domingo, 19 de junho de 2011

Besteirada.

Dá licença seu moço...

Di eu dá um dedo di proza

Aqui deste cantinho di mundo

Onde a jacutinga e o sabiá

Já num mais fais ninho nem canta

Pro meu povo si alegra.

Dá licença seu moço se aqui...

Agora vou declara, pra essa gente...

Qui aqui neste arraia, donde a onça...

Gata braba gosta di gente asustá

Ta tudo mudado, ta tudo errado!

Pai qui não tolera filho, filho que...

Num sabi a mãe tolerá, irmãos si

Infretando, e muita gente esperta

Deste rebu se aproveitando...

Invezis eu penso que o Pai du Céu..

Ta deixando a coisa fica feia só pra vê

Se esse mundão toma jeito antes da coiseira

Toda fica di veis muito preta, onde pode fica

Nas unhas do tar capeta!

É triste ver qui tudo o qui era bonito

Vai si perdendo nestas besteiras

Di gente querendo ser esperta

E não passam di boca aberta

Ta perdendo tudo sem apercebe!

Só rezo pro divino das arturas...

Pedindo paciência e muita clemência

Pois do jeito que as coisas tá...

Só ele pode arranja...

Si ainda dé tempo é mio si ajuelhá

E a arma a Deus ofertá.

Deus nos guarde, Deus nos ajude...

Desta gentarada toda safada...

Cheia di quero quero...Mas no fundo...

Num passa de um punhado de abestados.

Baroneto

2 comentários:

  1. Parabéns, Baroneto! Texto jocoso em palavras, e profundo em mensagem! Um grande abraço!

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