segunda-feira, 18 de julho de 2011
Demônios conspiram
Acaso! Acaso! salva-me do destino a espreita
ele ri, debocha, faz fanfarra e se deleita
deste todo ser errante
que na busca delirante
soluça o peito à vida
por precioso instante
Sempre fora a missão: fazer-se feliz
e com o dom e karma de mero aprendiz
os demônios conspiram
e de salto aspiram
sorver o que se sente
fulgores se retiram
"a teu cheiro matador', teu sorriso profundo
me transporta por cometas, me deixa gira-mundo
são as rotas que eu percebo
de fugir desse placebo
pra cair na tentação
de voraz efebo
anestesiado de delírios frustrantes
que pulam descompassados aos montes
corre em mim a letargia
mas na espreita do dia
na mão uma rosa e pistola
embebe-me de nostalgia
E com a mão salvadora da heroína
esse calor que nada determina
somente a própria sorte
de escolher qualquer norte
que leve ao seu coração
ou leve ao colo da morte
(André Café)
domingo, 17 de julho de 2011
Passado Presente
TARDE ANGUSTIANTE

Funestos desafios,
Impróprias oportunidades,
De situações rebuscadas,
Oscilações complicadas.
Tarde angustiante...
Natureza em marasmo!
Calados estão seus primatas.
Já não piam suas gralhas,
Nem são audíveis as farfalhas.
Fungível tempo.
Inóspito tempo que avança,
Não contrarie ao pactício.
Assim não pode continuar
Pare de a Tarde angustiar.
Rosana Nóbrega
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Das línguas

Das línguas
as línguas constroem
virtualidades
se nelas acreditamos,
realidades
as línguas enaltecem
os vivos
se convém, os mortos
também
as línguas louvam
a Deus
inclusive as línguas
de ateus
as línguas indegustam
o mel
ao produzirem seu próprio
fel
as línguas úmidas falarão
de amor
enquanto não secarem
de rancor
as línguas vivem e morrem
matam e vivificam
em latim grego semita sânscrito indi mandarim
japonês malaio-polinésio celta anglo-saxão...
by Janete Santos
blog: http://janetesilvadosantos.blogspot.com/
Chamei-te

Chamei de pesadelo...
O frio, a saudade.
Chamei de demônio...
A triste realidade!
De saber que tu existes...
Mas me deixou agrilhoado,
Esquecido pelos vales,
Dos sonhos perdidos!
Chamei de esperança...
O forte desejo de te rever.
Chamei de utópica fabula...
A sensação de suspirar,
No aconchego de teus braços.
Chamei-te amor... Por quê?
AMIGOS. QUEM SÃO ?
Que a vida nos deixa
Amigos são os pássaros
Que assoviam na nossa manhã
Amigos são as nuvens
Que nos mandam chuva
Amigos são as árvores
Que nos fornecem frutos e sombra
Amigos são os poetas
Que nos mandam poesias.
Desculpem a ausência minha dessas páginas.
Motivos sórdidos.
Visitem minha página no recanto :
http://www.recantodasletras.com.br/autores/walyssonluan
Amplexos de Wálysson Luan.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Vídeo do Sarau do Portal do Poeta Brasileiro em 11/07/2011
Poesia de Eunice Rodrigues Pontes em homenagem à Cora Coralina no Evento do Portal do Poeta Brasileiro em Campinas SP em 11/07/2011
Gigante noturno

Um choro, um lamento, um aperto de mão.
Uma voz, um grito, um sussurro bendito.
Um ser, uma rosa, uma vida em declínio.
Uma esperança, uma cantiga, um clarear.
Um privilégio, um sacrilégio, um rasgo.
Um incêndio,um bombeiro, um contemplar.
Um bisbilhoteiro de encontros amorosos.
Um sorrateiro fustigar, um corpo morto.
Um navio negreiro e uma escrava branca.
Uma prisão em uma ilha e uma escotilha.
Uma chuva de granizo e um só improviso.
Um gigante noturno e sua presa ignóbil.
Uma partida imprevista e sua desolação.
Uma regra à risca, sem nenhuma exceção.
Teresa Azevedo
Procuro-me
A indelével tragédia do ser em ser

Ao ponto em que alcancei as rédeas da desordem
levo-me lentamente em um segundo ao caos
por via de me perder gratuitamente no lodo
nascido do ego das minhas próprias iniquidades
Todo marcado por causas invisíveis
pois não ver, permite não sentir
a essência do afetar inversamente
sobre a égide mesquinha, pomposa de ser
No estalado ouvinte ensurdeço
ao passar das botas sobre as faces
e quando a origem o sangue derrama
tingindo pra frente o coturno
Insesato caminhar, que nos leva a crer
nessa divindade e certeza de supremacia
que se faz um todo, mas alma vazia
humano é o passado do que se segue
Há um norte estremecido entre os escombros
carregado de carinho e permissão
mas se ruma, indelével ao posfácio
da derrocada da carne perante a própria carne
Não se esquiva a humanidade
do torpor que a espreita
pois tomada da desfeita
desafia a própria condição de ser
Caminhamos portanto na rua amalgamados
E pra trás a lembrança boa de fim de tarde
sem medo, terror ou maldade
alegria em momentos eternizados
As vozes que se repetem soam agora baixinho
não se volta mais ao respirar
aponta meu nariz pra um não lugar
do desenredo calcado descaminho
(André Café)
Consulta Médica
Ah, doutor! Preste bem atenção no que eu tenho a lhe falar. Não tenha pressa em prescrever-me nenhum remédio, Ouça primeiro todas as minhas angústias e anseios. Coloque seus ouvidos à minha disposição por alguns instantes. Mas, por favor, olhe nos meus olhos.
Não atenda ao telefone enquanto estivermos conversando,
Não deixe que enfermeiras entrem para nos incomodar.
Preciso muito de alguém que me escute de verdade.
Sinto-me cansada, carrego o peso do mundo nas costas.
Não vejo graça na vida, pois sei onde tudo vai dar.
Perdi as forças para lutar, a vontade de sorrir, de trabalhar.
Trabalhar para que? O que o futuro me reserva?
Não tenho direito a nada, apenas deveres.
A vida tornou-se uma rotina sem graça e aterrorizante.
Os bandidos estão por toda parte, espionando...
Esperam apenas um vacilo para atacar.
Querem levar o fruto do meu trabalho,
Querem levar minha dignidade,
Querem levar minha paz... Ou será que já levaram?
Ah, doutor!
Será que há cura para mim?
Será que ainda posso crer no ser humano?
Tudo está fora de ordem... De quem é a culpa?
Existem culpados?
Sinto-me impotente, fragilizada e cansada. Muita cansada.
Se eu pudesse, não veria mais gente.
Cresce um grande ódio dentro de mim,
Quando sei que sou “obrigada” a votar.
Votar para que? Votar em quem?
Não sei quem são os piores...
Os bandidos que nos assaltam à mão armada
Ou os bandidos que vivem por aí às nossas custas,
Fingindo trabalhar, criando leis absurdas,
Morando em mansões e palacetes,
Com filhos nas melhores escolas do país,
Quiçá nas melhores universidades internacionais.
“Tudo às nossas custas”.
Ah, doutor!
Por que psicopatas matam crianças e jovens inocentes,
Enquanto os piores bandidos andam soltos por aí,
Usando ternos caríssimos, pagos com o nosso dinheiro?
Ah, doutor!
Está tudo fora de ordem.
Sinto uma mágoa profunda pela impotência que me é imposta.
Penso que para a minha dor não há remédio, mas...
Antes que eu cometa uma loucura,
Vim aqui para pedir-lhe ajuda,
Preciso urgentemente me curar.
Minha dor é tão grande que não consigo mais suportar.
Será que o doutor pode prescrever-me um remédio para dor na alma?
Sandra Lamego
www.sandralamego.com
Oração do Poeta
Oh, meu Pai…
Vem agora, precisa me consolar
Todas as lágrimas que tinha
Vi no chão um oceano se tornar
No peito bate um coração ferido
Trilhando por tantos caminhos perdidos
A chuva beija o meu rosto triste
E me faz perguntar:
Até onde você resiste?
A voz que se cala no frio da tarde
O que era um homem, agora é apenas metade
O vento forte e gélido a me abraçar
Sou um rio à procura de onde desaguar
O que farás por mim, Senhor?
Apressa-te em me estender sua forte mão
Aliviar a minha vida desta grande dor
E fazer repousar em paz o meu pobre coração…
quarta-feira, 13 de julho de 2011
CONCLUSÃO

Eu já vivi revoltas mil
Andei por pontes mal traçadas
Caminhei por entre duras pedras
Sorri quando deveria chorar
Privação!
Desisti várias vidas
Lutei tantas conquistas
Perdi grandes amores
Sonhei tantos outros
Alienação!
Me entreguei ao destino
Me enganei absorta à razão
Fraquejei ao confiar o coração
Me levantei desnuda à tudo
Revelação!
Ergui-me como Fenix
Não me entrego mais à sorte
Busco meu próprio caminho
Entre espinhos? Não importo
Pretenção!
Vôo rumo ao horizonte
Olhar firme sem distração
Sei o que quero e que posso
Chegar ao seu coração
Realização!
Neidinha NascimentoQuero distância de mim
Não quero mais essas lágrimas de sangue
Não suporto estar lado a lado, de lado
A convivência comigo já sucumbiu
Ao desesperador limite de não suportar
Não quero mais estar impregnado a mim
Não aceito mais o que digo ou o que penso
Sou oposto ao que me contradigo
Sou torto ao que me vejo correto
Desapegue-se de mim carne vil e operante
Tu sim que me acaba a vida
Nos teus sulcos de vontades
de devaneios, e imperfeições propositais
Não há mais como estar acorrentado
A existência pitoresca e degradante
Longe de mim, preciso me distar
daquilo que vejo turvo no espelho
desespero, sufoco, contradição
afogo-me em busca de ar
derrotado por próprias mãos
o pulso ... inativo
(André Café)
terça-feira, 12 de julho de 2011
BEM VINDOS POETAS: ANDRÉ, EVANIL E OLEGÁRIO!!!
Desmétrica
De onde vem louca métrica
que surge assim de repente
num instante faz presente
verocidade elétrica
E firma pacto inquebrável
palavras ligadas contado
se urge do grito calado
a força faz inseparável
poeta que ri nessa hora
fingindo não ver, mas que chora
por texto desmetrificado
a pompa porém reluzente
bate no orgulho latente
poema já vem requentado
Os versos bem dismilinguidos
apanham forçados em fila
com a poesia tranquila
enquanto apertados doídos
Expulsem a parede versal
invertam a lógica dura
que muitos na vida amargura
é livre dum expresso mental
mas eis despercebidamente
como livre? se fez carente
desta maravilhosa expressão
então poeta se contradiz
e em mesma hora volta feliz
servindo-se do verso prisão
André Café
Evanil Armelin-* Capivari-SP 04/06/1954 Evanil estudou contabilidade na Escola Tec. Com. Capivari, fez Adm.de Empresas incompleto pela Fac.Adm.de Capivari, fez Cursos de especialização em 09/85 de “Direito Tributário para Procuradores Municipais pelo “Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal – na Cidade Universitária – Sp. Em 09/93 – VII Congresso Brasileiro de Direito Tributário pelo “IDEPE – Instituto Internacional de Direito Público e Empresarial - 08/90 – Seminário Sobre tributos Municipais, pela Associação Brasileira dos Secretários de Finanças – das Capitais – ABRASF e, Instituto Internacional de Direito Publico Empresarial (IDEPE) pela Faculdade de Direito da USP (Largo de São Francisco – São Paulo – Sp Entre outros.Carta literária: Festivais de poesias municipal de Capivari; muitas publicações de poemas e crônicas nos jornais (semanário) da cidade de Capivari, tais como jornal ”O Correio de Capivari (semanário) “Tribuna Regional” todos da cidade de Capivari.
Frases feitas, ideias confusas.
Muito legal as frases para se dizer
Principalmente quando as cores se misturam.
Deve ser bom se o preto no branco acontecer
novas cores, suaves quando se costuram.
Não maldigas se na boemia das madrugadas
um canto triste ecoa cheio de paixão.
-Se o morcego se esconde na caverna gelada
é para não ver o dia e magoar sua visão.
O rouxinol quando canta na aurora
Não tem endereço certo a dirigir
Canta o nascer do dia naquela hora
Não canta para o dia possuir.
Canto que ecoa triste pela campina
Trazendo alegria em tom de paixão
É por isso este canto que contamina
Todos os que ouviram aquela canção!
Não se pode ter distancia tão perto
São metáforas invalidas numa paixão.
Não se pode aceitar o errado como certo
Ficando distante mas perto do coração
-Conde.
Evanil Armelin
Olegário Venceslau da Silva-* Chã Preta-AL 04/04/ 1986 Olegário estudou na Escola Estadual Cel. Pedro Teixeira, onde cursou o primário.Concluiu o curso ginasial na Antiga Escola Cenecista Professora Amélia Vasconcelos e iniciou o ensino Médio na Escola Izidro Teixeira de Vasconcelos. Trabalhou como redator de um jornal local, denominado Portal Informativo. Foi Auxiliar do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi conselheiro municipal de Saúde.Aos 17 anos escreveu seu primeiro poema: Cor da Mortalha, em homenagem ao grande poeta ultra- romântico: Álvares de Azevedo, com quem aprendeu a amar a poesia. Em 2008 participou de Concurso Nacional de Poesia e Literatura, tendo alguns de seus poemas expostos, na Sala Nobre do Palácio Gustavo Capanema,no Rio de Janeiro. Em 20 de Dezembro de 2010, foi admitido como Sócio da Academia Brasileira de Poesia – Casa de Raul de Leoni em Petrópolis,também Rio de Janeiro, sendo o 1º. Alagoano a ingressar na mais alta instituição intelectual poética do país. Atualmente é Acadêmico de Direito, da Faculdade de Cidade de Maceió (FACIMA) e Escritor.
(Todo Teu)
Para que a tua glória não feneça
E teu nome,perene ecoe
Dos teus filhos nenhum se esqueça,
O passado de luta que foi.
Das esplendorosas damas de outrora
Majestosa por entres as demais
Galgaste os píncaros da glória
Exaltada para sempre serás.
Jubilosa,Alagoas te carrega
Nos braços com ânsia imortal
Igual mãe,que ao filho não renega
Desta terra,sois orgulho e fanal.
Plantada aos pés desta serra
Feito cruz,ao peregrino guiar
Teus dias augusto se esmera
Em rara beleza singular.
Chã- Preta ,dos montes a princesa
Filha amada de uma terra dadivosa
Dentre todas és com certeza
Orgulho de tua mãe , Viçosa.
Olegário Venceslau da Silva
* POETAS RECEBAM O CARINHO DE TODOS NÓS QUE FAZEMOS O PORTAL DO POETA BRASILEIRO.
ALINE ROMARIZ



