quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Todo

Talvez algum
"Diazepan"
apresse a manhã
e eu escape
dos demônios
que povoam
minha insônia.

Por que segui reto?
Por que fiquei quieto?
Tolo vão obstinado.
Herói desusado.

Agora eu sei
que no breu da noite,
nem todos os
caminhos se cruzam.

A vida foi curta
para os meus desejos
e sempre faltaram
os ensejos.
A Mantiqueira
viu-me nascer,
mas a pretendida
Passágarda perdeu-se
em incertos passos
e dela só restou,
Mestre Bandeira,
esse pouco de
poeira.

Herdeiros de Montezuma,
choramos o ouro perdido
e o sonho proibido.
Disforme "Abapuru",
em colorido brasileiro.
triste herdeiro...
A Lua com conhaque
do Poeta mineiro
revelará algumas
amantes.
E contará das
histéricas Bacantes
que copulam
na cama de antes.

Qual gaivota
anunciará
a chegada da
"terra e orgasmo
à vista"?

Tudo, o Câncer me
corrói.
Mas ainda penso
em ti;
e na utopia que
vivi.

Referências às poéticas de Carlos Drumonnd de Andrade e Manuel Bandeira.

3 comentários:

  1. Belo poema, mas escapou-me os créditos autorais

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  2. creio que o correto seja "ABAPORU"

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  3. ou foi de propósito mesmo?

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