terça-feira, 16 de outubro de 2012
Lapincel
Lapincel
Por segurança, quando poetrava
o poeta torce
a barra de ferro onde se gravava
em código morse
o seu próprio inferno
estando de posse
do seu lapincel
Dija Darkdija
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Professor
Passaram especiais mentes que o mundo acolheu,
Preciosidades que cintilam sem parar .
Peça-chave (desvalorizada) da grandeza de um país .
Mardilê Friedrich Fabre
Imagem: Google
Respeite os direitos autorais.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Chegou a hora...
Estou rompendo com o passado
Não por haver algo errado,
Ou por querer ir embora...
É que acho que é chegada a hora
De virar a página
Como se fosse uma mágica,
Só pra poder enxergar
O mundo do lado de lá...
Ilza Nascimento
Curitiba, 12 de outubro de 2012
Perdi você...
Não sei quando, nem como,
Nem onde e nem porque...
Quando é que se percebe que a hora chegou?
A hora de um adeus , que embora libertador
Pode ser igualmente devastador...
Há tempos sinto medo de perguntar...
Talvez por não querer ouvir
O que o coração não para de gritar:
Perdi você, e contra isso, já não há o que fazer,
Nem há como lutar...
Ilza Nascimento
Curitiba, 11 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Cidade Maravilhosa
O vento sussurra delicadamente.
As folhas bailam sob o luar prateado.
Casais apaixonados se beijam com ternura,
enquanto a paz vela o sono da cidade.
Nem parece o Rio de Janeiro!
- Cidade marcada pela violência –
Cidade Maravilhosa,
capital do estado homônimo.
Uma metrópole de rara beleza.
Patrimônio Cultural da Humanidade.
Gosto da noite carioca,
dos bares de Copacabana,
da alegria contagiante
de um povo bonito, bronzeado...
Ah! Como eu queria que a paz reinasse,
nas praias, nos morros,
nos bairros nobres, na periferia...
Que a maldade comprasse uma passagem
- só de ida –
para um lugar onde não houvesse vida.
Que os homens se unissem em nome da paz.
- não para saírem bonitos nas fotos –
mas para comungarem o amor universal.
Se é para fumar
- que seja o cachimbo da paz -
Se é para cheirar
- que seja o ar puro da madrugada -
Se é para injetar
- que seja a esperança –
Que as drogas sejam trocadas por abraços,
que as balas sejam trocadas por balões coloridos,
para enfeitar o céu da cidade
e alegrar os corações aflitos.
Que o vento continue sussurrando,
que as folhas continuem bailando,
que os casais continuem se beijando,
a qualquer hora, em qualquer lugar,
sem o medo de a paz nunca mais voltar.
As folhas bailam sob o luar prateado.
Casais apaixonados se beijam com ternura,
enquanto a paz vela o sono da cidade.
Nem parece o Rio de Janeiro!
- Cidade marcada pela violência –
Cidade Maravilhosa,
capital do estado homônimo.
Uma metrópole de rara beleza.
Patrimônio Cultural da Humanidade.
Gosto da noite carioca,
dos bares de Copacabana,
da alegria contagiante
de um povo bonito, bronzeado...
Ah! Como eu queria que a paz reinasse,
nas praias, nos morros,
nos bairros nobres, na periferia...
Que a maldade comprasse uma passagem
- só de ida –
para um lugar onde não houvesse vida.
Que os homens se unissem em nome da paz.
- não para saírem bonitos nas fotos –
mas para comungarem o amor universal.
Se é para fumar
- que seja o cachimbo da paz -
Se é para cheirar
- que seja o ar puro da madrugada -
Se é para injetar
- que seja a esperança –
Que as drogas sejam trocadas por abraços,
que as balas sejam trocadas por balões coloridos,
para enfeitar o céu da cidade
e alegrar os corações aflitos.
Que o vento continue sussurrando,
que as folhas continuem bailando,
que os casais continuem se beijando,
a qualquer hora, em qualquer lugar,
sem o medo de a paz nunca mais voltar.
Sandra Lamego
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Ophelia, a orquídea de Antonia.
Nunca escrevi um texto a pedido de alguém, sempre há uma primeira
vez!
Coitada das duas, da Antonia e da Ophelia, a Antonia que pensa que é
a dona da Ophelia e da Ophelia que vive presa num vaso dentro de um
apartamento, nunca experimentou a liberdade de estar na natureza, é
cria de cativeiro... Na floricultura pelo menos tinha a companhia das
outras orquideas sem donos e sem nomes. Coitado mesmo sou eu, que
nunca leu Sheakspear e nem sabe da história da Ophelia, e mais
coitado ainda se Caeiro me visse falar isso de uma planta. Meu Deus!
Falar que uma planta é uma coitada. Eu não sei nada a respeito da
morte dele, mas se foi enterrado está se revirando no túmulo!
Coitado do Caeiro se pudesse ler esta bobagem que escrevo...
Eu estou aqui, olhando para uma foto da Ophelia florida, tentando
imaginar o que ela sente ou pensa. Ela não sente ou pensa é nada.
Ela é que é feliz! Não tem cérebro, essa porcaria que só me enche
a cabeça...
É...
Viva a Ophelia que não tem cérebro, que não sabe que exite mas
existe, que não sabe que é orquídea e sabe florir, que não fala
e nem escreve. Se é feliz? Provavelmente não, plantas não lêem e
nem escrevem dicionários pra definir, não criam conceitos de
nada, só fazem o que interessa : existir. Mas se sentisse alguma coisa com certeza seria felicidade, por
deixar a Antonia de bem, feliz por cuidar de uma planta pela primeira
vez na vida e eu feliz em descobrir que sou um idiota tentando fazer
de conta que é uma planta pra sentir e escrever como uma delas...
É Ophelia, você sabe florir, alegrar, perfumar... e eu... só te
olhar numa foto porque a Antonia pediu uma historinha...
domingo, 7 de outubro de 2012
Sarau da CENAPEC em parceria com o Portal do Poeta Brasileiro de outubro
Ontem tivemos um delicioso e descontraído Sarau da CENAPEC em parceria com o Portal do Poeta Brasileiro na Estação Guanabara/PREAC/UNICAMP, que está localizado atrás da UNIMED Campinas. Na oportunidade além de ouvirmos lindas e emocionantes poesias, apresentações musicais, pudemos regalar nossos olhos com as belas e alegres telas da poeta, contista e artista plástica Dalva Saudo, uma das homenageadas da tarde. Dalva também lançou seu primeiro livro "Fragmentos de uma vida colorida" e ao final dançou um samba com o também poeta Roby Salgado. O poeta e escritor Fábio Renato Villela, outro dos homenageados com treze livros publicados, ganhador de muitos prêmios e militante plenamente ativo da mais genuína poesia nos concedeu o prazer de sua presença.
Otávio José Leonardi, Presidente da CENAPEC entregou o certificado para a homenageada e Aline Romariz, Presidente do Portal do Poeta Brasileiro entregou o certificado para o homenageado a Fábio Renato Villela.
A singela homenagem que lhes prestamos é merecida e mínima diante do maravilhoso trabalho de ambos.
Reitero aqui meu convite a todos a comprarem seu livro "Fragmentos de uma vida colorida" que está completo em poesia e realidade de uma mulher inteira, o que podem fazer através do link abaixo:
http://www.agbook.com.br/books/search?utf8=%E2%9C%93&what=Dalva+Saudo&sort=&commit=BUSCA
Eu li cada linha e amei!
Do mesmo modo convido a todos a conhecerem o rico trabalho de Fábio Renato Villela, que não poupa tempo em pesquisas e conhecimento para preparar seus livros. Suas poesias retratam um homem sonhador e romântico. Já seu livro "Sobrevivendo com o câncer" é um desnudar de um ser diante de uma situação de tamanha gravidade apavorante como um câncer. Sua luta desde 1999, quando a doença foi diagnosticada até hoje ele é um exemplo de superação e coragem. Para conhecer e adquirir sua obra entre nos links:
http://fabiorenatovillelaescritor.blogspot.com.br/
http://fabiorenatovillela.blogspot.com.br/
Beijo enorme a todos e minha gratidão a todos que estiveram conosco nesse dia memorável.
Aproveito para desde já convidar a todos para nosso próximo Sarau que acontecerá no dia 1º/12/2012, 15 h, na Estação Guanabara, Campinas. Não percam. Teremos muitas surpresas e confraternização.
sábado, 29 de setembro de 2012
AMEI TEU BEIJO
AMEI TEU BEIJO...
Marcial Salaverry
Este beijo gostoso,
que recebi prazeroso,
foi no coração depositado,
tal o carinho com que foi enviado.
Foi um beijo de total amizade,
que deu muita felicidade...
Foi um beijo de simpatia,
como uma promessa do que viria...
Foi um beijo de amor,
que me trouxe ao coração mais calor...
Foi um beijo muito bem recebido,
e que agora é retribuído...
Podes com carinho guardá-lo,
ou então depositá-lo
bem dentro de teu coração,
guardando assim, toda minha emoção,
apenas com a condição,
Marcial Salaverry
Este beijo gostoso,
que recebi prazeroso,
foi no coração depositado,
tal o carinho com que foi enviado.
Foi um beijo de total amizade,
que deu muita felicidade...
Foi um beijo de simpatia,
como uma promessa do que viria...
Foi um beijo de amor,
que me trouxe ao coração mais calor...
Foi um beijo muito bem recebido,
e que agora é retribuído...
Podes com carinho guardá-lo,
ou então depositá-lo
bem dentro de teu coração,
guardando assim, toda minha emoção,
apenas com a condição,
de conservar para sempre
toda a felicidade
de nossa linda amizade...
Marcial Salaverry
Marcial Salaverry
ABRAÇO DE AMORZADE
UM ABRAÇO DE AMORZADE
Marcial Salaverry
Um sincero abraço de amorzade,
é para todos uma vital necessidade...
Um abraço dado com emoção,
aquece a mais frio coração...
Um abraço dado com sinceridade,
transmitindo um quê de felicidade,
quando se está vivendo um amor...
O amor é uma oportunidade
que a alma dá ao nosso cérebro
para sentir uma emoção de verdade...
Assim o triste cérebro,
deixa de agir apenas pela lógica,
e passa a saber o que é uma emoção...
Marcial Salaverry
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terça-feira, 25 de setembro de 2012
O corvo do abismo
Esta noite
deparei-me novamente
Com a
fronteira, com o abismo.
O lugar
onde perambulam fadas
E garotas
pálidas de aparência fantasmagórica.
Não havia
maritacas barulhentas,
Aquelas
que nunca se calam..
Mas uma
ave dita de mau agouro assentou-se próximo
E em
silêncio me olhou como se fizesse um convite
'Um
sobrevoo por sobre o abismo?'
Seus olhos
proferiam palavras mudas,
Ecoavam em
meu interior.
Um
sentimento de negação,
Do saber
que não deveria, conteve-me
Num
instante se formou nítida a imagem
A ave
negra finalmente me encarou e disse :
'A ti não
houve Lenora
E hoje
aprecias a aurora
Levanta-te
logo cedo
Em preces
que te abafam o medo
Não te
houve Lenora
Porém
sentiste e choraste a partida
Buscando
inutilmente a calma
Tentaste a
cura lambendo a própria ferida
Mas a
saliva não lava a alma
Não te
estendo as mãos porque não tenho
Não te
ofereço uma asa pois ambas me são necessárias
Aproxima-te
então e pula comigo
Abandona
tudo e encara o abismo
Mas
te lembres que não tens asas
E que não
voltarás para casa
E tampouco
verás aquela que para ti
Foi como
Lenora
Não terás
mais a dor da lembrança
O
sentimento de vazio da desesperança
Conceda-me
esta última dança
Mas
lembra-te: logo após, nada mais, nunca mais.'
E a ave prostrou-se diante do abismo
Virou-se
para trás e fitou-me brevemente
Sem
insistir, emudeceu e alçou voo sozinha
Virei-me
para os lados
Percebi
que não mais havia ali
Fadas ou
garotas pálidas
Quando me
voltei para ver o corvo
Não havia
ali nem corvo ou abismo
Apenas um
horizonte árido e um fio d'água
Acompanhados
de um gralhar constante em meus ouvidos:
'Nunca
mais!
Nunca
mais!'
Sinceridade Total
bbc.co.uk
Para onde olho, o que vejo,
É desencontro.
Ou pior, indícios de confronto.
Tenho a impressão que a maioria
Saiu, completamente, do original texto.
Atravessam, barbaramente, a melodia.
Atrapalham-se com seus sentimentos.
Aprovam uns, escondem outros.
Criam estranhas personagens,
Que se encaixam em nenhuma paisagem...
Desconhecem o respeito.
Mais ainda o que carregam no peito.
Então passam a mentir, a fingir,
Para tentar interagir...
Passam por cima, umas das outras,
Com suas personalidades rotas!
Manipulam à exaustão,
Tentando reeditar a escravidão.
O domínio
Exerce um mórbido fascínio.
Uma distorção
Desta sofrida, sofrível, ilusão.
Acho bastante engraçado a fome
Com que este mesmo homem,
Defende a vida.
Há uma obsessão em estar vivo,
Que não faz o menor sentido.
Pelo menos, não da forma como a vida,
Vem sendo vivida...
...Praticamente, perdida!
Existir tem que passar pela dignidade.
Implica em exercitar amplamente a afetividade.
Adoro tecnologia, mas se esta não se voltar,
Não passar a favorecer à Mãe Terra,
Não passar a se orientar pelas Serras,
Não haverá ciência, capaz de nos resgatar.
Palavra de quem esteve bastante envolvido
Em ambos os lados.
É com o peito comovido, que lhes afirmo:
Fico com o encantado.
Por falar em comoção:
http://www.youtube.com/watch?v=wAmtLN4PlLU&feature=g-vrec
iplay.com.br
A MUDA LINGUAGEM DO AMOR
A linguagem do amor,
é simples e sentimental
e na comunicação sem voz,
surge o completo entendimento,
com apenas um olhar.
Com o olhar, se faz entender
aos desejos do coração,
que não necessita de voz
para a completa compreensão.
Nos comunicamos...
através das diversas mímicas.
Os enamorados se entendem
e sem dúvidas, se compreendem...
pelo próprio instinto,
as pessoas se entendem,
por ser o amor assunto lindo,
com sentimentos profundos,
que surge do coração...
Autor: Antonio Cícero da Silva(Águia)
é simples e sentimental
e na comunicação sem voz,
surge o completo entendimento,
com apenas um olhar.
Com o olhar, se faz entender
aos desejos do coração,
que não necessita de voz
para a completa compreensão.
Nos comunicamos...
através das diversas mímicas.
Os enamorados se entendem
e sem dúvidas, se compreendem...
pelo próprio instinto,
as pessoas se entendem,
por ser o amor assunto lindo,
com sentimentos profundos,
que surge do coração...
Autor: Antonio Cícero da Silva(Águia)
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Poesia: poetrix
No rumo da noite
Some a poesia
na ponta da estrela .
jorram
Mardilê Friedrich Fabre
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
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