terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nós quatro...





Quando a realidade nos atinge
 Somos uma o complemento da outra...
 Marca a ferida, suas filhas, João...
  E nós quatro estaremos juntas...
  Seremos o colo que nos faltou tão cedo,
 a mão em tempo de afagos, corpos a espera de abraços...
E no seio que se rasga
nosso peito estraçalhado,
 Roga a Deus proteção!!


 Aline Romariz

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um Colírio (Por favor)

Matemática numa hora dessas?
Não desejo somas nem multiplicações.

Não quero pensar em nada,
Quero dar asas ao meu pensamento
e chegar num lugar macio e bonito.

Não quero saber da baixa cotação do dólar;
a brava crise não abala meus nervos,
europas não enxergam meus euros.

Quero o amor a cavalgar nuvens e astros
bem aqui na palma da minha mão.

Quero poderes e palavras
a valsar no compasso
da minha sinfonia.

Garçon, traga o colírio.

A cachaça evapora dos lábios,
a fumaça dos cigarros,
esconde meus olhos.

Há fuga na exatidão das horas,
medidas imprecisas não sabem
dos versos que choras.

Cavalos ao Vento

Autor: Vinícius Nóbrega - 13 anos

Imagem do Google (autoria desconhecida)

Cavalos ao vento,
correndo sem direção,
lindos e velozes,
tendo como líder o alazão.

Campinas verdejantes,
folhas e flores a cair.
Crinas esvoaçantes
dos cavalos a prosseguir.

Primazia

Por Rosana Nóbrega

Foto do Google_Imagens (autoria desconhecida)


Vou aferir minha vida,
Precisar com qualidade,
Vivência de cada dia,
Dignidade de primaz.
 
Detalhamento minucioso, 
Sensações latentes.
Vida como a vejo.
 
Bramir, pretendo.
Demonstrar que posso
Rumar com meus limites.
Ourela da minha vida.

Filosoficamente Falando!!!

domingo, 28 de novembro de 2010

Espelho D'alma



Espelho d’alma
Que fazes retrato de mim
Revelas meu intimo...
Exalta meu ser

Adorna minha áurea...
De ternura e paixão.
No orvalho da madrugada.

Transcendo-me o real...
Silencio a embriagar-me
Suspiro sonhos de menino

Busco no perfume das flores
A essência do beijo do colibri
Para depositar nos teus lábios.
Todo o meu infinito amor por ti.

Baroneto

UM ABRAÇO COLETIVO!!!





´Meu abraço poético,coração com coração,para cada um de vocês que me confia ,diariamente, a doce missão de propagá-los.
 Aline Romariz

POBRE DE MIM por Aline Romariz

TARDES DE AMOR

Foram as melhores das tardes
as tardes de amor,
que foram por nós já vividas...
que por tanto nos amarmos,
nem vimos o tempo passar...
e entre beijos e abraços,
fomos aos mais quentes dos
amassos...
fomos feitos um para o outro,
já que nos entendemos
e partilhamos de tudo.
Para nós não há segredos
somos um do outro,
muito conhecidos...
nos conhecemos numa linda tarde
de sol brilhante e aconchegante.
E o nosso amor floresceu,
como o mais forte e brilhante .

Antonio Cícero da Silva(Águia)

MOMENTO LITERÁRIO: MULHER FORMOSA

MOMENTO LITERÁRIO: MULHER FORMOSA: "CAPA de Coletânea, da qual sinto-me honrado, em participar... MULHER FORMOSA Ela é abundantemente vaidosaGosta de muito se cuidarA cada dia ..."

sábado, 27 de novembro de 2010

Sombras Amargas



Em meio aos sombrios delírios da loucura.
Um minuto de lucidez, se faz em meu espírito.
Agarro-me a ele como um insano demente...
Para te dizer o quanto te venero, o quanto te amo.

Neste instante de paz que consola minha alma.
Desejo lembrar-me de você, linda sorridente.
A voz que acalma o fogo ardente, dentro de mim.
Este fogo que me transcende da realidade á fantasia.

Estou carente, por onde andas? Sangra este coração.
Tu foste o perfume rosa dos meus insanos sonhos
Que em uma colorida coreografia, vinha sereno depositar.
Na pétala de minha alma, o doce orvalho, ansioso, o beijo.

Ébrios sonhos de incontrolável paixão,
A áurea de tua imagem se reflete em arco-íris...
Mágico de vivas cores, que nem Michelangelo...
Em sua dádiva artística conseguiu retratar.

Amo-te de uma forma tão cristalina,
Que dentro do meu ser o teu nome...
É o grito que acalma as chamas ardentes,
E afasta as sombras escuras desta loucura.

Ah! Tardia paixão que me envolveu,
Bebi do cálice amargo deste amor proibido!
Sofro no silencio a dor, de te ver partir...
Pergunto a Deus até quando vou resistir!


Baroneto

**MEU ETERNO PAR**








Cumprimenta-me com o olhar.

Fecho os olhos, ponho-me a sonhar...

Convida-me para dançar.

Dou-lhe as mãos,

comanda os passos,

envolve-me no seu compasso.

Puxa-me então num abraço,

aproveito assim o enlaço,

desse abraço não me desfaço.

Voa agora o pensamento...

Não há medo, nem tormento,

só amor nesse momento.

A melodia toca ao fundo,

o salão está em festa.

Então, beija-me a testa

e começamos a bailar.

Estou feliz!

Encontrei um belo par!

Levanta-me no ar

descendo-me bem devagar

sem mais querer parar.

Respirações ofegantes

passos leves, elegantes

somos, agora, dois viajantes

numa dança eletrizante.

Não quero acordar...

Você será,

na vida e na dança,

meu eterno par.

Sandra Lamego

Sonhos...


Visito teus sonhos recorrentes
E não há nada como sonhar,
Meu sorriso freqüente,
Faz-te imaginar,
Meu toque no teu toque
Na pele a se esfregar
Não acorde,
Receba-me em teus sonhos
Deixa-me terminar...
Sinta o peso do meu corpo
Meu cheiro,
Minha pele quente a te queimar.
Pegue fogo , incendeia-te,
Permita-te sonhar.


Pois, o sonho de um gozo,
É o gozo de sonhar...
(@by Adilson S. Silva)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

MetamorfoseS

...às vezes guardo iradas palavras
na alta temperatura das cores.

- M e t a m o r f o s e S -

são formigas, são abelhas.
São bombas atômicas
no esquálido corpo do diabo.

ás vezes desenho fogueiras
no pálido corpo dos homens.

desmaio na escuridão do asfalto
e volto à vida, com pétalas de flores,
assassinadas depois do outono.

...às vezes guardo dentro das águas,
poemas e palavras vestidas de sonhos.

A cor do amor


A cor do amor

De que cor é este amor?
Amor que chega de mansinho,
Vem sutil e sorrateiro me envolvendo devagar...

Qual a cor é esse amor?
Amor de palavras lindas, de flores, de bombons,
Quer me cativar pouquinho a pouquinho...

Mas me diga então, de que cor é esse amor?
Celular toca, sua voz faz meu coração disparar,
Suas palavras são doces e dizem tudo o que eu quero ouvir.

E então qual é então a cor desse amor?
Mensagens me mimam me abraçam a distância,
Mas na saída do serviço vem me abraçar e me beijar...

Nossa! Essa cor de amor qual é?
São jantares, passeios de mãos dadas,
Somos nós no campo, na praia, na cidade...

Ulula! Diga que cor de amor é esta aí?
São dois corpos abençoados e unidos por Deus,
Corpos que se alongam corpos que se envolem...

Corpos que enlouquecem que se aquecem,
E nem se esfriam, nem se envelhecem,
Que se desejam muito, que se precisam tanto...

Corpos que transcendem o dia-a-dia,
Não importa a distância que estão um do outro,
Eles têm a cor, a cor do amor.

Teresa Azevedo
www.teresaazevedo.prosaeverso.net
www.transtornobipolar-relatoscontnuos.blogspot.com
Foto Roberto Mercury

Caçador de ideias.

Caçador de ideias.        

OH! Filho da luz, das manhãs, do berçário...
Por que estás tão perdido neste teu mundo?
Petrificado diante da biblioteca infinita...
Procurando ideias... Formas... Destinos.
Saiba que cada prateleira em si não se limita.

Cada livro, um universo a ser vasculhado...
Cada página, parágrafos profundos...
Janelas nas entrelinhas, um olhar no passado...
Um vislumbre, pressentimento do futuro
Uma batalha acirrada de dois mundos.

OH! Filho da luz, das manhas, leitor das ideias...
Fotógrafo do tempo em páginas abstratas...
Solitário na biblioteca da vida que há em cada um.
Saiba que cada prateleira em nós não se limita.
Somos ilhas presas ao Continente dos outros, de um.

OH! Filho, não se perca na bibliotec’umana...
Saia da ilha pela ponte-amor.
Os melhores livros são os já lidos.
Os melhores amores são os já vividos.

                           De: Daniel Rosa. 2010.

PARABÉNS VAQUEANO!!!




Pausa de aniversário!

Hoje vim aos 57!
Mais calejado e caborteiro
Sem render a tirania duns
Patrões destas estâncias.

Parei um pouco da labuta;
Revisando a minha tropeada;
Abri o livro da minha vida;
E fui buscar lá no passado.

Meus recuerdos de criança;
Do meu pingo de taquara,
Da minha boiada de osso
Das correrias capa espada.

No meu gauderiar andejo;
Neste solo onde nasci.
Aos anos que se passaram
Varias plagas percorri,

Não sou assim nato campeiro;
Minha querência é a cidade;
Meu pingo já vem encilhado;
Acelero- a – dor com minhas esporas.

A vida a mim não teve impasse,
Com alegria, destreza e sabedoria;
Amo a prenda companheira;
E os resultados deste enlace.

Nossa prole esta crescendo;
Consagrando uma corrente
De amizade e de respeito.
Orgulho o meu peito sente!

“Vaqueano”
Glauco D’Elia Branco
24/11/2010.

Felicidade Não Tem Fim, Tristeza Sim!!!

O Galo Canta
Sapo Espanta,
A Vaca Muge
O Tempo Urge,
O Gato Mia
Corre A Cotia,
O Dia Nasce
E Se Apetece,
Tu Que Te Apresse!!!

Lenha No Fogo
Café Pro Povo,
Broa Quentinha
Boa Mão Minha,
Com Amor Faço
Atando O Laço,
A Vida Segue
Não A Carregue
A Ela Apegue!!!

Todos Sonhando
Eu Aproveitando;
As Borboletas
Já A Bordar,
O Colibri Sorri
“Ha Néctar Aqui.”
A Noite Despede
O Dia Chega, Tal A
Leveza, Que Beleza!!!

Cachorro Late
Cai Um Abacate,
Carteiro Chama
Leite Derrama,
Carta Pra Mim? Sim!!!
De Um Querubim,
Numa Pétala Discreta
Escrita Em Marfim,
Vana, Felicidade Não Tem Fim...

Pequena Poetisa – Vana Fraga
~~*~~ Bonjourd Vous!!! ~~*~~

Aquele para quem me dou e de quem sou


Amor que chega ao fim

Queria poder chorar mais esse amor que chega ao fim.
Queria não ter que sufocar esta dor de sonho destruído.
Na verdade queria continuar vivendo a fantasia desejosa de que ela pudesse ser real como a sinto.
Para mim ela é completa e inteira como a minha entrega vã e precipitada.
Mas o que posso mais uma vez é ver findar a esperança de um novo dia.

Isto escrevi há algum tempo, hoje experimento a delícia do novo de novo
E mais uma vez sonho, mais uma vez fantasio.
Mais uma vez realizo, mais uma vez me entrego.
Porque o poeta é assim, respira o amor.
Não sabe viver dosando a paixão, se estilhaça à ela.
Sem couraça, sem coberta, sem proteção.
O bom de ser poeta é viver a intensidade.
É correr as corridas, sem medo de encontrar os precipícios.
E, se os encontra, por eles cai, mas como mágica se levanta e voa.
Porque poeta é fênix, ressurgi das cinzas.
Então, mais uma vez estou inteira para ser sua.
Mas minha? Pergunta você. E antes de quem você era?
Também sua, eu digo e sabe por quê?
Porque você é único, é simplesmente o ser amado.
Aquele para quem me dou e de quem sou.
Sempre e sempre...

Teresa Azevedo
www.teresaazevedo.prosaeverso.net
www.transtornobipolar-relatoscontnuos.blogspot.com
krika3@gmail.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O CONTRASTE DO MAR

      MAR,MARAVILHOSO MAR
MAR MISTERIOSO MAR
MINHA MENTE MEDITA MIRANDO MAR
MOSTRA MARAVILHAS MAR,...
MARULHAS, MAREIAM MOLHAM
MULHERES MADALENAS, MARIAS,
MARINAS... MÁRIOS, MARUJOS MORAM..
MAR MONSTRUOSO MAR, MULTANTE,
MAR MATA, MAROTO, MAR MORTO,
MAR MUSICADO, MURMURANTE.
MAR MEDONHO, MAR MOVE MEDO.
MAR MIRA MONTANHA, MIRAGEM,
MAR MUSGOSO, MARISCADO,
MAR MOVEDIÇO, MAR MÍSTICO,
MANDA-ME MAIS MENSAGENS.

  DORA DUARTE


É tempo de não bastar


É tempo de não bastar.
O excelente tornou-se vil.
E o vil banal.
A essência perdeu seu lugar para o exterior.
Os sentimentos puros deram lugar a palavras semanticamente inapropriadas.
Amor deixou de ter seu peso, para ser apenas uma expressão corriqueira.
Vivemos o tempo do imediatismo.
Em busca tão falada excelência tudo necessita ser melhor e melhor.
Hoje para se ter qualidade, precisamos de certificação.
Para se ter validade, precisamos de datas de vencimento.
E um bom produto só subsiste se tiver muitos conservantes.
E o ser humano não existe por si só, precisa de belas embalagens.
É o exagero das propostas promíscuas.
A escassez das ofertas sinceras, singelas.
O não ao amor e o sim a paixão.
Não ao perene e sim ao pontual.
O caos dos relacionamentos duradouros, o sim aos instantâneos, internéticos.
Uma carência predominante, abominável se estende nas redes.
Nas casas, em nosso interior.
E freneticamente prosseguimos vivendo o hoje tecnológico.
Hoje das bioplastias, lipoaspirações, do corpo perfeito.
Das almas perdidas.
Como tolos caminhamos insolentes...

Teresa Azevedo
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*** PRA VOCÊ***



Pra você eu dou meus versos
E o doce mel do amar,
A neve branca do céu, o ébano do meu olhar
A pureza de um menino e o meu desejo de amar.

Pra você eu dou a vida,
Dou a minha mão amiga na alegria e na dor;
Serei seu pão e guarida à sua garoa,
Amiga pra refrescar o calor.

Pra você eu dou a cor, dou o vento e a quimera,
Dou a luz e a primavera, dou meus braços no luar,
Dou minha boca matreira,
Pra teus beijos repousar.





* Essa Poesia faz parte do livro Antologia Poética Nacional,
No qual fui selecionado com duas poesias,
*GUIA* e *PRA VOCÊ*

Para Um Novo Dia!!!

FRAGMENTOS

FRAGMENTOS

Ladrão de Ilusões



Ladrão da tardia ilusão!

Há algum tempo joguei a poeira atrás de um amor.
Amor que me foi caro, mas de vadio acabou.
Não fez flor, não deu fruto, só à decepção prestou.
Tinha ele ficado perdido no tempo e espaço da mente.

Mas ontem mexendo na agenda vi seu telefone perdido.
Lembrei-me dos velhos tempos em que não era bandido.
Aquele que roubou minha tardia ilusão.
Hoje ando tão dura em pedra, tão pé no chão.

Pergunto-me porque se perdeu no tempo?
Tão estranho em nada mais sedendo?
Como pode ser assim de brincadeira?
Um ator dramático por plena bobeira?

Estranho lembrar e já não sentir raiva.
Passada a saraiva, a bonança e depois o nada.
Mas ontem, voltou à lembrança não o homem.
Voltou o sonho de finalmente ter e deixar-se perder.

Logo ontem, quando por outras razões.
Mais uma coisa deixei. Decidi:
Hei de deixar mais uma forma de mim.
Sim, preciso mudar sem indagações.

Chega de sofrer pela dor do não querer.
Dor do envelhecer, dor do desejo quente, ardente.
Que já não encontra guarida. Oh vida!
A cada dia serei mais plástica, elástica.

Neste ponto não mais gente. Incoerente.
Chega de buscar o que já não existe.
Querer alcançar o que só me faz tão triste.
Peço a Deus que me capacite e me limite.

Teresa Azevedo

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Poeticamente

Descansa teus olhos,
O teu buscar,
Poeticamente
Enamorados...
Demora-te nas coisas...
No abraço e no abraçar,
No beijo e no beijar...
Poeticamente ...

Poeticamente habita
Sonhos e o sonhar
Tudo o que excita
E faz desejar...
A escrita,
A vida,
A paixão,
O versar...


E os meus olhos
continuam  a olhar-te
poeticamente
(@By Adilson S. Silva)

RETRATO



Minha palavra se perdeu
no mar do silêncio...
Tudo que fui escondeu-se
no fundo de meus medos...
Não encontrei meu caminho
Não confiei meus segredos
Não desvendei meus mistérios
As feridas - meu legado,
O meu corpo – vilipendiado
Só angústias... Impropérios!



PARABÉNS POETA FÁBIO RAMOS!!!!



No dia 20/11/2010  tomou posse na "ACADEMIA DE LETRAS e ARTES  DE BOITUVA – SP  (ABLA)"e recebeu  o Título de "CHANCELER DAS ARTES", nosso querido Confrade, Fábio Ramos.
 Fábio é  Poeta ,30 anos, natural da Serra Catarinense,  LAGES,criado no Vale do Itajai, norte de SC, em RIO DOS CEDROS ,e, reside atualmente em CHAPECÓ, no oeste do estado.
 Ao distinto Poeta, nossos votos de muito sucesso em sua nova empreitada.
 Aline Romariz
( Portal do Poeta Brasileiro)



SONHOS




Quando minha voz ecoa sem
destino sinto o solene fogo da
paixão que arde a alma e cambaleia
errante no universo da tua amplidão.

Quando tua voz matuta e querente
traz-me desejos avassaladores
a esperança em mim descortina
um universo colorido em flores.

Quando o vergel da aurora desperta
vejo teu rosto em vício a brotar,
sinto o olor das tuas promessas
que em noites insones vem me visitar.

Para Todos Com Gratidão, e Muito Amor No Coração!!!



Aquele Não Tem Jesus,
Foge Da Luz, E
Tem Medo Da Cruz!!!

Aquele Que Tem Fé,
Se Cair, Logo Fica De Pé,
Agradece Tudo Que Vier!!!

Aquele Fracassado,
Sempre Se Faz De Coitado,
A Espera De Ser Ajudado!!!

Aquele Que Tem Deus,
Faz Certos Os Atos Seus,
Não Teme Os Filisteus!!!

Aquele Que Só Lamenta,
A Vida Jamais Enfrenta,
Sempre Entrega As Ferramentas!!!

Aquele Que Faz Caridade,
Tem De Deus A Amizade,
E Um Bom Lugar Na Eternidade!!!

Aquele Coitado,
Precisa Ser Lembrado,
Nós, Já Nascemos Iluminados!!!

Aquele Que Cuida Do Irmão,
Jesus Olha Com Gratidão,
A Sempre Lhe Estende As Mãos!!!

Aquele Que Se Acha Sábio,
Precisa Mesmo Aprender,
Humildade é O Primeiro Passo Do Saber!!!

Pequena Poetisa – Vana Fraga


Aceita-me tão somente "eu"


Aceita-me tão somente "eu"

Quem sou eu senão mais um ser vibrante e intenso,
Em alguns momentos sou tão denso que me basto,
Em outros, sou um vazio flutuante, um espasmo agonizante.
Um queixume de tamanha estridência, eloquência de dor.

Sou uma pedra em seu sapato, mesmo sem querer.
Uma metade de alguém, que se conecta e se une a mim,
Uma conexão perfeitamente acoplada ou que nada,
Um dia sim, em outros não, Por ser você também mutante.

A calma e a tranqüilidade, a sinfonia mansa.
A sensação de paz, de amor de pura dança.

Quem sou eu senão apenas um ser humano,
Falho e perfeito, santo e pecador,
Preso e livre, tão relativo eu sou.

Mas, o que importa como sou, se sou seu?
O que importa o quanto fujo, se sempre me acha?

Aceita-me tão somente "EU"...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

SÓ TEMPESTADES

Hoje é para mim
É um dia triste
Não temos sol
Só nuvens que
Anunciam
Tempestades

O viver está
Magoado com a vida
Tinham combinado
Diferente, que
A felicidade
Algumas vezes
Mesmo que de repente
Se entregaria
Para toda gente

Mentira e falsidade
Só poucos se avistaram
Com esta tal felicidade
Para outros só tempestades.

ALICE LUCONI NASSIF

FRAGMENTOS

Amor Divino


De Rosana Nóbrega



Quanta surpresa e encanto,
Ao receber a notícia do nascimento
De um filho desejado e querido,
Que abençoado por Deus,
Nasce com formação perfeita,
E ao seio materno é bem vindo.


Olhos inchados, cabelos pretos,
Choro grave, movimentos agitados,
Amor imediato e incondicional,
Da mãe pelo rebento recém-chegado,
Que não se aguenta de felicidade,
Pela chegada do menino adorado.


Um anjo já havia previsto,
A chegada desse Ser divino,
Com um nome de personalidade,
Forte, decidido e persistente,
Que não esmorece muito fácil
De suas decisões e opiniões.


A cada dia um novo encanto,
Uma nova descoberta,
Sentimentos contraditórios,
Fortes, ligados, infinitos,
Dedicação extrema e carinhosa,
Apego, carinho, ternura.


É uma mistura de sentimentos,
União entre Seres de sexo diferente,
Mãe, filho, amor divino.
Parece existir super proteção,
Mas é apenas zelo na atenção,
Carinho e cuidado com o menino.
 _______________________________

Homenagem ao meu filho Vinícius

Foto do Google_imagens -  desconheço a autoria.

FRAGMENTOS

FRAGMENTOS

LATENTES DESEJOS




Perco-me no aroma
Do teu corpo insaciável,
Nas mordidas faladas
Aos pés do ouvido,
No tatear dos meus sonhos
molhados; nas
Tuas mãos noturnas
A fantasiar meus
Diurnos dias.
Perco-me no tecer da tua boca
Nua, a escorregar sem
Siso rumo ao pecado,
Perco-me na dor da espera
que desespera, que corre rumo
Ao desejo infinito,
Perco-me no rasgo da minha
Voz pálida, que jaz de sede
na porta da tua foz.


***

Seja o amor sempre em mim...

Olho para traz e me recordo sim de lutas, mas o que guardo é o amor. Esse sentimento completo que colore e irriga a vida.
Lembro-me de um choro de criança quando me tiraram-me um brinquedo, mas guardo o aconchego do abraço maternal que veio ao meu encontro e a me consolar com beijos meigos.
Lembro-me da surra de meu pai quando fiz alguma arte, mas guardo no peito aquele homem forte que sempre foi meu herói querendo que educar.
Lembro-me das brigas com uma colega de ginásio, mas guardo no peito nosso abraço gostoso de reconciliação.
Lembro-me de ter visto meu primeiro namorado indo embora, mas guardo no peito a pureza e intensidade do primeiro amor.
Lembro-me do meu pé em bolhas pelo sapato alto, mas guardo no peito o prazer de deixar de ser menina e desfilar de mulher.
Lembro do desespero para vencer o vestibular, mas da alegria de entrar para a Faculdade.
Lembro-me da correria e dificuldade para se casar, mas guardo n o peito aquele dia inesquecível e mágico em minha vida.
Lembro-me das dores de parto no nascimentos dos meus três filhos, mas guardo no coração que bate muito agitado aqueles momentos ímpares e mais esplêndidos da minha vida.
Lembro-me com saudade de alguns sonhos que tive que deixar de lado por anos, mas guardo no peito a força e o desejo de ainda realizá-los.
Lembro-me que passei por dor de amor, sofri, chorei dias a fio, mas lembro-me a cada dia que meu amor está em mim e não na dor, pronto sempre, sem mágoas ou rancores, só com fé.
Esse amor que colore e irriga a vida!

Teresa Azevedo

FALANDO DA LIBERDADE

João Felipe, Por: Antonio Cícero da Silva(Águia)

FALANDO DA LIBERDADE

A liberdade é assundo mirabolante,
por termos condições de locomoções,
para onde pretendermos.
Possuir liberdade é ser livre...
livre, para as múltiplas escolhas.
É possuir o livre arbítrio,
é galgar a tranquilidade.
Todos nós nascemos libertos,
com oportunidades de praticarmos
o que é bom...
a liberdade é vôo livro, é o paraíso
do poder.
Se eu tenho liberdade, posso expandir-me...

Antonio Cícero da Silva(Águia)



A POESIA E O POETA

Foto da estátua do escritor e poeta Manuel Bandeira, defronte a Assembléia Legislativa, na Rua da Aurora, Recife/PE.
Por: Antonio Cícero da Silva(Águia)


A POESIA E O POETA

A poesia e o poeta
São companheiros inseparáveis
Que andam ombro a ombro
E são sempre estáveis.

A popesia é sábia criação
É a expressão e idéia do poeta
Que fala do que imagina e ver
E assim ela se manifesta.

A poesia é criação que encanta
Que fala para todo o mundo
Dos demais diversos assuntos
Com sentimentos profundos.

A poesia e o poeta
Fazem parte do mesmo universo
Formam uma única engrenagem
Que jamais ficam dispersos.

Antonio Cícero da Silva(Águia)



Palavras vazias ...

Palavras vazias
Linguagem do silêncio
Poesia e seu fim.
Versos nas palavras,
Significado escondido,
O poeta ora diz não,
Ora diz sim...

Em cada verso
Canta um amor
Sem ter tido
Fantasia,
Toda a poesia,
Devaneios
Sem sentido...
O poeta é assim...
(©by Adilson S. Silva)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SOU MAR





Hoje o dia se fez chuva

Eu me fiz água e dividi-me em pingos, que foram lançados ao solo

No chão juntei meus fragmentos e tornei-me água novamente

Serpenteei até um rio que levou-me direto ao mar


HELENA BUARQUE

FRAGMENTOS

FRAGMENTOS

Desses olhos

    
  Tens os olhos do brilho da lua,
  Quando clareia as águas do rio
  Onde  esconde medos e segredos,
  Encanto das lendas noturnas,.
  Olhos de bicho feroz,
  Olhar de onça pintada
.Olhar fulminante, misterioso,
 Olhar hipnotizador.
 Sou presa  indefesa,
     Das tuas garras que me amarras...
 Fugir desse olhar enigmático?
 Não dar, nem de desviar...
 Desses olhos cor de mel
Olhar cristalino,
Luz dos olhos meus.

   (Dora Duarte) 

** MISÉRIA**



Imagem em pedra e sabão retratando a Miséria da seca.
Obra do Escultor Senadorense Vamirez Argemiro Gonçalves


**TROVAS**

Sou obra da ignorância, sou aliada
Ao sofrer sou rosto encarquilhado
Sou um sombrio viver, sou voz que
Grita calada aos ouvidos do poder.

Minha Vida




Um dia nasci.
E cresci.
Um dia briguei.
E só reclamei.
Não tenho do que reclamar,
pois com poesias estou a me expressar.
Quero sempre continuar,
pois poesias vou sempre amar.
Minha mãe me inspirou.
Sempre me elogiou.
Nunca mais vou abandonar,
pois sempre vão me inspirar.
E por que me envergonhar,
se a poesia eu vou rimar?
E quero sempre terminar,
para novamente recomeçar.

Vinícius Nóbrega - 13 anos

Maternidade

Por Rosana Nóbrega...
     (foto do google: imagens - desconheço a autoria)

Corpos excitados se amam, formam união
Homem e mulher em perfeita conjunção
Produzem e semeiam nova vida
Para em nove meses nascer, quem sabe, uma senhorita

Mas, o nascimento é apenas o final
De um período que tem seu encanto
Não se pode deixar passar em branco
Sem que se relate a sensação maternal

De um dia para o outro o organismo começa a mudar
Sensações diferentes, enjôos e mal estar
Azia, zonzeiras podem até aparecer
Mas temporários esses sintomas tendem a ser

Uma sementinha precisa se desenvolver
E as energias, do corpo da mãe, quer absorver
A estrutura do embrião lentamente vai se formar
E logo, logo, em feto vai se transformar

Futuros papai e mamãe ficam na ansiedade
Para um nome para a menina escolher
Afinal, tem que ser um nome com identidade
Para a senhorita ostentar pela eternidade

Viviane, Fernanda, Vanessa ou Mariana
Rosangela, Aparecida, Nair ou Rosana
Natália, Bruna, Valéria ou Juliana
Rosinei, Vitória, Rosilene ou Tatiana.

A cada consulta, uma nova esperança
De tentar antever aquele novo Ser
No ventre materno, o bebê se movimenta
perfeição divina, com quem ela deverá parecer?

A decoração do quarto já vai se formando
Tons de rosa, lilás e amarelo, que encanto!
Os móveis, de cor suave tonalizam
E com bichinhos, cestinhas e lacinhos finalizam

A mãe, nos meses finais fica na maior disposição
Quer o enxoval logo completar
Pois o bebê pode nascer e ele tem que estar
Nas malas para ao hospital poder levar

Faltam poucos dias para a menina vir a conhecer
As noites de sonos já não são tão tranqüilas
Vira-se muito na cama, não tem posição adequada
Mas isso não tem importância, a futura mãe está preparada

De repente acorda assustada, com uma dor diferente
Levanta-se para tentar entender o que sente
Dá-se conta, finalmente, que o bebê quer nascer
Escolheu aquela hora, quer sua mãe conhecer

Preparo para o parto e muitas conversas
Conseguem a futura mãe acalmar
Sabe que está em boas mãos, faz uma prece
Deus me ajude para que tudo possa se acertar

Respire cachorrinho, faça força minha senhora!
Diz constantemente uma mulher de branco
Sua filha está nascendo, está na hora!
O médico incentiva, calmo, todo brando.

Um choro, ao longo se pode ouvir
Deus, obrigada, a mãe diz, fui abençoada
Viu sua menina, pôde sentir
Quando ao seu colo, de bruços foi colocada.

Perfeita, morena, com cabelos pretos espetados
Sujinha de sebo e sangue, toda enrugada
A mãe sorri feito boba, dizendo meio atordoada
Minha filha querida, enfim, fomos apresentadas.

Ao seu peito a menina foi colocada
Para dar início a ação de amamentar
Leite mesmo ainda não tem, só colostro pode dar
Mas com persistência, logo o leite materno irá chegar

A família toda na ansiedade
Junto ao berçário a esperar
Venha logo, menina encantada
Que muito bem queremos recepcionar

As reações são as mais variadas
Das pessoas no primeiro contato
Nossa, que bebê com cara de joelho
Se continuar assim, nem vai se olhar no espelho

A avó, logicamente, tem reação totalmente oposta
Fica encantada, boba, toda prosa
Que criança mais fofa, linda, é uma menina.
É minha descendente direta, Ser divina.

O pai, atordoado, assuntos administrativos tem a cuidar
Temos que decidir e escolher, qual nome iremos dar
Pois nossa menina, não pode de forma alguma
Ser chamada de bebê, que não tem expressão nenhuma

O período no hospital é meio lúdico
Enfermeiros e parentes bastante prestativos
Cuidam do bebê, trocam fraldas, dão banho
Tratam da mãe, paparicam, trocam os curativos

A mãe não tem com o que se preocupar
Comida, suco e frutas estão sempre a trazer
Só tem a responsabilidade de dar
Seu leite materno e carinho a sua filha oferecer.

Chega o dia do médico assinar a alta
Em breve, em casa poderá chegar
Apresentar à criança bendita
Sua nova família, seu novo lar

A rotina da casa fica toda alterada
Fraldas sujas, visita constante, choro insistente
Toda atenção ao bebê é redobrada
E o dia-a-dia torna-se especial e diferente

Ser mãe, sempre foi o grande sonho da sua vida
Prioritário em relação a outra coisa qualquer
Destaque profissional era objetivo irrelevante
Diante da mágia e benção de ser plenamente mulher.

Por ter vivido várias fases na sua vida
Essa mãe é plenamente feliz de verdade
Ela não tem e nem quer negar
Que sua maior realização foi a maternidade.
Homenagem às mulheres abençoadas pela maternidade. Ao escrever esta poesia, pensei no nascimento de minha amada primogênita, Vanessa, que hoje já está matriculada na faculdade de enfermagem e é meu grande orgulho. Rosana Nóbrega