  vestígios de alegria...
...
No seu  proscénio  somente  agruras,
E a tortura  das  mão do  poder,
E o  rebelar por  conta de um  sofrer,
Torna-o inconstante aos olhos de muitos...
...
E  assim  vagando em  noites  vazias,
Tendo por  guia a  desolação,
Segue  buscando um  pedaço de chão
Em  turvas  nuvens  da  desilusão.




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