domingo, 31 de outubro de 2010

JULGAMENTOS





não sei porque... mais sou o tipo de mulher que assusta os que não me conhecem

julgam-me pela aparência, pelas roupas, pelo andar

se deixassem seus pré-julgamentos de lado e do seu pedestal descessem

veriam o quanto sou humana, quanto amor e ternura tenho para dar

confesso que de tanto ouvir tais coisas meus olhos umedessem

mais antes que as lágrimas caiam, lembro-me de quem sou

sou sensível quanto uma folha de papel

que esta pronta para receber a mais doce poesia

assim como o mais amargo fel

HELENA BUARQUE

ONDE ESTÁ VOCÊ?

onde está você, que mudou meu modo de ver

que virou minha vida de ponta cabeça

fazendo com que eu veja que as coisas ainda possam vir a ser

me colocou de pernas para o ar antes que eu me esqueça

não fez promessas chulas, dessas que pertencem aos que querem se apararecer

falou coisas palpáveis, teve a displicência e o cuidado, como se tem com alguém que o mereça.

HELENA BUARQUE

INTENSA

não sou mulher de muitas incertezas

para mim é quase tudo no 8 ou 80

muitos me criticam com algumas veladas sutilezas

não adianta dourar a pílula, com o que não é frio e muito menos esquenta

deixo o meio termo para os que vivem como presa

são tão mornos, insossos que quase ninguém aguenta


HELENA BUARQUE

CASAMENTO FELIZ















Enquanto os pássaros cantam lá fora,
aqui, no silêncio da tarde fria,
onde há poucos instantes dormia,
vejo no arrebol o sol indo embora.

Ah! Pudessem encontrar sol e luar,
como fazem casais apaixonados!
Fico triste em ver os dois separados!
Se eu pudesse, essa história iria mudar...

Traria a lua p'ra casar co'o sol,
p'ra que os dois pudessem viver contentes,
juntinhos das estrelas reluzentes.

Assim, não haveria mais tormento...
Lua e sol vivendo no firmamento,
juntos, qual brasileiro e futebol.

Sandra Lamego

**DESAFIOS**













Busquei-te em sonhos,
mergulhei em delírios,
naveguei nos olhos teus.

Abri o mar. Atravessei.
Saber nadar, não sei.
Só sei que te encontrei.

Meu próprio destino desafiei,

por este amor que tanto desejei.

Sandra Lamego

NO RITMO DA CHUVA















Da minha janela, olhei a rua.
Uma fina chuva caía insistente.
Aquele friozinho bateu, de repente.

Embora tendo muito o que fazer,
continuei ali, parada, só observando...
um casal de namorados na chuva dançando.

E no ritmo da chuva, sem medo de se molhar,

o casal continuou bailando... até a chuva parar.

Sandra Lamego

ARTE CIDADÃ - LUIZ ALBERTO MACHADO

**MISTÉRIOS**














Tantas coisas eu comprei...
tudo que o dinheiro pode pagar,
mas aquilo que eu mais quero,
nenhum dinheiro comprará.

Quero descobrir seus mistérios,
com eles me embriagar.
Acredite... falo sério,
esse dia há de chegar!

Viajar em brancas nuvens,
com você sempre ao meu lado.
Cada riso... cada palavra,
para sempre irei guardar.

Seus mistérios me fascinam,
aguçam-me o “paladar”.
Seu sorriso de menino
de novo, faz-me sonhar.

Sandra Lamego

Maestrina



Melodias de tua harpa...
Faz pulsar em meu peito,
A sinfonia dos anjos...
Orquestra celestial...

Fecho os olhos e sonho.
Cada nota em seu compasso,
Em fusas e colcheias, harmonia...
Suspiros orvalhados em tons...

Dedilho dançarino o dedo...
Toco teu corpo desenho valsas!
O teu perfume inebria as noites.

Do botão de flor azul celestial...
Faz-se tu, deusa de meus pendores.
Maestrina de meu eterno amor!

Baroneto .

FALAR DE MIM?

Falar de mim!
-*
Não sei pra que!
Sou a palavra não editada
A voz nunca proferida
A estrela sempre perdida
*
Falar de mim é quase loucura
Mistura se ai um pouco de ternura
Pode até dizer a tremenda ironia
De eu ter nascido um dia.
*
Um Falar de Mim.
É quando percebi.
Que nada sou nessa dimensão.
Que me vejo a me envolver.
Nos teus braços e ter prazer.
*
Alegria sim!
De rever os dias a sonhar.
Nas maravilhas que Deus veio aqui deixar.
E algumas peças que poderiam ser melhor.
Com ele acredito ainda estar.
*
Das bichinhas que gosto sempre de falar.
O que ELE fez de atrapalhada
Foi o meio de transporte em heresia.
Invocadas às vezes. Com rebeldia.
*
Elas não querem às vezes liberar.
E dizem sempre nunca dá.
Mas eu não peço pra mim.
Só quero elas usar.
*
Um!
Falar de mim.
É falar da matemática.
Que coisa exata,
Muitos acham difícil.
Por mim! Depois DELA a melhor a se apresentar
Elio Cândido de Oliveira.
elio386565@hotmail.com

NO CALOR DOS TEUS BRAÇOS












Trago-te no peito, meu terno amor!
Meu coração transborda de alegrias
Quando, em meus braços, feliz te aninhas
Fazendo-me sorrir qual linda flor.

Beijo-te em meus sonhos com muito ardor,
Enquanto me abraças e acaricias,
Declamando-me lindas poesias,
Que co’amor e paixão sabes compor.

Ah! Quão belo o prazer de te querer!
Cada verso teu, faz-me renascer,
Minha vida de encanto florescer.

Orquídea colorida – delicada -
Não temo o frio nem a madrugada.
Tenho o teu calor para me aquecer.

Sandra Lamego

E o coração.

E o coração!
*
É lugar indefinido.
Sem som e sem imagem
Só tem mesmo sentido.
Que só ele pode pensar
*
É coração tem sentimento.
E buscamos até dar lhe cor
Gritamos um grande amor.
Sem mesmo seu consentimento.
*
Grito está a dar.
E quantas palavras belas a editar.
São nossos corações.

Atribuímos tudo a você.
Até mesmo nossas desilusões.
*
É coração.
Abra ai um espaço
Tem alguém que quer um laço
De amizade a se propagar
.

elio386565@hotmail.com
pacigust@hotmail.com

Não quero a paz.

NÃO QUERO A PAZ!

*

Quero a guerra declarada.

A paz nunca esperada.

A vida sempre desregrada.

A você amar, em loucuras desvairada.

*

Não quero a paz!

Quero você a me atormentar.

A esperança de eu te acalmar

Ter você sem temer,

Buscando viver o grande prazer.

*

Quero a paz que eu vou conquistar

Teu corpo eu de pronto visualizar

Se for impossível nisso não vou pensar.

Deixa-me a luta continuar.

*

Nascemos aqui para caminhar.

Sonho tem que sonhar

Nas grandes realizações

Estas partiram de sonhos.

E não de emoções.

ELIO CANDIDO DE OLIVEIRA - IBIA - MG

elio386565@hotmail.com - pacigust@hotmail.com

elio.oliveira@hotmail.com

Versos rasos II

Meus versos rasos
São a minha palavra,
A minha letra,
Que ao tentar dizer
Tudo o que penso
Em palavras me perco,
E o verso cala
Esperando que você
Ao Vislumbrar
O que há de belo
Nas entrelinhas
Do meu pensamento
Me dê seu sorriso
Face ao meu silêncio
Como amável e,
Doce recompensa...
(@by Adilson S. Silva)

MINHA IDENTIDADE






MINHA IDENTIDADE

Jamais imaginei que eu pudesse
- Adormecidos já os sentimentos -
Alavancar-me do aniquilamento
Que o meu riso combate e enlouquece.

Porquanto meu semblante escurece
E me conduz ao entorpecimento
Das emoções, causando o linchamento
Dos sonhos, alheios às minhas messes.

As cicatrizes que em meu peito habitam
São olhos de ver que sempre me fitam,
Seguindo-me por onde quer que eu ande.

Serão a minha eterna identidade,
Meu passaporte - a marca da verdade
Como um raio de sol que em mim se expande!



(Milla Pereira)













Base Móvel




Acredito que até para ser feliz, é preciso disposição.
Mesmo porque nenhum sistema existente,
Por mais que se apresente como competente,
Conduz à felicidade.
Verdadeira temeridade!
Por isso é necessária uma certa fricção,
Para atingir esse objetivo,
Que dá a tudo um nobre sentido.

É preciso enxergar a calamidade
E aceitar que ela só pode conduzir à infelicidade,
À castradora frustração,
Que desemboca na escuridão.
Lugar dominado pela morfina
Das rotinas,
Pela frieza,
Aspereza...
Pela indecência
Da violência,
Pelo apagão
Da material ambição.

A partir do momento que se tem coragem,
De desembarcar dessa fraudulenta viagem,
É preciso encontrar o meio próprio,
Para sobreviver a esse ópio.
Torna-se necessário escolher os instrumentos,
Arregimentar os filamentos,
Que lhe servirão de base,
Construída em mobilidade,
Para solidificar a próxima fase.

O ideal é manter a mente flexível,
Preparada para o incrível,
Para um outro nível,
A serviço do sensível.
Essa estrada é individual,
Totalmente, sensorial.
É possível apenas, estudar os dados,
Dos antigos relatos.

Quem vai abrir o caminho,
É a palha do interior ninho.

Para a idealizada materialização,
Desse exercício de paciência,
De autoconhecimento,
De bom senso
De sinceridade,
De humildade
De resistência,
De atenção
Aos sinais da vastidão...
É preciso sim, disposição
E muita determinação!

sábado, 30 de outubro de 2010

** RABISCOS **








Piso de mansinho

nestas páginas rabiscadas.

Não quero acordar os versos

que escreveste na madrugada.

Caprichaste em cada rima,

desenhaste cada letra...

O cheiro do perfume

de tuas mãos abençoadas,

inda está impregnado

nas folhas espalhadas.

Da janela, a lua espreita...

Acaso ela não sabe

que sou eu a tua amada?

Sandra Lamego

Bem Vindo Antonio Cícero da Silva!!!!





NÓS SOMOS POESIA

Nós somos poesia
Somos tão lindos
A cada dia que passa
Meu amor te laça.

Nós somos poesia
Tudo é festa
Somos magia
És o que eu mais queria.

Nós somos poesia
Amor sem fim
A cada dia que passa
Aumenta a graça.

Nos amamos muito
Amor sem igual
Com sentimentos profundos
Ganhamos o mundo.

Nos amamos tanto
Nem sei como descrever
Está no meu coração
És minha outra mão.

Nós somos poesia
Somos o máximo
Vivemos em harmonia
O que eu mais queria...

Antonio Cícero da Silva(Águia)

Nova Postagem!!!

O Cérebro Pede: __"Nova Postagem"
Vai Nova Postagem???"
__Nova Postagem???
Mas, Estou Pó e Serragem,

Muita Dor Da Viagem,
Precisando Massagem!!!

Parece Que Vim Do Além,
Em Um Grande Trem!!!

Com Alguém Que
Contava Seu Vintém, E

Tocava Um Blém!!! Blém!!!
Para Mim e Mais De Cem!!!

Fazendo Abordagem
Com Tanta Coragem!!!
Vendendo Aberém,
Astuta Como Ninguém!!!

Fazendo Amostragem,
Do Produto Tão Bem!!!

Ajeitando O Cesto Também,
Enquanto Atendia Alguém!!!

Olhou-Me E Indagou-Me: __"Tá Bem???"
__To Zen, __Vai Um Aberém???

Muitos Adoram e Aderem
Meu Belo Aberém!!!

Para Acabar Cá Amarguragem,
Alguns Ainda Olham Com Desdém...

Mas Sem Sacanagem,
A Adoçagem, Da Uma Calibragem!!!

___Para Ficar Bem Na Imagem,
Isso Sem Cafajestagem, De-Me Cem!!!

Antes De Entrarmos Na Caliagem,
Vou Por Na Bagagem,
Eles Vão Cair Bem,
Na Nova Postagem!!!

Pequena Poetisa-Vana Fraga

Aberém Descobri Enquanto Fazia
O Poema, Ele É: Um Bolo De Milho
Ralado Na Pedra e Cozido Envolto Em Folhas De Bananeira!!!

Autopropaganda





A autopropaganda é algo que, realmente,
Positivamente,
Não me apetece.
Ao contrário, profundamente me aborrece.

Acho bastante desagradável,
Diria mesmo, intragável,
A pessoa que aproveita toda oportunidade
Para ressaltar suas qualidades...

Para provar como é boa
Que não está aqui à toa...
Diz que sabe o que quer,
Mas na intimidade,
Na clandestinidade,
Come de colher...

Demonstra ser altruísta,
Quando, em verdade, é absolutamente, egoísta.
É verborrágica,
Trágica!
Precisa chamar a atenção,
Para o seu “bom” coração.

Faz discursos transcendentais,
Embora adote posturas episcopais...
Está completamente apegada ao passado,
Enquanto se mostra futurista...
Só acredita no que já foi testado,
Embora se diga anarquista.

Afirma ser contra o burguês pensamento,
Mas não perde uma semana de artificial bronzeamento...
Apresenta-se como temente a Deus,
Perante os seus...
Já para os amantes,
Mantém esse assunto um pouco mais distante...

Sua pregação,
É quase tão incisiva quanto sua sedução...
Atrás da bandeira da caridade,
Está sua desmedida arbitrariedade.
Adequou-se ao seu falso discurso,
Do tipo que apodrece o mundo.

Esse tipo de pessoa, nem a si mesma, engana.
O que toca, profana.
Identifica-se, intimamente, com os maus.
Acostumou-se ao caos.
Mas, faz questão de manter as aparências,
Pois assim, pensa poder driblar as consequências,

De sua franca decadência!

Sua falsa palavra,
Quer fazer parecer gesso, sua lava!

**SAUDADE**









Costumo dizer que a saudade
é uma ótima companheira.
Ela afaga o coração,
traz pra perto um grande amor,
a família, os amigos.
Quem nunca sentiu saudade
não viveu... na realidade.
Não viveu um grande amor
nem fez laços de amizade.
É bom sentir saudade...
De tudo, de uma espera,
das flores da primavera,
da música preferida,
d'uma tarde esquecida,
d'uma lágrima caída,
d'um grande amor,
d'uma vida,
de mim
enfim,
de ti.


Sandra Lamego

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Metamorfose

Revela em mim um incontrolável desejo...
O nu de teu corpo transmuta minha sanidade.
Explode no peito o odor do êxtase enfurecido,
Suor e magia estampados em nossas ansiedades!

Quero te arrebatar em seus sonhos frenéticos,
Explorar teu corpo como a relva é pelo sereno.
Sentir o calor de teus lábios sugando energias...
Possuindo-te sem mistério, leis ou obediências.

Nossas entranhas em convulsões hão de ficar,
A cada galope desenfreado de nossas paixões
Fazendo vibrar alucinadamente este teu ser...

Na metamorfose da lagarta inocente menina,
Debutante nos segredos dos fieis amantes...
Deixa o botão e se transforma na linda mulher!

Baroneto.
Sonhar Não É Pecado, Pecado É Não Lutar Para Realizá-Lo!!!
Pequena Poetisa-Vana Fraga

PERGAMINHO DE AMOR
















Encontrei um pergaminho de amor,
guardado num coração de bondade.
Letras garrafais douradas,
adornado com laços delicados.
Em cada letra, uma flor desenhada,
um doce perfume do campo.
Nele, quero deixar gravados
meus sonhos e pensamentos.
Sejam descontraídos, alegres, amorosos...
Ora em prosa, ora em versos,
um tesouro para o universo.
Que se apressem os passos apaixonados,
ante a premência do tempo!
Corações em órbita...
Saudade em silêncio.
Se a ternura pede passagem,
o suspiro se faz presente,
o brilho do olhar permanente.

Sandra Lamego

JARDIM DA ALMA














Meu jardim é precioso,
lindo, lindo de se ver!
Escolho bem as sementes
que nele irão florescer.

Se você quiser conhecê-lo,
para mim, será um prazer!
Nele, há mudas e sementes
que guardei só pra você!

Venh' então bem cedinho,
assim que o dia amanhecer!
Quando as flores estão viçosas
com o orvalho da madrugada.

Escolha-as e colha-as com carinho.
Felizes, irão agradecer.
Cada planta tem seu jeitinho,
igual a mim e a você.

Sandra Lamego

NO RITMO DA DANÇA













Dois pra lá... Dois pra cá.
No ritmo da dança,
acertamos nosso passo.
Envolvidos pela melodia,
julgamos estar sós.
O salão está lotado,
mas pra nós...
Ah! Só há nós dois!
Meus olhos só encontram os teus,
teus braços se entrelaçam aos meus.
Não há luz que nos ofusque,
somos almas flutuantes,
numa noite alto-astral.
És meu príncipe encantado
nesta noite especial.
Sou tua cinderela
em sapatos de cristal.

Sandra Lamego

Cristais

Cristais
Refletindo luz
Por trás
De um olhar
Que seduz
Induz
Conduz
Luz

Pelos vitrais
A fazer besteiras
Brincadeiras
A dois
A sós
Enfim
Nus...

(©by Adilson S. Silva)

Remansos...

Redemoinhos
Reviram-me em versos
Que verso acolá, aqui
E teu turbilhão,
Um dia
Correnteza
Arrastou-me
Para dentro de ti,
Remanso
Que acalma.
Vida, Movimento
Como Espelhos
A refletir
A alma.
Tua voz
São as Keralas,
Remansos assim,
Das paisagens
Do teu corpo
Chamando por mim

Remansos...

(©by Adilson S. Silva)

Vaidade em primaveras...

[Poética -mente]

Minha mente amanhece
Luz, manhã, poesia
No seu tempo de paz
Inspira, pira, cria
Hora é pura saudade
Hora é pura alegria
Hora é só quietude
Hora é só nostalgia
Minha mente adormece
Esquece, silencia...
Charlyane Mirielle





MENSAGEM DISNEY

A Musicalidade das Almas



Acredito que as almas sejam totalmente musicais.
Não as concebo de outra forma.
Cada uma com sua sequência de notas,
Com seu ritmo.
Emblema de seus signos!
Todas com suas melodias únicas e geniais.

A música é o caminho de expressão natural,
Da Criação em nós.
É por onde se desvendam os nós,
O íntimo, o ínfimo, o sobrenatural!
É o que pode nos contagiar,
Chegando ao ponto de arrepiar...

De nos fazer mudar a direção,
De nos causar uma implosão.
De nos apresentar aos cantos mais iluminados
Mais sagrados
Do universo,
Que é música em versos.

É o grande veículo da manifestação
Capaz de detonar uma revolução...
De nos privar do ar!
Está para a alma como o céu para o mar.
Faz parte de sua consistência
De sua fluência.

Estou certo que, intimamente,
Constantemente,
A alma executa seus solos,
Oferecendo-nos seu colo,
Emitindo sua melodia,
Crivada de mágica harmonia.

Nosso consciente, excessivamente materialista,
Só presta atenção ao que está ao alcance da vista,
Desprezando tudo que for subjetivo, ou invisível.
Perdemos assim, grande parte de tudo que é sensível,
De tudo que é delicado,
De tudo que é encantado!

Como da alma, a inacreditável musicalidade.
Da vida, a unidade
Escondida atrás da dualidade.
O prazer da serenidade...
Os acordes singelos da irmandade.
As notas maiores da felicidade.




Presente para Denise Malavasi

A insubstituível – Dê! -


Vídeo indicado

http://www.youtube.com/watch?v=00kgoXE7oZ4&feature=related

ATENÇÃO!!!





Hoje nós do PORTAL DO POETA BRASILEIRO, seremos homenageados no Sarau Sopa De Letrinhas, o braço poético do Clube Caiubi de compositores.

Estamos convocando os confrades Poetas paulistas e paulistanos.
Nós encontramos lá?!?!?

Grata,

Aline Romariz

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O que tenho de meu?




Os meus olhos de imagem
A minha vida de Deus
A minha boca de outras
O que tenho de meu?

Os meus cabelos crescem e saem
Os meus braços abraçam os seus
As minhas pernas dos caminhos
A minha boca sorrindo

Os meus passos vão levar
O meu corpo daqui para lá
As minhas roupas eu comprei
O que tenho ainda não sei!

O meu amigo é de outros
A minha casa não é minha
Aquela praça de um todo
O que é meu será que tinha?

O perfume a me perfuma
Não tenho cheiro próprio a exalar
No espelho a me olhar
E a imagem esta sozinha

O coração que vai parar
O sangue a calhar
A sombra a me rodear
O sol que nasce e morre todos os dias

Nada aqui é meu!
Sou alma passageira
Com coisas a cumprir
Sou grão de areia, com outras vim me unir.

Certeza...
O que tenho de meu?

Luiz Carlos Freitas
Calufrey
wwwcalufrey.blospot.com
24/08/2009

Rusticos Degraus!

Pelos toscos degraus...
De atribulada vida!
Arraste-se efêmero...
Desajustado coração!
Deixando-se levar
Pela correnteza,
Dos rios da amargura!

Chora em silêncio
O desespero de ter...
Perdido o sentido,
De um amor vivido
No abandono da ventura!
Que passou despercebido
Pela deusa, de seus...
Atônitos sonhos!

Embriagado numa cascata
De lágrimas sentidas...
Sufocam na essência da alma
Soluços ao vento!

Lança-se na intermitência,
Dos momentos que passam,
Como um bando de pássaros...
Que revoam os céus!
Vivendo a doce...
Esperança de encontrar...
A verdade e a razão!

Vencido pelo cansaço!
Nos rústicos degraus
Adormece e sonha!
Com a deusa...
Do sentimento felicidade!

Baroneto

Metamorfoses

Metamorfoses
Na minha pele
A distância,
Que me separa de ti,
Nos sentidos traz
A fragrância,
Da mulher que senti.
É o tempo
Deixando marcas
Vivencias
Metamorfoseando
O infinito dos meus sonhos
Momentos que...
Em segundos se transformam
Entre a mulher
E a borboleta voando...
(@by Adilson S. Silva)

____ COISAS DA ROÇA____

Eu nasci lá no sertão não conheço o
Litoral, já vesti forte gibão
Da fazenda fui peão, amolei faca
E facão tirei leite no curral.

Eu nasci nas serranias conheço
O mandacaru, já capinei de
Enxada puxei boi nas vaquejadas
Cacei preá e tatu...

Sou filho do ressequido e suarento
Torrão, sou canto triste da terra sou o
Barulho do trovão, sou cachorro
Perdigueiro, sou ave de arribação;

Sou o coaxar do sapo no acasalo final,
Sou choro inane da terra, sou duas pedras
De sal que testa com veemência
Se tem inverno afinal...

Sou a cigarra alegre na árvore a
Cantarolar, sou o zarpar do burro que
Não se deixa amansar; sou o choro
Do caboclo por quem prometeu voltar.

PORTAL DO POETA BRASILEIRO: Uma Pausa.,.Quero uma pausa para colher estrela...

PORTAL DO POETA BRASILEIRO: Uma Pausa
.,.

Quero uma pausa para colher estrela...
: "Uma Pausa .,. Quero uma pausa para colher estrelas e lamber as cascas das frutas esquecidas no quintal. Quebre os relógios, façam greves ..."
Uma Pausa
.,.

Quero uma pausa para colher estrelas
e lamber as cascas das frutas
esquecidas no quintal.

Quebre os relógios,
façam greves os funcionários do metrô,
os bancários e os carteiros.

Cansados estamos das filas
nas rodoviárias, nos aeroportos
e nas salas da previdência.

Devolva os celulares,
desligue a TV,
o scaner,
o PC.

Delete as imagens da câmera fotográfica,
faça doação das roupas usadas,
doe os velhos jornais.

Viva o máximo com o mínimo
e adormeça depois do almoço
à sombra dos coqueirais.

TEMPESTADE DE VERÃO



você chegou inesperada e intensamente

veio sem aviso, data ou hora marcada

como uma tempestade de verão

chuva forte, deixou suas marcas,

em minha carne, minha mente, no ranger dos meus dentes

ah...se tu soubesses o bem que fez

molhou a terra, o mar, purificou o ar

ao som da chuva, hoje dormirei contente

ansiosa espero novamente você voltar...

HELENA BUARQUE

BEM VINDO ADILSON COSTA!!!






Eu e o Riacho


Nasce a água da terra, limpa cristalina
Nasce no topo da serra, pura e alcalina
Desce sua ladeira
Vai crescendo
Arrastando
Quebrando
Não teme os obstáculos e vai
Passa sobre tudo e cresce
Fica grande, não tem medo
Esquece o topo da serra
Aquela que tinha gosto de terra
Terra pura, terra limpa em meio ao arvoredo.
Aumenta a velocidade, corre e vai descendo
Agora tens gosto de lixo, sujo e contaminado
Tu és grande, percebemos ao te olhar.
Achas que pode, mas não pode!
Outro maior vai te derrotar
Somos como essa nascente
Nascemos com uma missão
Crescemos e misturamos à tanta gente
Gente boa e também sem coração.
Tantos dejetos,
Tantos venenos,
Tantos desafetos,
Não crescemos,
Nós inchamos,
E somos ainda mais pequenos.
Gostaria de ainda estar na serra,
sentindo o gosto da terra,
sem me preocupar com meus ais
Hoje só vejo guerra,
A gente muito mais erra,
Ao tentar encontrar a Paz.
O riacho vai encontrar o que merece
Quando a ladeira terminar,
Aos poucos ele desaparece.
Será engolido pelo Mar.

Adilson Costa

Autoabsolvição




Absolver-se,
Ao final de tudo,
Absorver-se!

Depois de um autoexame minucioso,
Entender os próprios meandros,
Os escondidos cantos,
As derrotas,
As comportas...
Abrir todas as portas,
Esticar bem as cordas!
Sempre com a cabeça aberta,
Para atingir a meta,
De se descobrir,
Ao invés de se cobrir.

Confeccionar a própria bandeira,
Inspirado pela brisa marinheira,
Respeitando os seus signos,
Os cósmicos desígnios.
A diferença:
O único dado que compensa!
A particularidade,
Disfarçada de fragilidade!
Escavar-se,
Conectar-se

À essência,
Ao sumo,
Do interno suco...
Expandindo sempre a consciência,
Para melhor enxergar a estrada.
Tanto a já percorrida,
Como a que está à frente, em forma de subida.
Decorá-las plantando flores,
Simbolizando os ardores,
A magia materializada...

Conseguida através do exercício incansável,
Da criatividade,
Sempre a serviço da sensibilidade,
A base
Das decisões em todas as fases,
Em todos os sismos,
Por sobre os abismos...
Ponte móvel, invisível, elevada,
De tão improvável,
De tão encantada!

De posse dos resultados,
Desse mergulho alucinado,
Por entre as alucinações
E as inquestionáveis sensações,
Sentir nascer na face o esboço de um sorriso,
O desejo inconfessável de um suspiro,
Uma pitada de sadio orgulho,
Por ter construído esse particular mundo.

A absorção
Causada pela autoabsolvição!



Dedico esse texto à amiga
Excelente poetisa
Rosa Serena

Visitinha de uma sonada


Choveu, fez sol, frio, calor e eu aqui.
Enquanto pessoas corriam, trabalhavam.
Passeavam, brigavam, choravam, nasciam e morriam.
Eu fiquei simplesmente aqui...

Parada, estagnada, repleta de multitarefas.
Completa de pura preguiça.
Sem queixumes, sem mais nada.
Apenas aqui e parada.

Sem me esquecer de ninguém.
Mas deixando-os todos em meros sonhos.
Ali os encontro a todo instante.
No sono e no sonho me deleito.

ZZZZZZRROMMMZZZZZZZZZZZZZZRROMMZZZZZZZZ

Teresa Azevedo
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