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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Amor além do horizonte

Ah, quem me dera ser um lindo pássaro,
Para alçar voos além do horizonte!
Na montanha, fazer ninho no píncaro,
Tornar o vento minha própria ponte.

Não terei o fim do “Sonho de Ícaro”!
Pois meu sonho é beber na tua fonte...
Serás para mim, o mais lindo cântaro,
P’ra que sempre possa beijar-te a fronte.

Do cume, serei tua sentinela,
Para que não temas nenhum perigo.
Na escuridão, eu serei tua vela,

Nas horas tristes, serei teu abrigo.
Abrirei minhas asas com cautela,
Sonharás então, voando comigo.

Sandra Lamego

www.sandralamego.com

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

POEMA AQUÉM DA POROSIDADE

Meu olhar queda retrátil
Quando sorvido pelo silêncio
Do pensar largo.


Meu fazer nem graceja:
Seu sorriso é cênico
E sorumbático: tem sabor de Mastruz com Carqueja!


Minha jocosa verve
Chora quando readquire
A tez, o sumo
Do deserto e do cabaço.


Então o poema
Nem sangra, nem mija, nem filma, nem escarra, nem voa,
Nem clama, nem ama, nem brame: viva a serenidade!
Nem irrompe lágrimas e nem é porosidade.

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA