O TREM DA ESPERANÇA
Amélia Luz – Pirapetinga/MG
AFL – Academia Ferroviária de Letras – Rio de Janeiro/RJ.
Ouço o apito alvissareiro trazendo novidades!
Na pequena estação perdida no verde
Reúnem-se as pessoas à espera do trem...
Corri até o último vagão sorrindo apressado,
era a minha moça menina, minha namorada,
que me apertava contra os seus seios macios.
Acariciando as nossas recordações
faço bater forte o coração que não se rendeu
e que teima em permanecer
sempre sonhador...
Entrelaçamos agora as nossas mãos rugosas,
ainda sou aquele moço trabalhador ferroviário
que ajudou a fazer a história entre o ontem e o hoje
com bilhetes, trilhos, bitolas, apitos e fumaça!
Estou no estribo, no sacolejar do vapor,
viajo destemido segurando os balaústres
saltando em movimento, aventura costumeira e arriscada!
Sou o motorneiro que conduzo com segurança
na habilidade das manobras maliciosas e precisas...
Guardei no baú o meu velho guarda-pó,
uma fuligem cai-me nos olhos que em lágrimas
continuam olhando os trilhos esquecidos no tempo...
A bilheteria está aberta e o Agente ainda espera...
Esquecer? Impossível! Impossível!

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