segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Maternidade

Por Rosana Nóbrega...
     (foto do google: imagens - desconheço a autoria)

Corpos excitados se amam, formam união
Homem e mulher em perfeita conjunção
Produzem e semeiam nova vida
Para em nove meses nascer, quem sabe, uma senhorita

Mas, o nascimento é apenas o final
De um período que tem seu encanto
Não se pode deixar passar em branco
Sem que se relate a sensação maternal

De um dia para o outro o organismo começa a mudar
Sensações diferentes, enjôos e mal estar
Azia, zonzeiras podem até aparecer
Mas temporários esses sintomas tendem a ser

Uma sementinha precisa se desenvolver
E as energias, do corpo da mãe, quer absorver
A estrutura do embrião lentamente vai se formar
E logo, logo, em feto vai se transformar

Futuros papai e mamãe ficam na ansiedade
Para um nome para a menina escolher
Afinal, tem que ser um nome com identidade
Para a senhorita ostentar pela eternidade

Viviane, Fernanda, Vanessa ou Mariana
Rosangela, Aparecida, Nair ou Rosana
Natália, Bruna, Valéria ou Juliana
Rosinei, Vitória, Rosilene ou Tatiana.

A cada consulta, uma nova esperança
De tentar antever aquele novo Ser
No ventre materno, o bebê se movimenta
perfeição divina, com quem ela deverá parecer?

A decoração do quarto já vai se formando
Tons de rosa, lilás e amarelo, que encanto!
Os móveis, de cor suave tonalizam
E com bichinhos, cestinhas e lacinhos finalizam

A mãe, nos meses finais fica na maior disposição
Quer o enxoval logo completar
Pois o bebê pode nascer e ele tem que estar
Nas malas para ao hospital poder levar

Faltam poucos dias para a menina vir a conhecer
As noites de sonos já não são tão tranqüilas
Vira-se muito na cama, não tem posição adequada
Mas isso não tem importância, a futura mãe está preparada

De repente acorda assustada, com uma dor diferente
Levanta-se para tentar entender o que sente
Dá-se conta, finalmente, que o bebê quer nascer
Escolheu aquela hora, quer sua mãe conhecer

Preparo para o parto e muitas conversas
Conseguem a futura mãe acalmar
Sabe que está em boas mãos, faz uma prece
Deus me ajude para que tudo possa se acertar

Respire cachorrinho, faça força minha senhora!
Diz constantemente uma mulher de branco
Sua filha está nascendo, está na hora!
O médico incentiva, calmo, todo brando.

Um choro, ao longo se pode ouvir
Deus, obrigada, a mãe diz, fui abençoada
Viu sua menina, pôde sentir
Quando ao seu colo, de bruços foi colocada.

Perfeita, morena, com cabelos pretos espetados
Sujinha de sebo e sangue, toda enrugada
A mãe sorri feito boba, dizendo meio atordoada
Minha filha querida, enfim, fomos apresentadas.

Ao seu peito a menina foi colocada
Para dar início a ação de amamentar
Leite mesmo ainda não tem, só colostro pode dar
Mas com persistência, logo o leite materno irá chegar

A família toda na ansiedade
Junto ao berçário a esperar
Venha logo, menina encantada
Que muito bem queremos recepcionar

As reações são as mais variadas
Das pessoas no primeiro contato
Nossa, que bebê com cara de joelho
Se continuar assim, nem vai se olhar no espelho

A avó, logicamente, tem reação totalmente oposta
Fica encantada, boba, toda prosa
Que criança mais fofa, linda, é uma menina.
É minha descendente direta, Ser divina.

O pai, atordoado, assuntos administrativos tem a cuidar
Temos que decidir e escolher, qual nome iremos dar
Pois nossa menina, não pode de forma alguma
Ser chamada de bebê, que não tem expressão nenhuma

O período no hospital é meio lúdico
Enfermeiros e parentes bastante prestativos
Cuidam do bebê, trocam fraldas, dão banho
Tratam da mãe, paparicam, trocam os curativos

A mãe não tem com o que se preocupar
Comida, suco e frutas estão sempre a trazer
Só tem a responsabilidade de dar
Seu leite materno e carinho a sua filha oferecer.

Chega o dia do médico assinar a alta
Em breve, em casa poderá chegar
Apresentar à criança bendita
Sua nova família, seu novo lar

A rotina da casa fica toda alterada
Fraldas sujas, visita constante, choro insistente
Toda atenção ao bebê é redobrada
E o dia-a-dia torna-se especial e diferente

Ser mãe, sempre foi o grande sonho da sua vida
Prioritário em relação a outra coisa qualquer
Destaque profissional era objetivo irrelevante
Diante da mágia e benção de ser plenamente mulher.

Por ter vivido várias fases na sua vida
Essa mãe é plenamente feliz de verdade
Ela não tem e nem quer negar
Que sua maior realização foi a maternidade.
Homenagem às mulheres abençoadas pela maternidade. Ao escrever esta poesia, pensei no nascimento de minha amada primogênita, Vanessa, que hoje já está matriculada na faculdade de enfermagem e é meu grande orgulho. Rosana Nóbrega

domingo, 21 de novembro de 2010

Debutante no Amor



O papel, a pena... Uma pausa.
Uma linha um verso... Um pensamento.
O passado se faz presente, são momentos.
Os olhos se fecham, imagens nascem.

No jardim de perfumadas flores...
Os pingos de orvalho brilham,
Abandonados nas macias pétalas.
Das serenas flores desabrochadas!

As pétalas que acariciam o chão...
Formam uma delicada alfombra.
Que espera sob a lantejoula do luar...
Teus passos, que por elas venhas caminhar.

Transcendendo-me aos mistérios da alma.
Debutante na magia do inesquecível amor!
No sereno jardim em meio às perfumadas flores...
Anseio no sonho de menino... Ser teu eterno amante!


Baroneto.

CANÇÕES INFANTIS

CANÇÕES INFANTIS

As canções infantis,
quando bem compostas,
tocam nos coraçãozinhos
e nos sentimentos das crianças...
inclusive, tocam nas almas dos
adultos também.
As canções infantis ,
são compostas por letras
e notas, voltadas para
determinadas faixas etárias
de idades,
mas que na realidade,
servem para todas as pessoas,
já que cada um, possui o seu
próprio lado infantil.
Seja por acompanhementos
a criança ou mesmo por
curiosidade, o adulto também,
passa a se identificar,
com as canções infantis...

Antonio Cícero da Silva(Águia)

sábado, 20 de novembro de 2010

NOSSAS MÃOS










Vem cá, me dá tua mão

Deixa eu ver as linhas traçadas

Quero olhar com atenção

Preciso encontrar nessas estradas

Onde nossas histórias se cruzarão


HELENA BUARQUE

A Saudade é Morena

Por onde andas pequena morena!
Meus olhos anseiam por te ver.
Enquanto coração palpita mais forte...
Pensamentos maltratam o meu ser.

Minha alma fervilha em esperança,
Quando passeio pelo nosso jardim.
Hoje já são pétalas abertas ao sol...
A rosa que plantei quando te conheci.

Entoadas pelo sussurro dos ventos,
Esperando ser regadas por tua doçura...
Bailam flores em frenéticas fantasias,
Ao serem tocadas por tuas delicadas mãos!

Acomoda-se no peito tinhosa saudade...
Causando-me calafrios de lembranças.
Plantarei mais uma bela rosa vermelha,
Enquanto espero o regresso desta morena.

Sei que você vai estar na brisa da alvorada,
No brilho das estrelas ou encanto da lua...
Mas tudo isso não importa, pois o que importa...
É o teu regresso no orvalho das minhas...

Serenas... Madrugadas!


Baroneto
persistência da memória-salvador dali
O SIMPLES FIM DO FIM DE UNS

UM PÉ
DOIS PEDEM
TRÊS DESPEDEM
DA PRECE INERTE.

UM SÓ
DOIS SÓIS
TRÊS TERÇÓIS
OUTROS VERSÕES DO ORIGINAL

UM MONTA
DOIS MONTES
TRÊS DESMONTAM DO CAVALETE DA VIDA
OUTROS SE DESMANCHAM...

A NAU DO BARDO ESTÉRIL

Forcejo e reforcejo
Com recalcitrante veemência
O parto de um mero poema:

A minha verve, ao contrário,
Quer se manter inerte,
Em coma, inacessível á pena
Deste poeta-náufrago!

Penso em solfejar
Hinos que esquartejem
A opressão, a amorosa decepção e o flagelo:
Mas, pelo oceano da mente, me navega a nau do deserto.

O pensamento meu --- afinal de contas ---
Hoje não deseja degustar o sol da poesia:
Anseia, a bem da verdade, ser o mor cemitério das ventanias!

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

O PASSEIO

O PASSEIO

NÉ O FOTÓGRAFO BELMONTENSE (Em homenagem ao primeiro Fotógrafo estabelecido , em São José do Belmonte/PE)

NÉ O FOTÓGRAFO BELMONTENSE (Em homenagem ao primeiro Fotógrafo estabelecido , em São José do Belmonte/PE)

A POESIA É VIDA BRILHANTE

Foto por: Antonio Cícero da Silva(Águia)
LICEU DE ARTES E OFÍCIOS - Recife/PE/Brasil

A POESIA É VIDA BRILHANTE

A vida é gostosa poesia
É linda por natureza
Sem ela eu não existiria
Sou símbolo de beleza.

A poesia é linda vida
Com sussurros e gratidão
Não é nenhuma ilha
É do mundo o coração.

A poesia é vida
Ela fala e aparece
É pura maravilha
E jamais envelhece.

A poesia se renova
Em todos os tempos
É sempre mais formosa
Preenche ânimos e contentos.

Poesia é vida brilhante
Que transmite os sentimentos
Fala hoje e desde antes
É realmente ótimo alento.

Antonio Cícero da Silva(Águia) 


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dia da consciência.

                         Dia da consciência.

“Stamos em pleno mar” das desigualdades sociais,
Afundando no veleiro antigo da discriminação...
Chicoteando com os olhos os de costumes tribais
Indiferentes à fome, ao humano, aos desta nação.

“Stamos em pleno mar” de conflito ideológico,
Presos à mesma corrente do orgulho e preconceito,
Distraímos no mar do ego, do ciúme e meu direito,
Sem notar deveres, a fome, a sede, d’outro, é lógico.

“Stamos em pleno mar” loucos no tempo, sem tempo,
Atravessamos o dia, a avenida, só a alma d’outrem não.
Descuidamos do homem porque pensamos em aumento
As crianças não terão futuro na nossa nação, nem coração.

Quando um corpo cai assustamos, só por um instante.
Esquecemos, temos que ir buscar e esmagar o porvir...
Escravizamos nosso ser, o ter, o viver, o modo elegante.
Pisamos, estupramos, abusamos da vida sem sentir.

“Stamos em pleno mar” das cotas, das notas, das mortas...
Crianças pelo crack, sem rumo, sem sina, sem nada.
Jogamos a âncora no dinheiro, no crédito, no cartão,
Na loteria, na correria, na fantasia, na depressão.

Do negro vemos pigmentação, do índio nem a cultura,
Do branco só a pele, do oriental piada tradicional,
Do pobre a ignorância. Do rico achamos que o ter é a cura...
Por que mínimas diversidades, preconceitos criaram esse mal?

“E disse Deus façamos o homem à nossa imagem”
Se formos assim, então Deus é um ser todo colorido. 
Com sentimento, paixões, ilusões, vontades e amigos.
É dia de termos uma consciência que somos humanos.

Consciência que somos humanos... Humanos!
Iguais a ele, a nós, a vós, a eu, a tu, a todos.
Consciência negra, branca, indígena e das etnias.

                                  Daniel Rosa.

Sem Você!!!


Eu Sem Você Sou:
Sou Gaúcho Sem Bombacha;
Sou Alcoólatra Sem Cachaça;
Sou Churrasco Sem Brasa;
Sou Beija-Flor Sem Asa;
Sou João-De-Barro Sem Casa;
Sou Beijo Sem Sabor;
Sou Sexo Sem Amor;
Sou Poesia Sem Inspiração;
Sou Morto Sem Caixão;
Sou Panela Sem Comida;
Sou Carro Sem Avenida;
Sou Carnaval Sem Fantasia;
Sou Mercado Sem Freguesia;
Sou Abelha Sem Flor;
Sou Frio Sem Cobertor;
Sou Mundo Sem Cor;
Sou Céu Sem Estrelas;
Sou Lua Sem Céu;
Sou Mar Sem Água;
Sou Abraço Com Mágoa;
Sou Simplesmente:
Eu Sem Você E
Você Sem Mim:
Uma Vida De Tristeza
Sem Fim!!!  


Pequena Poetisa -Vana Fraga

A lição

                                          A lição

Um dia eu aprendi que escrever era bom
Brinquei de escrever
E nessa brincadeira nasceu um  livro.

Um dia brotou a inspiração em mim
Aprendi que poetar era bom
Brinquei de fazer poesias.

Um dia eu ouvi histórias
Aprendi que contar  era bom
Brinquei de escrever e contá-las.

Um dia aprendi a  ter meu  valor
Sem se importar de ser valorizada
Brinquei de ser importante e sou.

 Um dia aprendi  com a vida
 Que a maioria acha mais barato
 Consumir  creme para beleza efêmera
 Do que consumir  conhecimentos perene.

Aprendi que  escritores principiantes,
Somos  “formiguinhas”
Atropeladas por” elefantes da literatura”
Brincamos de corrida maluca.

 Aprendi que tudo que nos rodeiam
 Desde o bom até o ruim, é um aprendizado,
 É um imenso “quadro negro escrito”,
 Onde somos cadernos rascunhados,
Apagados, reescritos, uma constante lição.
.

 Dora Duarte

Frases ditas e pensamentos reflexivos

E disse;

"Morrerei no dia em que o país inteirinho estiver feliz"
Morre Chico após 10hs da conquista do Brasil pela copa do mundo.
O povo Brasileiro estava feliz!
Chico Xavier;

E disse;

"O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida"
 Cora Coralina

E disse;

Os ombros suportam o mundo
E o coração está seco.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
provam apenas que a vida prossegue
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
Chegou um tempo que a vida é uma ordem
Carlos Drummond de Andrade



Minhas palavras (Calufrey)

Em verdade o que nos pertencem de fato é a certeza que um dia iremos deixa esse mundo de muitos verdes e rios de sangue;
De muitos sorrisos amarelos e olhares estranhos dos homens que não se conformam em viver por viver;
E o contraste do Céu azul infinito lembra me de que a esse mundo pertencemos ainda hoje...

Luiz Carlos Freitas
Calufrey

Eu também sou cliente


Imagem Google

Um homem cortês, o sonho de um freguês,
De antigamente, hoje cliente,
Que espera boas vindas, atendimentos imediatos,
Que pouco temos ainda,
Ao entrar-mos em cada prédio.
Mostrando vontade,
Damos toda atenção ao cliente
Que é gente como a gente
Com algo especial e mais...
Pensando assim conquistaremos muito mais
Com rapidez atendemos outra vez,
O cliente ou freguês
Prestando orientação
Ele ficará com gratidão
Termos técnicos nem todos os clientes entendem
Fale com o cliente sem imposição
E o mesmo lhe estenderá a mão
Chame o seu chefe caso o cliente seja imperioso
Mas não vai medir esforços para dar-lhe total atenção
Atitudes negativas,
Atrasa suas vidas
Mesmo não sendo agradável
O cliente gosta da verdade
E errar é humano e não tem idade
Mas preste atenção
O que se passa pode ser uma reclamação
E então...
Como cartão de visita
Você é o que esta a vista
De um império,
Sorria porque com seu sorriso fará
O seu cliente sorrir
E confiança você lhe passará  



Luiz Carlos Freitas
Calufrey
23/03/2010

Um trabalho realizado no curso de OUT (ADM) em Março de 2010 resultou-se nesse trabalho elogiado por muitos professores e coordenadores presente, alem da montagem de uma empresa desde a fundação até o momento da inauguração em slide.




Um mundo sobre o papel


Imagem Google















Em um simples pedaço de papel
Desenho mais do que um mundo
Um mundo colorido, desenho!
Todos sorrindo naquele pedaço de papel
Em instante me pego mentindo                                      
Sobre á mesa uma luminária rara
Presencia minha alma muda
Meu silêncio mais ainda
Dentro do meu profundo
Nada passou de um instante
Retomo o desenho com todo empenho
Reponho o verde sem desdenho
Aqui no meu mundo não tenho
Faço filtrar toda água do oceano
Vejo o verdadeiro azul do céu
Refletindo-se sobre as águas
Não inicialmente tenho espanto
Há ponta do lápis desenha a palavra
Delirando
E eu não ligo
Sonho com esse abrigo
Animais marinhos em ninhos limpinhos
Aves humanas podem inalar o puro ar
Frutos caírem do pé maduro
Caule com defesa, mais seguro.
Lápis mostra o mundo sobre o papel
Aqui o mundo é cruel.



Luiz Carlos Freitas
Calufrey
 
Um mundo sobre papel

Sem História